A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Coronéis de Murta para combater a mineração ilegal no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. A ação cumpriu oito mandados de busca e apreensão, determinou o bloqueio de até R$ 5 milhões em bens e impôs o uso de tornozeleiras eletrônicas a investigados nos municípios de Coronel Murta e Rubelita.

De acordo com a PF, o grupo é suspeito de explorar ilegalmente pegmatitos e gemas, como turmalinas, além de comercializar os materiais sem autorização. As investigações também apontam que trabalhadores eram submetidos a condições análogas à escravidão nos garimpos clandestinos.

Financiadores e donos de garimpos são alvos

Segundo a corporação, os principais alvos da operação são financiadores e proprietários dos garimpos ilegais, responsáveis pela extração e venda irregular de recursos minerais pertencentes à União. Além das buscas, a Justiça Federal autorizou medidas cautelares para enfraquecer a atuação do grupo, como o sequestro de bens e o monitoramento eletrônico de cinco investigados.

A Polícia Federal destacou que a mineração clandestina provoca danos ambientais e sociais, incluindo a exploração de mão de obra em condições degradantes. A operação também busca rastrear a origem e o destino dos minerais extraídos ilegalmente para interromper a cadeia de comercialização.

Investigações continuam

As apurações seguem em andamento e podem levar à identificação de novos envolvidos no esquema. A PF reforçou que a ação integra uma série de medidas para combater crimes ambientais, mineração ilegal e violações trabalhistas em Minas Gerais.