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Na cerimônia de entrega do Oscar 2026, maior premiação do cinema, a irlandesa Jessie Buckley comoveu meio mundo com uma frase que, certamente, será lembrada por muito tempo. Vencedora na categoria de Melhor Atriz pela interpretação de Agnes no filme “Hamnet – A vida antes de Hamlet”, ela dedicou a estatueta ao “belo caos do coração de uma mãe”, num discurso em que enalteceu o amor, a maternidade, a família. Neste domingo dedicado às mamães brasileiras, o Estado de Minas resgata as palavras da artista para entender, na voz de mulheres mineiras – de idades, realidades e cidades diferentes – os segredos do coração de quem gera a vida. E, casada ou sozinha, se equilibra sobre a linha do tempo para cuidar dos filhos.
Palavras que mais parecem de planetas diferentes, beleza e caos, na maternidade, fazem todo sentido para Isabela, de 30 anos, mãe de Gustavo Henrique, de 13. “Beleza pela descoberta de um amor sem limite e pelo instante de ver o bebê pela primeira vez, um ser humano ainda totalmente desconhecido aos nossos olhos”, ela explica com o sorriso confiante de quem, em quase metade da vida, tem um filho ao lado. Mas existe o caos quase permanente de preocupação com a criança e agora com o menino pré-adolescente, e quanto aos rumos da humanidade, surpresas do presente, incertezas do futuro.
Já para Gabriella, de 39, “mamãe de primeira viagem”, todos os sentimentos são completamente novos, tanto no seu coração como no do marido, Bruno. O filho Benício nasceu em 28 de março e trouxe grande alegria para o casal que conta, neste início, com a ajuda da família. “Estou apaixonada, pois agora é tudo diferente, considero um presente de Deus”, afirma Gabriella, ao lado da mãe, Eliane, e da avó, Lucy. Conciliar todas as tarefas com novas atividades em casa faz parte da maternidade. “Mas a gente dá conta!”, ensina Eliane, mãe também de Priscilla e Edmilson Júnior.
Para quem acha que coração materno tira férias, é bom ouvir os ensinamentos de dona Maria José Alves de Oliveira, de 84, mãe de Ivone, Cristina e Ronaldo. Embora os três sejam adultos, há sempre um aperto no peito se um deles viaja e fica sem dar notícia. “Sou de uma família de 15 irmãos, do interior de Minas, e sempre tivemos uma forte ligação, então carrego comigo esse amor profundo”, afirma dona Maria José.
Cada história mostra um pouco da vida das mineiras, incluindo aquelas de famílias maiores ou no papel principal de mãe solo. Elas sabem que não adianta romantizar, pois nada é um mar de rosas: há lutas diárias, busca de equilíbrio entre afazeres domésticos e trabalho, educação dos filhos e questões conjugais, num cenário construído na fé e na esperança de um futuro melhor. Será, então, que fariam tudo de novo? Com experiência e sabedoria, dona Maria José demora alguns segundos para responder. Mas depois, rodeada pelos três filhos, sorri e garante: “Faria sim, com certeza”.
CONHECIMENTOS PASSAM DE GERAÇÃO A GERAÇÃO
Foi na manhã de quinta-feira que dona Lucy da Silva Almeida, de 83, moradora do Bairro Jaraguá, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, conheceu o primeiro bisneto, o recém-nascido Benício Carneiro Pereira. Mesmo morando no mesmo bairro, os papais Bruno Fernandes Pereira, educador físico, e Gabriella Cristine Almeida Carneiro, farmacêutica e professora universitária, ainda estão cautelosos, evitando sair com o bebê que chegou prematuro, de oito meses, em 28 de março. O momento foi especial para a família, ao reunir quatro gerações, incluindo Eliane da Silva Almeida Carneiro, de 62, comerciante.
De olhinhos fechados, Benício sorriu em alguns momentos para a “bisa”, mas logo voltou ao sono. A maternidade não tem segredos para dona Lucy, viúva de José Cesário Almeida, e mãe também de Sandra, Ricardo e Wellington. “Casei muito nova, tinha 19 anos, então a maior parte da minha vida foi com a família constituída no matrimônio”, diz a dona de casa, com uma certeza: somente o amor pode trazer a medida certa entre o doce e o amargo, sacrifícios e recompensas, rosas e espinhos, em resumo, altos e baixos do cotidiano.
Olhando para o bisneto, dona Lucy acredita que a união familiar se torna fundamental para garantir a harmonia em todos os aspectos: “Estou viva, com saúde, perto dos filhos, netos e agora do bisneto. Quer alegria maior para uma mãe do que essa?”
O bebê volta ao colo da mãe, e Eliane, casada há 40 anos com o empresário Edmilson Tadeu Silveira Carneiro, endossa as palavras da mãe. “A gente trabalha, cuida da casa e dá conta de tudo”, afirma a comerciante, afastando qualquer “peso” das atividades maternas. “Também me casei muito nova, aos 22 anos, e posso dizer que as últimas quatro décadas são a melhor parte da minha vida”. Diante do netinho, Eliane se recorda do primeiro impacto com a maternidade. “A Gabriella nasceu de seis meses, e contei muito com a ajuda da minha mãe. A preocupação foi grande, ela ficou um tempo no hospital, mas recuperou logo, ganhou peso e ficou bem. Hoje, está aqui, com o filho”, emociona-se.
Gabriella já entende cada movimento de Benício, e pede licença um instante quando o bebê choraminga. “Está com fome”. Nesse momento, chega o marido, Bruno, que brinca com as noites sem dormir. “Faz parte”, conta sorrindo. Já de volta à sala da casa da avó, Gabriella agradece o apoio da família. “Minha avó paterna, Lindalva (dona Lindalva Silveira Carneiro, de 88 anos) fez muitas roupinhas para o bebê. Na sua máquina de costura, caprichou nos pijaminhas e em outras peças. Tem bisnetas, mas Benício é o primeiro bisneto dela”, revela Gabriella.
Do que viu até agora, a farmacêutica e professora universitária não tem do que se queixar. “Considero o filho um presente de Deus, mas vamos ficar só neste mesmo”, informa com um sorriso. Ao lado, Bruno concorda em gênero, número e grau.
Agradecimento para ficar na história

VALERIE MACON/AFP – 15/3/26
Quem assistiu ao filme “Hamnet - A vida antes de Hamlet”, da diretora Chloé Zhao, saiu do cinema emocionado, ou no mínimo reflexivo, e com uma certeza: todos os prêmios, incluindo o Oscar de Melhor Atriz, irão para Jessie Buckley. Não deu outra, e a intérprete de Agnes, esposa do dramaturgo William Shakespeare, saiu vencedora na noite de 15 de março, em Los Angeles (EUA).
Outra grande emoção veio ao receber o prêmio. Mãe de um bebê então com oito meses, Jessie fez o agradecimento do qual são citadas aqui algumas frases. “Hoje é o Dia das Mães no Reino Unido, então eu gostaria de dedicar o prêmio ao belo caos do coração de uma mãe. Todos nós viemos de uma linhagem de mulheres que continuam criando apesar de todas as adversidades”. A atriz citou também o marido Fred. “Eu te amo; você é o pai mais incrível. Você é meu melhor amigo, e eu quero ter 20 mil bebês a mais com você, eu quero mesmo. Eu quero!”
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Já para Gabriella, de 39, “mamãe de primeira viagem”, todos os sentimentos são completamente novos, tanto no seu coração como no do marido, Bruno. O filho Benício nasceu em 28 de março e trouxe grande alegria para o casal que conta, neste início, com a ajuda da família. “Estou apaixonada, pois agora é tudo diferente, considero um presente de Deus”, afirma Gabriella, ao lado da mãe, Eliane, e da avó, Lucy. Conciliar todas as tarefas com novas atividades em casa faz parte da maternidade. “Mas a gente dá conta!”, ensina Eliane, mãe também de Priscilla e Edmilson Júnior.
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CONHECIMENTOS PASSAM DE GERAÇÃO A GERAÇÃO
Foi na manhã de quinta-feira que dona Lucy da Silva Almeida, de 83, moradora do Bairro Jaraguá, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, conheceu o primeiro bisneto, o recém-nascido Benício Carneiro Pereira. Mesmo morando no mesmo bairro, os papais Bruno Fernandes Pereira, educador físico, e Gabriella Cristine Almeida Carneiro, farmacêutica e professora universitária, ainda estão cautelosos, evitando sair com o bebê que chegou prematuro, de oito meses, em 28 de março. O momento foi especial para a família, ao reunir quatro gerações, incluindo Eliane da Silva Almeida Carneiro, de 62, comerciante.
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Olhando para o bisneto, dona Lucy acredita que a união familiar se torna fundamental para garantir a harmonia em todos os aspectos: “Estou viva, com saúde, perto dos filhos, netos e agora do bisneto. Quer alegria maior para uma mãe do que essa?”
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Gabriella já entende cada movimento de Benício, e pede licença um instante quando o bebê choraminga. “Está com fome”. Nesse momento, chega o marido, Bruno, que brinca com as noites sem dormir. “Faz parte”, conta sorrindo. Já de volta à sala da casa da avó, Gabriella agradece o apoio da família. “Minha avó paterna, Lindalva (dona Lindalva Silveira Carneiro, de 88 anos) fez muitas roupinhas para o bebê. Na sua máquina de costura, caprichou nos pijaminhas e em outras peças. Tem bisnetas, mas Benício é o primeiro bisneto dela”, revela Gabriella.
Do que viu até agora, a farmacêutica e professora universitária não tem do que se queixar. “Considero o filho um presente de Deus, mas vamos ficar só neste mesmo”, informa com um sorriso. Ao lado, Bruno concorda em gênero, número e grau.
Agradecimento para ficar na história

VALERIE MACON/AFP – 15/3/26
Quem assistiu ao filme “Hamnet - A vida antes de Hamlet”, da diretora Chloé Zhao, saiu do cinema emocionado, ou no mínimo reflexivo, e com uma certeza: todos os prêmios, incluindo o Oscar de Melhor Atriz, irão para Jessie Buckley. Não deu outra, e a intérprete de Agnes, esposa do dramaturgo William Shakespeare, saiu vencedora na noite de 15 de março, em Los Angeles (EUA).
Outra grande emoção veio ao receber o prêmio. Mãe de um bebê então com oito meses, Jessie fez o agradecimento do qual são citadas aqui algumas frases. “Hoje é o Dia das Mães no Reino Unido, então eu gostaria de dedicar o prêmio ao belo caos do coração de uma mãe. Todos nós viemos de uma linhagem de mulheres que continuam criando apesar de todas as adversidades”. A atriz citou também o marido Fred. “Eu te amo; você é o pai mais incrível. Você é meu melhor amigo, e eu quero ter 20 mil bebês a mais com você, eu quero mesmo. Eu quero!”