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Segundo a entidade, as normas impõem restrições consideradas excessivas ao trabalho de advogados, com impacto direto no direito de defesa de presos. A OAB-MG aponta que as resoluções permitem medidas como o monitoramento de conversas entre advogados e clientes e restringem a entrada com itens essenciais à atuação profissional, como documentos, papel e caneta.
Para a instituição, as mudanças violam prerrogativas da advocacia e comprometem garantias fundamentais. “Não podemos admitir qualquer medida que viole as prerrogativas da advocacia ou comprometa o direito de defesa do cidadão. A confidencialidade na comunicação entre advogado e cliente é um pilar do Estado Democrático de Direito e precisa ser respeitada”, afirmou Chalfun.
Pedido de revisão e diálogo com o estado
Durante o encontro, a OAB-MG entregou um ofício com notas técnicas pedindo a revisão das normas. A Sejusp informou que vai analisar as demandas apresentadas.
Como encaminhamento, ficou definida a criação de uma mesa técnica interinstitucional para discutir ajustes nas regras. “O objetivo é construir uma solução equilibrada, que garanta a segurança nas unidades prisionais sem impor restrições indevidas ao exercício profissional”, acrescentou o presidente da OAB-MG.
Debate sobre segurança e garantias legais
As resoluções tratam de procedimentos específicos para unidades de segurança máxima e para presídios classificados nos níveis 4 e 5 de complexidade do sistema penitenciário mineiro. A OAB-MG reitera que seguirá acompanhando o tema e reforça que não abrirá mão das prerrogativas da advocacia.
Entenda as regras impostas pela Sejusp
Minas Gerais planeja estruturar uma rede com seis presídios de segurança máxima no estado. A primeira unidade será a penitenciária de Francisco Sá, no Norte de Minas, enquanto outras cinco unidades prisionais serão elevadas aos níveis 4 e 5 de segurança no prazo de até 180 dias. Por questões de segurança, o governo não vai divulgou quais são essas outras unidades. A proposta é adaptar o sistema estadual a regras já adotadas no âmbito federal, ampliando o controle sobre presos considerados de maior periculosidade.
Entre as principais mudanças previstas estão a instalação de bloqueadores de sinal de celular, a proibição da entrada de alimentos e itens de higiene pessoal por visitantes - que passarão a ser fornecidos integralmente pelo estado - e a adoção de visitas monitoradas, como forma de ampliar o controle e reduzir a atuação de organizações criminosas dentro do sistema prisional.
De acordo com Rogério Greco, as mudanças incluem visitas apenas virtuais ou em parlatórios e sempre monitoradas, além de novas regras para advogados, que também serão atendidos nesses espaços, sem contato físico e com restrições à entrada de objetos. “A gente vai trazer para o nível estadual aquilo que já acontece no sistema federal. O que muda, basicamente, é que aquele contato pessoal, físico, deixa de acontecer por questões de segurança. Quando você corta esse contato, você enfraquece a atuação criminosa. Não dá para dizer que vai acabar 100%, mas vamos inibir de forma bem radical”, disse.
Greco também destacou que a comunicação dos detentos com o exterior será mais restrita, com uso de bloqueadores de celulares e monitoramento constante. “Quando você evita a comunicação externa, você corta um circuito muito importante para as facções. A gente não pode garantir que vai acabar totalmente, mas vamos inibir de forma bem radical”, afirmou.
Posicionamento da Sejusp
A Sejusp-MG foi procurada pela reportagem. O espaço segue aberto e a resposta será acrescentada assim que for encaminhada.
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Entenda as regras impostas pela Sejusp
Minas Gerais planeja estruturar uma rede com seis presídios de segurança máxima no estado. A primeira unidade será a penitenciária de Francisco Sá, no Norte de Minas, enquanto outras cinco unidades prisionais serão elevadas aos níveis 4 e 5 de segurança no prazo de até 180 dias. Por questões de segurança, o governo não vai divulgou quais são essas outras unidades. A proposta é adaptar o sistema estadual a regras já adotadas no âmbito federal, ampliando o controle sobre presos considerados de maior periculosidade.
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A Sejusp-MG foi procurada pela reportagem. O espaço segue aberto e a resposta será acrescentada assim que for encaminhada.