A verba destinada pelo Governo de Minas em "infraestrutura de combate aos impactos das chuvas" reduziu 95% em dois anos, caindo de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões, entre 2023 e 2025. A informação, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo jornal O Globo, vem à tona em meio às tragédias provocadas por temporais em Juiz de Fora e Ubá. Pelo menos 46 pessoas morreram nas cidades da Zona da Mata. 

Conforme a reportagem de O Globo, os dados foram obtidos pelo Portal de Transparência do Estado. A pesquisa considerou as rubricas que faziam menção à palavra "chuvas" em programas do governo, incluindo os ligados ao Gabinete Militar, que administra a Defesa Civil.

Os investimentos estão descritos como "suporte às ações de combate e resposta aos danos causados pelas chuvas", divididos entre despesas de gestão de desastre e de atendimento, de mitigação de danos gerais e pontuais provocados nas rodovias. Também entraram na lista "prevenção de eventos meteorológicos críticos".

Ainda segundo O Globo, os dados do primeiro mandato do governador, Romeu Zema (Novo), de 2019 a 2022, não estão disponíveis no Portal de Transparência. O Hoje em Dia entrou em contato com o Governo Estadual, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto em caso de retorno.

Mortes e desaparecidos na Zona da Mata após temporais
O balanço de 46 mortes provocadas pelas chuvas em Juiz de Fora e Ubá foi atualizado na tarde de hoje pelo Corpo de Bombeiros. Conforme o órgão, 40 pessoas perderam a vida em Juiz de Fora e 19 seguem desaparecidas. Em Ubá, seis vítimas não sobreviveram e duas ainda são procuradas. Segundo a Polícia Civil, 27 corpos já foram identificados.

A dimensão do desastre levou o Governo de Minas a decretar luto oficial de três dias. Com os novos registros, este se torna o período chuvoso mais letal no estado nos últimos seis anos, somando mais de 50 óbitos desde o início da temporada.