A paralisação parcial de servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), que começou na última terça-feira (17), provocou impactos na realização de cirurgias eletivas em unidades da rede. Ao todo, mais de 31 cirurgias eletivas foram adiadas devido à greve. 

Até o momento, foram adiados 23 procedimentos programados no Hospital João XXIII, enquanto no Complexo de Especialidades - que inclui os hospitais Júlia Kubitschek e Alberto Cavalcanti - houve o adiamento de oito cirurgias eletivas.

Segundo a Fhemig, a adesão à paralisação foi pontual, o que não causou interrupção dos atendimentos assistenciais em outras unidades. As cirurgias de urgência e emergência seguem sendo realizadas normalmente.

A Fhemig informou ainda que as equipes assistenciais estão em contato com todos os pacientes afetados, realizando reavaliação clínica e reorganização das agendas, com priorização dos casos que demandam maior atenção. O objetivo é assegurar que os procedimentos sejam realizados com a “maior brevidade possível e com segurança”. 

“A Fhemig acompanha a situação de forma contínua e adota as providências necessárias para garantir o funcionamento regular dos serviços hospitalares, reafirmando seu compromisso com o cuidado, a responsabilidade e a qualidade da assistência prestada à população usuária do SUS”, escreveu a fundação em nota. 

Greve 
Funcionários da Fhemig estão em greve desde a última terça-feira (17) reivindicando melhores condições salariais e de trabalho. Os profissionais alegam que o Governo de Minas não apresentou soluções para os problemas apontados pelos servidores. 

De acordo com a Associação dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg) , os trabalhadores vão manter uma escala mínima, com objetivo de garantir a prestação de serviços e cuidados a todos os pacientes. 
A Fhemig conta com mais de 13 mil profissionais e possui 15 unidades assistenciais em BH, Região Metropolitana e no interior de Minas Gerais.