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A celebração do Dia da Inconfidência Mineira na manhã desta quinta-feira (21/04), 21 de abril, é a nova causa de desentendimentos entre Governo de Minas e Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
O dia de Tiradentes, feriado nacional desde 1965, conta com tradicionais eventos em cidades históricas de Minas Gerais, como Ouro Preto, na Região Central do estado, para lembrar a morte de Joaquim José da Silva Xavier em 1972. Contudo, este ano, a solenidade não deve ser completa.
Isso porque há divergências entre algumas formalidades da maior honraria de Minas Gerais, organizada também por integrantes do Poder Judiciário. A primeira delas diz respeito às entregas das Grandes Medalhas, das Medalhas de Honra e das Medalhas da Inconfidência, que ocorrem todo ano em Ouro Preto e, em 2022, será retomada após dois anos de suspensão por conta da pandemia de COVID-19.
O Governo de Minas afirmou nessa terça-feira (19), sem citar data, que seriam 169 os agraciados. Além dos 83 nomes de 2022, também seriam homenageados 86 pessoas que foram indicadas em 2020, mas que não receberam a honraria naquele ano. Não houve nominados em 2021.
Contudo, nesta quarta houve resposta do Conselho Permanente da Medalha da Inconfidência. O conselho é comandado pelo deputado estadual Agostinho Patrus (PSD), presidente da ALMG e rival político de Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais.
"A presidência do Conselho Permanente da Medalha da Inconfidência esclarece que não haverá entrega de medalhas durante a solenidade em Ouro Preto, marcada para esta quinta-feira, dia 21 de abril, como já informado pelo Governo do Estado. A homenagem aos agraciados ocorrerá no Palácio da Inconfidência, na sede do Parlamento mineiro, em Belo Horizonte, em data ainda a ser marcada", diz a ALMG, em comunicado.
Outro ponto tradicional do evento que celebra o Dia da Inconfidência Mineira, em Ouro Preto, diz respeito à entrega do Grande Colar, alta honraria de Minas. O nome da vez é o do senador Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Senado Federal.
O Governo de Minas coloca Pacheco como o grande homenageado. A ALMG reitera que o senador estará em viagem oficial a Portugal - onde visitará o presidente português Marcelo Rebelo de Sousa - e que será ausência no evento.
"Informamos, também, que o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco, comunicou, assim que recebeu o convite pelo Conselho da Medalha para ser orador da cerimônia, impossibilidade de comparecimento a Ouro Preto, por motivo de viagem oficial a Portugal", diz nota do Legislativo.
Homenageados, mas sem medalhas
A reportagem do Estado de Minas procurou o governo estadual. O Governo de Minas confirma que não será possível a entrega de medalhas aos homenageados nesta quinta por conta do curto prazo entre a confirmação do evento - ocorrida em 4 de abril deste ano -, após confirmação de médicos e especialistas quanto à saúde pública, ainda em virtude do coronavírus.
"O Comitê Extraordinário Covid-19, responsável pelas medidas de enfrentamento à pandemia em Minas Gerais, somente retirou as restrições a cerimônias honoríficas no dia 10 de março de 2022. Até então, portanto, não era certa a realização da cerimônia do Dia da Inconfidência, que gera impacto significativo em Ouro Preto e região, com a movimentação de homenageados, jornalistas e equipes técnicas. Sem as restrições, foi tomada a decisão de realizar o evento, ainda que em modelo diferente do tradicional, dado o prazo exíguo para a sua organização, levando sempre em conta a importância do Marco da Inconfidência para todos os mineiros", diz trecho de nota enviada ao Estado de Minas, nesta quarta.
"Diante desse cenário, somado à escassez de insumos também ocasionada pela pandemia, conforme explicado pelos fornecedores, a produção das medalhas ficou comprometida, de forma que os homenageados deverão recebê-las a posteriori", completou. O Governo de Minas não comentou a ausência de Rodrigo Pacheco.
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Isso porque há divergências entre algumas formalidades da maior honraria de Minas Gerais, organizada também por integrantes do Poder Judiciário. A primeira delas diz respeito às entregas das Grandes Medalhas, das Medalhas de Honra e das Medalhas da Inconfidência, que ocorrem todo ano em Ouro Preto e, em 2022, será retomada após dois anos de suspensão por conta da pandemia de COVID-19.
O Governo de Minas afirmou nessa terça-feira (19), sem citar data, que seriam 169 os agraciados. Além dos 83 nomes de 2022, também seriam homenageados 86 pessoas que foram indicadas em 2020, mas que não receberam a honraria naquele ano. Não houve nominados em 2021.
Contudo, nesta quarta houve resposta do Conselho Permanente da Medalha da Inconfidência. O conselho é comandado pelo deputado estadual Agostinho Patrus (PSD), presidente da ALMG e rival político de Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais.
"A presidência do Conselho Permanente da Medalha da Inconfidência esclarece que não haverá entrega de medalhas durante a solenidade em Ouro Preto, marcada para esta quinta-feira, dia 21 de abril, como já informado pelo Governo do Estado. A homenagem aos agraciados ocorrerá no Palácio da Inconfidência, na sede do Parlamento mineiro, em Belo Horizonte, em data ainda a ser marcada", diz a ALMG, em comunicado.
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O Governo de Minas coloca Pacheco como o grande homenageado. A ALMG reitera que o senador estará em viagem oficial a Portugal - onde visitará o presidente português Marcelo Rebelo de Sousa - e que será ausência no evento.
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Homenageados, mas sem medalhas
A reportagem do Estado de Minas procurou o governo estadual. O Governo de Minas confirma que não será possível a entrega de medalhas aos homenageados nesta quinta por conta do curto prazo entre a confirmação do evento - ocorrida em 4 de abril deste ano -, após confirmação de médicos e especialistas quanto à saúde pública, ainda em virtude do coronavírus.
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