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Um senhor tranquilo, que cuidava dos cachorros abandonados do bairro e alimentava pombos todos os dias no mesmo horário. Assim os moradores do Itapoã, na região da Pampulha, em BH, definem o senhor Cristóvão, que estava em situação de rua há anos, e agora foi morto à queima roupa por um Policial Civil do Rio de Janeiro, de 26 anos, que estava passando as férias na cidade. Revoltada, a população local se manifesta no início da tarde desta segunda-feira e denuncia o que acredita ser uma reação desproporcional. "Foi uma execução sumária. Uma coisa absurda", diz um dos manifestantes. O policial já foi liberado e segue em liberdade.
Os pombos que Cristóvão costumava alimentar se concentram nos fios de luz do local onde se encontravam diariamente. Os cães que ele cuidava também. Porém, o que encontram é o espaço vazio. A árvore onde ele costumava ficar agora traz uma cruz de papelão com os dizeres: “Aqui viveu por muitos anos um homem gentil, abandonado pelo Estado. Cuidava de animais que, assim como ele foram deixados de lado, vítimas dos maus-tratos. Que sua morte não seja ignorada, como sua vida muitas vezes foi. Justiça por Primão”.

Um cartaz circula para anunciar a manifestação, marcada para ter concentração 12h desta segunda-feira (24 de fevereiro), na avenida Doutor Cristiano Magalhães, em frente ao número 1865, no bairro Planalto. “Manifestação pacífica, em respeito à memória e dignidade do senhor Cristóvão. Traga sua voz, faixas e solidariedade. Juntos, podemos mostrar que toda vida importa e que não vamos tolerar mais nenhuma morte cruel como a dele”, diz o cartaz.

Uma moradora do bairro, que pediu anonimato, disse que a convivência da vítima com a população sempre foi cordial e pacífica. Esse seria, inclusive, um dos motivos da manifestação popular. “Era um cara que vivia ali muitos anos. Era tranquilo. Aí vem um policial do Rio de Janeiro, que estava em um boteco, chega e atira nele. Eu moro ali há quase 50 anos e nunca teve um crime ali. É um bairro tranquilo. O assassinato foi do lado de onde estava acontecendo um bloquinho de Carnaval, supertranquilo, cheio de crianças. Eu inclusive estava lá com minha filha. Um policial sai do Rio de Janeiro, traz essa violência de lá e despeja tiro na cabeça do outro. É um absurdo”.
Outro morador desabafa: “O pessoal do bairro está indignado porque era um rapaz super bonzinho, não mexia com ninguém, não pedia nada. O cara matou dizendo que tinha sido ameaçado, mas é um senhor franzino, velhinho coitado. Sem condições de ameaçar alguém”, desabafa outro morador. “Foi uma execução sumária. Um negócio absurdo”, completa.
O crime ocorreu na noite de sábado (23 de fevereiro). Conforme o boletim de ocorrência, o policial que estaria passando férias em BH, relatou ter sido surpreendido pela vítima quando saía de um restaurante com familiares. Ainda conforme o relato do suspeito, o homem teria o ameaçado de morte, levado a mão na camisa e simulando estar armado. A vítima, segundo o boletim de ocorrência, estaria com uma machadinha e uma garrafa com um “líquido desconhecido”.
Após matar o homem, o próprio policial acionou a Polícia Militar e entregou a arma. A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais também esteve no local. O caso vai ser investigado. O suspeito foi ouvido pela Polícia Civil e liberado na sequência. Questionada, a Polícia Civil do Rio de Janeiro afirmou que "foi comunicada e acompanhará a investigação, que está a cargo da Polícia Civil de Minas". (Com colaboração de Gláucio Castro)
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Um senhor tranquilo, que cuidava dos cachorros abandonados do bairro e alimentava pombos todos os dias no mesmo horário. Assim os moradores do Itapoã, na região da Pampulha, em BH, definem o senhor Cristóvão, que estava em situação de rua há anos, e agora foi morto à queima roupa por um Policial Civil do Rio de Janeiro, de 26 anos, que estava passando as férias na cidade. Revoltada, a população local se manifesta no início da tarde desta segunda-feira e denuncia o que acredita ser uma reação desproporcional. "Foi uma execução sumária. Uma coisa absurda", diz um dos manifestantes. O policial já foi liberado e segue em liberdade.
Os pombos que Cristóvão costumava alimentar se concentram nos fios de luz do local onde se encontravam diariamente. Os cães que ele cuidava também. Porém, o que encontram é o espaço vazio. A árvore onde ele costumava ficar agora traz uma cruz de papelão com os dizeres: “Aqui viveu por muitos anos um homem gentil, abandonado pelo Estado. Cuidava de animais que, assim como ele foram deixados de lado, vítimas dos maus-tratos. Que sua morte não seja ignorada, como sua vida muitas vezes foi. Justiça por Primão”.

Um cartaz circula para anunciar a manifestação, marcada para ter concentração 12h desta segunda-feira (24 de fevereiro), na avenida Doutor Cristiano Magalhães, em frente ao número 1865, no bairro Planalto. “Manifestação pacífica, em respeito à memória e dignidade do senhor Cristóvão. Traga sua voz, faixas e solidariedade. Juntos, podemos mostrar que toda vida importa e que não vamos tolerar mais nenhuma morte cruel como a dele”, diz o cartaz.

Uma moradora do bairro, que pediu anonimato, disse que a convivência da vítima com a população sempre foi cordial e pacífica. Esse seria, inclusive, um dos motivos da manifestação popular. “Era um cara que vivia ali muitos anos. Era tranquilo. Aí vem um policial do Rio de Janeiro, que estava em um boteco, chega e atira nele. Eu moro ali há quase 50 anos e nunca teve um crime ali. É um bairro tranquilo. O assassinato foi do lado de onde estava acontecendo um bloquinho de Carnaval, supertranquilo, cheio de crianças. Eu inclusive estava lá com minha filha. Um policial sai do Rio de Janeiro, traz essa violência de lá e despeja tiro na cabeça do outro. É um absurdo”.
Outro morador desabafa: “O pessoal do bairro está indignado porque era um rapaz super bonzinho, não mexia com ninguém, não pedia nada. O cara matou dizendo que tinha sido ameaçado, mas é um senhor franzino, velhinho coitado. Sem condições de ameaçar alguém”, desabafa outro morador. “Foi uma execução sumária. Um negócio absurdo”, completa.
O crime ocorreu na noite de sábado (23 de fevereiro). Conforme o boletim de ocorrência, o policial que estaria passando férias em BH, relatou ter sido surpreendido pela vítima quando saía de um restaurante com familiares. Ainda conforme o relato do suspeito, o homem teria o ameaçado de morte, levado a mão na camisa e simulando estar armado. A vítima, segundo o boletim de ocorrência, estaria com uma machadinha e uma garrafa com um “líquido desconhecido”.
Após matar o homem, o próprio policial acionou a Polícia Militar e entregou a arma. A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais também esteve no local. O caso vai ser investigado. O suspeito foi ouvido pela Polícia Civil e liberado na sequência. Questionada, a Polícia Civil do Rio de Janeiro afirmou que "foi comunicada e acompanhará a investigação, que está a cargo da Polícia Civil de Minas". (Com colaboração de Gláucio Castro)