Atípica

Os mineiros devem se preparar para uma mudança brusca no tempo a partir deste final de semana. Uma frente fria de intensidade incomum para esta época do ano avança pelo Brasil e promete impactar diretamente o estado, trazendo alívio no calor, mas também riscos de temporais e uma queda acentuada nas temperaturas.

Segundo dados do Climatempo, o sistema está associado a uma forte massa de ar de origem polar. A previsão indica que a força desse ar frio é superior ao que normalmente se observa no período, o que deve provocar ventos gelados e muita nebulosidade, especialmente nas regiões sul e leste de Minas Gerais.

A instabilidade começa a ganhar corpo entre este sábado (7) e domingo (8). As condições para pancadas de chuva com raios aumentam significativamente na região central e no Triângulo Mineiro. A recomendação é de atenção redobrada, já que a frente fria ganha força conforme se desloca pelo litoral, empurrando umidade para o interior do continente.

Alerta na Zona da Mata

Um dos principais pontos de preocupação é a Zona da Mata. A região, que enfrentou estragos graves por chuvas extremas no final de fevereiro, volta a entrar em rota de risco para precipitações volumosas e persistentes. Com o solo ainda instável em diversas localidades, as autoridades meteorológicas mantêm o alerta para novos deslizamentos de terra em áreas de encosta.

A partir de segunda (9) e terça-feira (10), a massa de ar polar será sentida com mais clareza no estado. O excesso de nuvens e a entrada de ventos frios devem derrubar as temperaturas em Belo Horizonte, no sul de Minas e no Campo das Vertentes. Além do declínio térmico, a previsão de chuva persistente eleva o risco de alagamentos em centros urbanos.

Na quarta-feira (11), mesmo com o deslocamento da frente fria em direção à Bahia, a circulação de ventos em níveis elevados da atmosfera manterá o tempo instável e com muitas nuvens sobre o território mineiro. O mar agitado no litoral do Sudeste também serve de aviso para quem planeja viajar para as praias do Rio de Janeiro ou de São Paulo, onde há risco de ressaca.