Plano de contingência

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) iniciou, na manhã desta terça-feira (20), um plano de contingência com o objetivo de minimizar os impactos da paralisação dos garis da empresa Sistemma, que presta serviços de coleta domiciliar de resíduos para a gestão municipal. A estimativa é que ontem deixaram de ser recolhidas 602,75 toneladas de resíduos.

Ao todo, foram mobilizados 308 garis e 47 caminhões que estão atuando no recolhimento dos resíduos nas regiões Leste, Nordeste e Noroeste da cidade. Segundo a PBH, estão sendo utilizados 38 caminhões basculantes e 9 compactadores. 

Os garis e os veículos empregados nessa operação são provenientes de outros contratos de prestação de serviços de limpeza urbana, além de recursos próprios da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU).

“A SLU continua acompanhando as negociações para a solução do impasse entre os garis e a empresa. A Autarquia esclarece que está adimplente com todas as suas obrigações contratuais e tomando as providências para a garantia da prestação do serviço essencial à população”, escreveu a PBH em nota. 

Reivindicações 

Os trabalhos de limpeza na capital seguirão suspensos por tempo indeterminado, conforme decidido em reunião da categoria no fim da tarde. Um dos líderes do movimento, Tales Marcelo Alves afirmou que cerca de 150 garis aderiram ao movimento. 

A categoria afirma que o depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) está atrasado e os profissionais estão sem convênio médico. Eles também reivindicam melhorias nas condições de trabalho, alegando falta de segurança. "Baú solto, banco rasgado, pneu careca... Os garis foram carregando a empresa nas costas.”, afirma Tales.

Os profissionais em greve apontam que a empresa estaria forçando a operação com apenas três pessoas por caminhão, quando o correto seriam quatro. Além disso, alegam precariedade na manutenção da frota disponível para o serviço.

Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) acompanha as negociações entre os trabalhadores e a Sistemma, empresa responsável pela coleta.

Já a Sistemma alegou ter sido surpreendida pelo movimento, classificando-o como "recusa imotivada" e afirmando que não recebeu previamente uma pauta oficial de reivindicações ou comunicado sobre a paralisação.

A Sistemma declarou ainda que busca uma solução para normalizar o serviço o mais rápido possível. Veja nota:

"De se registrar, prefacialmente, que nesta manhã (19/01/2026), esta Comunicante, prestadora do serviço público de limpeza urbana, foi surpreendida com a recusa imotivada de parte de seus colaboradores em iniciar as atividades operacionais, o que impactou pontualmente o início de determinadas rotas de coleta.

Ressalte-se, desde logo, que SISTEMMA não foi previamente comunicada, por qualquer meio, acerca de eventual movimento de paralisação, tampouco recebeu pauta de reivindicações, deliberação assemblear ou outra manifestação que identificasse, com precisão, as reais motivações do ato, fato que reforça o cenário de irregularidades de tal paralisação."