Um dos policiais suspeitos de forjar uma apreensão de drogas, no bairro Bandeirantes, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, passou por audiência de custódia na manhã desta terça-feira (15) e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele e outros dois agentes da Polícia Civil de Minas Gerais são acusados de “plantar” drogas na casa de uma família durante uma operação realizada há um mês.

Pai e filho foram presos depois da apreensão feita pelo Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc) em 7 de agosto, quando teriam sido encontrados uma pistola, munições e um tablete de maconha em um quarto da casa alvo da operação policial. O rapaz é filho de uma policial civil.

Ao O TEMPO, Daniel Carvalho, advogado que representa a família, disse que o mandado de busca e apreensão era “infundado e ilegal” e que os agentes teriam colocado a droga na residência para justificar a prisão do empresário de 25 anos. A ação, denunciada na corregedoria da PCMG, foi registrada em vídeo por uma agente que participou da operação.

Conforme o advogado, a busca no imóvel foi motivada por uma denúncia de posse ilegal de arma de fogo. Os policiais teriam sido autorizados a entrar e fizeram uma busca detalhada no local. A revista, segundo Carvalho, não identificou o entorpecente e, momentos depois, um policial apareceu sozinho com o material, afirmando ter encontrado no quarto do jovem.

Um outro agente, segundo o advogado, está foragido. Pai e filho seguem presos desde então no Ceresp da Gameleira, na região Oeste de Belo Horizonte.  

Em nota, a PCMG afirmou que “não coaduna com eventuais desvios de conduta de seus servidores e reafirma o compromisso com a apuração isenta e rigorosa”.