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string(4611) "Mineradoras responsáveis por 31 barragens de rejeitos em Minas devem apresentar ainda nesta quarta-feira (12) relatórios sobre as condições de segurança após as fortes chuvas dos últimos dias. Todos os reservatórios estão em nível de emergência. O descumprimento renderá multa de até R$ 128 mil.
As empresas foram notificadas ontem pelo governo estadual e Ministério Público. Devem ser prestados esclarecimentos sobre possíveis anomalias, performance do sistema de drenagem e a pluviosidade média, quantidade de chuva que cai na estrutura.
Também foram solicitados dados sobre planos para o período chuvoso e ações a serem adotadas para manutenção e monitoramento das barragens.
As informações deverão ser apresentadas à Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam). Nessa segunda-feira, o governador Romeu Zema chegou a afirmar que a situação das barragens estava ‘sob controle’.
Três barragens estão no nível 3, quando há risco de colapso. São elas a B3/B4 (Nova Lima), Forquilha III (Ouro Preto) e Sul Superior (Barão de Cocais). Comunidades vizinhas foram retiradas e reservatórios estão inativos
Risco
A classificação de risco é determinada por lei em Minas. Atualmente, são 22 estruturas em nível 1, seis em 2 e três no nível 3. No primeiro caso, há anormalidades, mas sem a necessidade de retirada dos vizinhos.
No nível 2, os problemas detectados são classificados de “não controlados” ou “não extintos”. Em alguns casos, há risco de rompimento e se “recomenda” retirada dos moradores. Já no nível 3 a possibilidade de colapso é iminente e as famílias são obrigadas a sair de casa.
Neste cenário mais grave estão as barragens B3/B4 (Nova Lima), Forquilha III (Ouro Preto) e Sul Superior (Barão de Cocais), todas da Vale. As comunidades que residem nas proximidades foram retiradas em 2019 e os reservatórios estão inativos.
Segundo a mineradora, as estruturas não apresentam alteração. “Mesmo diante das fortes chuvas dos últimos dias e do acúmulo de água na região das contenções, elas seguem funcionando normalmente e aptas a cumprirem sua função de reter os rejeitos em caso de necessidade”, informou, por nota.
As estruturas da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, segundo a Vale, também não apresentam alterações.
Além dessas três, outras 26 da lista do Estado são da Vale. A mineradora informou elas são acompanhadas permanentemente por inspeções, manutenções, radares, estações robóticas e câmeras de vídeo.
As demais barragens são da ArcelorMittal e Minérios Nacional. Essa última é responsável B2, em Rio Acima, que está em nível 2. Segundo a empresa, não há moradores vizinhos. Trabalhos são feitos para minimizar os impactos na estrutura. Com a redução das chuvas será possível avançar nos reparos.
A ArcelorMittal confirma que recebeu o ofício do Estado sobre a Mina de Serra Azul, em Itatiaiuçu, que está em nível 2. Segundo a empresa, a estrutura permanece sem alterações. “O monitoramento da barragem é realizado 24 horas por dia”. A empresa possui plano de ação específico para o período chuvoso. A barragem está desativa desde 2012.
Para ver a lista completa das barragens em nível de alerta, clique aqui.
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A classificação de risco é determinada por lei em Minas. Atualmente, são 22 estruturas em nível 1, seis em 2 e três no nível 3. No primeiro caso, há anormalidades, mas sem a necessidade de retirada dos vizinhos.
No nível 2, os problemas detectados são classificados de “não controlados” ou “não extintos”. Em alguns casos, há risco de rompimento e se “recomenda” retirada dos moradores. Já no nível 3 a possibilidade de colapso é iminente e as famílias são obrigadas a sair de casa.
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