ALERTA GERAL

O outono mal engatou e Minas já entra na fase de pico de doenças respiratórias nesta temporada. A queda nas temperaturas, que historicamente favorece a circulação de vírus como Influenza, Covid-19 e VSR (Vírus Sincicial Respiratório), se soma a um cenário preocupante: o Estado registra 7.592 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, alta de 22,7% em relação aos 6.189 casos contabilizados até 1º de abril deste ano. As mortes chegam a 350.

Oito municípios decretaram situação de emergência em saúde: Araguari, Belo Horizonte, Caratinga, Contagem, Diamantina, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves e Unaí. A capital concentra o maior número de casos, com 1.485 registros e 98 óbitos. Contagem aparece em segundo lugar, com 387 casos e 23 óbitos, seguida por Ribeirão das Neves, com 167 casos e oito mortes.

Belo Horizonte - 1.485 casos e 98 óbitos
Contagem - 387 casos e 23 óbitos
Ribeirão das Neves - 167 casos e oito óbitos
Unaí - 34 casos e um óbito
Araguari - 33 casos e cinco óbitos
Diamantina - 32 casos e ainda não registrou óbitos
Pedro Leopoldo - 21 casos e dois óbitos  
Caratinga - 8 casos e ainda não registrou óbitos

Em Minas, no início do mês, foi anunciada a ampliação dos leitos de UTI e de enfermaria no Hospital Infantil João Paulo II, em BH, já prevendo a alta dos casos. Na ocasião, o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, informou que o pico deveria acontecer justamente em 3 ou 4 semanas - o período atual. "A doença sazonal cresce de repente, então sempre temos que estar preparados”, disse, à época, o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti. 

Aumento nas internações em BH 

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, as solicitações de internação na capital saltaram de 980 nas primeiras quatro semanas epidemiológicas do ano (4 de janeiro a 31 de janeiro) para 1.391 entre a 9ª e a 12ª semana (1° de março a 28 de março) - alta de 42%. Nas semanas 13 e 14 (29 de março a 11 de abril), já foram mais 732 pedidos, número que ainda pode crescer com o avanço do pico previsto para o período.

Os atendimentos por doenças respiratórias dispararam em março. Foram 49.433 consultas, quase o dobro das 26.782 registradas em janeiro e das 26.474 de fevereiro. Só nos primeiros dias de abril, já foram 16.542 atendimentos.