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A presença do pinheiro-americano (Pinus elliottii) na Serra do Cipó, localizada a cerca de 90 quilômetros de Belo Horizonte, preocupa pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A árvore, introduzida no Brasil para a produção de madeira e resina, é uma espécie invasora agressiva. Ela forma adensamentos que sombreiam a flora original, simplificam a paisagem e elevam o risco de queimadas.
O alerta consta em um policy brief publicado nesta segunda-feira (22) pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), sediado na UFMG. O documento, que reúne evidências científicas para subsidiar políticas públicas, aponta que focos dispersos indicam o avanço da espécie a partir de plantios antigos. A expansão ocorre ao longo de rodovias, trilhas e áreas degradadas, impulsionada pelo vento, que espalha as sementes.
Segundo o relatório, o registro de pinheiros em locais onde não houve plantio direto configura um processo de colonização. Atualmente, há focos em encostas e ambientes abertos próximos à rodovia MG-10. Os especialistas advertem que, sem intervenção, esses pontos podem se conectar e formar "linhas de infestação", o que tornaria as ações de restauração mais difíceis e caras.
Riscos da expansão
O pinheiro-americano é hoje um dos principais invasores em áreas de Cerrado, campos e restingas. Sua disseminação é favorecida pelas altas taxas de rebrotamento, por um banco de sementes persistente e por alterações químicas no solo que impedem a regeneração de plantas nativas.
Além disso, a camada de folhas secas (serapilheira) acumulada no chão é rica em resina, o que aumenta a inflamabilidade do terreno e intensifica os incêndios. Esse acúmulo também afeta a fauna do solo, afastando invertebrados e prejudicando processos ecológicos. Outro ponto crítico é o impacto na bacia hidrográfica: a invasão por pinheiros está associada à redução da disponibilidade de água, um risco grave para o ecossistema sensível do campo rupestre.
Controle precoce é a principal orientação
Os pesquisadores recomendam o controle imediato da espécie, com a remoção de indivíduos antes que atinjam a maturidade reprodutiva. Em áreas já densamente invadidas, o documento sugere o corte raso, o manejo da serapilheira e um monitoramento contínuo por pelo menos seis anos. Caso a regeneração natural não ocorra, defende-se o plantio assistido de espécies nativas e o planejamento territorial para impedir novos cultivos de Pinus perto de ecossistemas frágeis.
O documento reforça que conter o pinheiro-americano na Serra do Cipó é uma decisão técnica e política. As ações necessárias incluem a suspensão de novos plantios, a eliminação de árvores que dispersam sementes e o engajamento de proprietários rurais, gestores públicos e comunidades locais. Para os especialistas, a ação imediata reduz custos financeiros e protege a biodiversidade e o abastecimento de água da região.
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A presença do pinheiro-americano (Pinus elliottii) na Serra do Cipó, localizada a cerca de 90 quilômetros de Belo Horizonte, preocupa pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A árvore, introduzida no Brasil para a produção de madeira e resina, é uma espécie invasora agressiva. Ela forma adensamentos que sombreiam a flora original, simplificam a paisagem e elevam o risco de queimadas.
O alerta consta em um policy brief publicado nesta segunda-feira (22) pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), sediado na UFMG. O documento, que reúne evidências científicas para subsidiar políticas públicas, aponta que focos dispersos indicam o avanço da espécie a partir de plantios antigos. A expansão ocorre ao longo de rodovias, trilhas e áreas degradadas, impulsionada pelo vento, que espalha as sementes.
Segundo o relatório, o registro de pinheiros em locais onde não houve plantio direto configura um processo de colonização. Atualmente, há focos em encostas e ambientes abertos próximos à rodovia MG-10. Os especialistas advertem que, sem intervenção, esses pontos podem se conectar e formar "linhas de infestação", o que tornaria as ações de restauração mais difíceis e caras.
Riscos da expansão
O pinheiro-americano é hoje um dos principais invasores em áreas de Cerrado, campos e restingas. Sua disseminação é favorecida pelas altas taxas de rebrotamento, por um banco de sementes persistente e por alterações químicas no solo que impedem a regeneração de plantas nativas.
Além disso, a camada de folhas secas (serapilheira) acumulada no chão é rica em resina, o que aumenta a inflamabilidade do terreno e intensifica os incêndios. Esse acúmulo também afeta a fauna do solo, afastando invertebrados e prejudicando processos ecológicos. Outro ponto crítico é o impacto na bacia hidrográfica: a invasão por pinheiros está associada à redução da disponibilidade de água, um risco grave para o ecossistema sensível do campo rupestre.
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Os pesquisadores recomendam o controle imediato da espécie, com a remoção de indivíduos antes que atinjam a maturidade reprodutiva. Em áreas já densamente invadidas, o documento sugere o corte raso, o manejo da serapilheira e um monitoramento contínuo por pelo menos seis anos. Caso a regeneração natural não ocorra, defende-se o plantio assistido de espécies nativas e o planejamento territorial para impedir novos cultivos de Pinus perto de ecossistemas frágeis.
O documento reforça que conter o pinheiro-americano na Serra do Cipó é uma decisão técnica e política. As ações necessárias incluem a suspensão de novos plantios, a eliminação de árvores que dispersam sementes e o engajamento de proprietários rurais, gestores públicos e comunidades locais. Para os especialistas, a ação imediata reduz custos financeiros e protege a biodiversidade e o abastecimento de água da região.