As obras dos viadutos no cruzamento das avenidas Cristiano Machado e Sebastião de Brito, na região Norte de Belo Horizonte, vão custar R$ 31 milhões a mais do que o previsto inicialmente. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) publicou neste sábado (18) um aditivo contratual que eleva o valor total da intervenção de R$ 229,8 milhões para R$ 260,8 milhões, um acréscimo de 13,47%.

Além do aumento de custos, o aditivo também altera o cronograma da obra. A nova previsão é que os viadutos sejam concluídos em 2027, enquanto as intervenções de macrodrenagem do Ribeirão Pampulha devem terminar em 2028.

Segundo a PBH, o reajuste foi necessário devido a condições que "somente puderam ser constatadas em campo e que exigiram adequações na forma de execução". Entre elas estão características heterogêneas do solo, presença de lençol freático acima do esperado, trechos com rochas e interferências com redes de infraestrutura existentes, como tubulações e sistemas de concessionárias.

"Essas condições impactam diretamente a forma de execução dos serviços e demandam soluções técnicas específicas para garantir a segurança da obra e das áreas vizinhas", argumentou a PBH.Outro ponto citado pela administração municipal foi a necessidade de alterar a forma de execução das obras de drenagem do Ribeirão Pampulha. Conforme a prefeitura, a estratégia inicialmente prevista foi substituída por uma solução considerada mais eficiente para reduzir o tempo de interferência no trânsito da avenida Cristiano Machado.

Atrasos

A prefeitura também atribui o adiamento da conclusão da obra a fatores externos ao contrato. Segundo o Executivo municipal, parte dos serviços dependia do remanejamento de redes de gás pela Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), etapa que enfrentou sucessivos atrasos.

De acordo com a PBH, desde 2024 o município articula a transferência da tubulação que atravessa a Cristiano Machado. A prefeitura afirma que entraves apresentados pela concessionária impediram o avanço de parte das intervenções.

O TEMPO procurou a Gasmig e aguarda retorno. Assim que houver, o texto será atualizado.

Mesmo com o aumento de custos e a mudança nos prazos, a administração municipal ressalta que o aditivo não altera o escopo da obra, apenas adequa o contrato às condições encontradas durante a execução.