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Durante a conversa, bastante emocionada, Edna lembrou que foi acordada por volta de 1h por um vizinho, que ligou e avisou que a rua estava enchendo de água. Cerca de 30 minutos depois, eles viram que já era tarde, e que a casa onde ela, o filho e o companheiro estavam, já era completamente tomada pela água. "De repente, as coisas começaram a tombar dentro de casa, geladeira, fogão. E a gente não tinha condição de sair de la, pois a porta e o portão travaram com a força da água", lembrou.
Enquanto o marido dela ligava para os bombeiros e a Defesa Civil da cidade, para pedir socorro, o nível da água subiu vertiginosamente, ainda conforme o relato de Edna à Patrícia Poeta. "Como eu sou mais baixa, quando a água chegou no meu peito, eu ouvi um estrondo e a água me derrubou. Eu fiquei submersa, e não sei nadar, não sei fazer nada debaixo d'água (...) eu estava na sala, fui rodando, batendo nas coisas, e, de repente, senti uma coisa redonda. Na hora eu raciocinei muito rápido: 'Isso é um poste, então não estou dentro de casa mais', e agarrei nele", lembra a mulher.
A vítima das chuvas relata ainda que, ainda submersa, foi "escalando" objetos presos no poste para conseguir tirar a cabeça de debaixo da água. "Serviram de escada", contou. Enquanto gritava por socorro para os vizinhos, Edna viu suas cadelinhas e objetos pessoais passando pela água. Agarrado em uma grade, estava Bruno, filho dela, o que tranquilizou seu coração momentaneamente. Porém, infelizmente, o marido dela, Luciano, acabou sendo levado pela água e ainda não foi localizado.
"Mas a água continuou subindo, chegou no pescoço e eu pensando que, se não morresse afogada, eu ia morrer eletrocutada", disse aos prantos a mulher. Em dado momento, um vizinho conseguiu jogar uma corda para ela, o que deu alguma segurança até que o nível da água baixasse, já nas primeiras horas da manhã. "Estou com alguns hematomas, nos braços, um galo muito grande na cabeça, dor no corpo, mas não sofri nada mais grave", revelou aliviada.
Após ser resgatada, mulher descobriu que perdeu tudo

Ainda durante a entrevista ao programa Encontro, Edna relatou que, já por volta de 6h, quando o nível da água abaixou, ela conseguiu sair do poste e foi até a casa de uma vizinha para tomar um banho. Foi então que, ao olhar pela janela, ela percebeu que suas perdas estavam apenas começando. A casa, de onde foi arrancada pela enxurrada, tinha desabado.
"A vizinha da frente me chamou pra tomar um banho, que eu estava toda embarreada. Meu cabelo era puro garrancho de enchente. Fui na casa dela, os meninos me ajudaram a subir a escada, porque eu não tinha forças para subir sozinha. Ela me deu um banho, me deu uma roupa limpa. Foi aí que fui no quarto dela, olhei pela janela e vi que a minha casa tinha desabado. Aí eu fiquei mais desesperada, pois agora nem casa eu tenho. Fiquei ali um pouquinho e falei: Meu Deus, eu tenho que ir ao restaurante. Ela me emprestou um tênis do filho dela, pedi qualquer coisa só pra enfiar o pé dentro pois meu pé tava todo cortado. Quando eu cheguei no restaurante, que é de onde eu tiro meu sustento, e sustento cinco famílias, não tinha nada lá", lembrou a mulher.
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Durante a conversa, bastante emocionada, Edna lembrou que foi acordada por volta de 1h por um vizinho, que ligou e avisou que a rua estava enchendo de água. Cerca de 30 minutos depois, eles viram que já era tarde, e que a casa onde ela, o filho e o companheiro estavam, já era completamente tomada pela água. "De repente, as coisas começaram a tombar dentro de casa, geladeira, fogão. E a gente não tinha condição de sair de la, pois a porta e o portão travaram com a força da água", lembrou.
Enquanto o marido dela ligava para os bombeiros e a Defesa Civil da cidade, para pedir socorro, o nível da água subiu vertiginosamente, ainda conforme o relato de Edna à Patrícia Poeta. "Como eu sou mais baixa, quando a água chegou no meu peito, eu ouvi um estrondo e a água me derrubou. Eu fiquei submersa, e não sei nadar, não sei fazer nada debaixo d'água (...) eu estava na sala, fui rodando, batendo nas coisas, e, de repente, senti uma coisa redonda. Na hora eu raciocinei muito rápido: 'Isso é um poste, então não estou dentro de casa mais', e agarrei nele", lembra a mulher.
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Após ser resgatada, mulher descobriu que perdeu tudo

Ainda durante a entrevista ao programa Encontro, Edna relatou que, já por volta de 6h, quando o nível da água abaixou, ela conseguiu sair do poste e foi até a casa de uma vizinha para tomar um banho. Foi então que, ao olhar pela janela, ela percebeu que suas perdas estavam apenas começando. A casa, de onde foi arrancada pela enxurrada, tinha desabado.
"A vizinha da frente me chamou pra tomar um banho, que eu estava toda embarreada. Meu cabelo era puro garrancho de enchente. Fui na casa dela, os meninos me ajudaram a subir a escada, porque eu não tinha forças para subir sozinha. Ela me deu um banho, me deu uma roupa limpa. Foi aí que fui no quarto dela, olhei pela janela e vi que a minha casa tinha desabado. Aí eu fiquei mais desesperada, pois agora nem casa eu tenho. Fiquei ali um pouquinho e falei: Meu Deus, eu tenho que ir ao restaurante. Ela me emprestou um tênis do filho dela, pedi qualquer coisa só pra enfiar o pé dentro pois meu pé tava todo cortado. Quando eu cheguei no restaurante, que é de onde eu tiro meu sustento, e sustento cinco famílias, não tinha nada lá", lembrou a mulher.