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Segundo o subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Elcione Menezes, apesar dos registros, não houve necessidade de acolhimento de pessoas ou intervenções da Defesa Civil relacionadas a desabrigados. Na Cristiano Machado, próximo ao viaduto Jacuí, houve alagamento e a situação foi atendida pelas equipes da prefeitura.
Em outro ponto da cidade, no bairro Camargos, uma ocorrência também mobilizou as equipes. Elcione destacou que os registros reforçam a importância do monitoramento e dos alertas durante o período chuvoso. Destacando sobre o alerta emitido na manhã dessa segunda-feira que assustou moradores de diversas regiões de Belo Horizonte e da Região Metropolitana. “Hoje tivemos quase 50 mm de chuva em um curto espaço de tempo. O alerta serve para que as pessoas que estão em áreas de risco ou que vão se deslocar tenham o direito de saber da gravidade do que pode acontecer. O desastre não tem hora para acontecer e, por isso, eventualmente, pode ser necessário emitir novos alertas ao longo do período chuvoso”, afirmou.
O GGRDECE é formado por técnicos e especialistas de diferentes órgãos da prefeitura e tem como objetivo coordenar ações de prevenção, preparação, resposta e reconstrução diante de ocorrências provocadas por eventos climáticos. As reuniões ordinárias acontecem semanalmente, às segundas-feiras, e podem ser convocadas de forma extraordinária conforme a situação.
Setembro teve chuva muito acima da média
A preocupação da Defesa Civil para os próximos meses também leva em consideração o comportamento do clima nos últimos meses. Segundo Elcione, setembro teve volume de chuva muito superior à média climatológica. “Setembro teve um volume muito acima do esperado. A média climatológica foi ultrapassada de forma significativa. E isso pode acontecer também durante o período chuvoso”, afirmou.
Para os próximos meses, a Defesa Civil trabalha com a possibilidade de ocorrência de eventos climáticos extremos. Entre os cenários considerados estão chuvas acima da média, ventos fortes e picos de calor. “Hoje, não cabe mais discutir se haverá mudança climática, porque ela já é uma realidade. Precisamos nos adaptar. Podemos ter eventos climáticos extremos por causa das mudanças climáticas e também pela influência do fenômeno El Niño”, explicou.
Segundo o subsecretário, os mapas climáticos mais recentes colocam Belo Horizonte em uma faixa de neutralidade, o que significa que não há uma tendência definida para a cidade. Por isso, a orientação é manter a preparação para diferentes cenários. “Essa neutralidade não significa que não haverá efeitos. Significa que não existe uma definição exata do que vai acontecer em Belo Horizonte. Por isso, estamos nos preparando para chuva acima da média, ventos e picos ou ondas de calor”, disse.
Atualmente, Belo Horizonte possui 48 áreas de risco monitoradas pela Defesa Civil. O monitoramento dos eventos climáticos ocorre 24 horas por dia no Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH). No local, representantes de 20 órgãos públicos acompanham a situação da cidade por meio de mais de 4,5 mil câmeras, além de informações sobre o nível dos córregos, quedas de árvores, alagamentos e outras ocorrências.
Orientação à população
Para Elcione, a atuação da Defesa Civil depende também da participação dos moradores. Ele reforçou que, em caso de chuva intensa, a população deve evitar atravessar ruas alagadas ou com enxurradas. “Não existe Defesa Civil sem a ação da população. A sociedade precisa se envolver. Em caso de chuva, alagamento ou enxurrada, não atravesse ruas com correnteza e não passe por vias sujeitas a alagamento”, orientou.
Segundo ele, como alguns eventos são de curta duração, a recomendação é aguardar em um local seguro antes de retomar o deslocamento. “Se você precisa transitar e não tem como esperar, use um aplicativo e escolha uma rota segura, evitando locais sujeitos a alagamentos. Quando a Defesa Civil bloqueia uma via por causa de alagamento, esse bloqueio também é informado no Waze”, afirmou.
Em caso de ventos fortes, a orientação é evitar ficar próximo a árvores e procurar abrigo em estruturas de alvenaria, como lojas e outros estabelecimentos. Dentro de casa, a recomendação é fechar portas e janelas e permanecer em pontos mais centrais do imóvel, longe de portas e janelas de vidro.
Limpeza urbana
A Prefeitura também reforçou a necessidade de colaboração dos moradores para evitar que o lixo descartado de forma irregular agrave os impactos das chuvas. Segundo o superintendente da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), Breno Sêroa, a destinação correta dos resíduos é uma responsabilidade compartilhada. “A mobilização social e a participação da população são muito importantes nesse período. Acondicionar o lixo da forma correta e colocá-lo para a coleta no horário correto são atitudes fundamentais”, afirmou.
Segundo Breno, a SLU também ampliou a fiscalização contra o descarte clandestino de resíduos. Ele citou ações realizadas ao longo do ano para a retirada de materiais descartados irregularmente em córregos. “Além do serviço recorrente da prefeitura, que se prepara ao longo do ano inteiro para enfrentar esse período chuvoso, é importante que a população também colabore, porque é uma responsabilidade compartilhada”, disse.
O superintendente explicou que o lixo deixado nas ruas pode ser levado pela chuva para bueiros e para o sistema de drenagem, dificultando o escoamento da água e contribuindo para alagamentos. “Aquele lixo que está disposto na rua, no momento da chuva, é carreado para os bueiros e para o leito dos córregos. Ele sempre contribui para o problema. O lixo depositado na rua impede o escoamento rápido da água e pode causar transtornos na cidade”, afirmou.
A SLU também realiza nesta segunda-feira um trabalho de limpeza nos locais de votação após o primeiro turno das eleições. Segundo Breno, as equipes fazem um “pente-fino” para retirar resíduos e santinhos deixados nas proximidades das escolas e demais pontos que receberam eleitores. “A gente já começou os recolhimentos antes mesmo da eleição e agora estamos fazendo um pente-fino nos locais de votação. Esperamos que, nas próximas horas, o território esteja organizado novamente, inclusive porque a maioria desses locais funciona como escola e precisa voltar à sua normalidade”, explicou.
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Segundo o subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Elcione Menezes, apesar dos registros, não houve necessidade de acolhimento de pessoas ou intervenções da Defesa Civil relacionadas a desabrigados. Na Cristiano Machado, próximo ao viaduto Jacuí, houve alagamento e a situação foi atendida pelas equipes da prefeitura.
Em outro ponto da cidade, no bairro Camargos, uma ocorrência também mobilizou as equipes. Elcione destacou que os registros reforçam a importância do monitoramento e dos alertas durante o período chuvoso. Destacando sobre o alerta emitido na manhã dessa segunda-feira que assustou moradores de diversas regiões de Belo Horizonte e da Região Metropolitana. “Hoje tivemos quase 50 mm de chuva em um curto espaço de tempo. O alerta serve para que as pessoas que estão em áreas de risco ou que vão se deslocar tenham o direito de saber da gravidade do que pode acontecer. O desastre não tem hora para acontecer e, por isso, eventualmente, pode ser necessário emitir novos alertas ao longo do período chuvoso”, afirmou.
O GGRDECE é formado por técnicos e especialistas de diferentes órgãos da prefeitura e tem como objetivo coordenar ações de prevenção, preparação, resposta e reconstrução diante de ocorrências provocadas por eventos climáticos. As reuniões ordinárias acontecem semanalmente, às segundas-feiras, e podem ser convocadas de forma extraordinária conforme a situação.
Setembro teve chuva muito acima da média
A preocupação da Defesa Civil para os próximos meses também leva em consideração o comportamento do clima nos últimos meses. Segundo Elcione, setembro teve volume de chuva muito superior à média climatológica. “Setembro teve um volume muito acima do esperado. A média climatológica foi ultrapassada de forma significativa. E isso pode acontecer também durante o período chuvoso”, afirmou.
Para os próximos meses, a Defesa Civil trabalha com a possibilidade de ocorrência de eventos climáticos extremos. Entre os cenários considerados estão chuvas acima da média, ventos fortes e picos de calor. “Hoje, não cabe mais discutir se haverá mudança climática, porque ela já é uma realidade. Precisamos nos adaptar. Podemos ter eventos climáticos extremos por causa das mudanças climáticas e também pela influência do fenômeno El Niño”, explicou.
Segundo o subsecretário, os mapas climáticos mais recentes colocam Belo Horizonte em uma faixa de neutralidade, o que significa que não há uma tendência definida para a cidade. Por isso, a orientação é manter a preparação para diferentes cenários. “Essa neutralidade não significa que não haverá efeitos. Significa que não existe uma definição exata do que vai acontecer em Belo Horizonte. Por isso, estamos nos preparando para chuva acima da média, ventos e picos ou ondas de calor”, disse.
Atualmente, Belo Horizonte possui 48 áreas de risco monitoradas pela Defesa Civil. O monitoramento dos eventos climáticos ocorre 24 horas por dia no Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH). No local, representantes de 20 órgãos públicos acompanham a situação da cidade por meio de mais de 4,5 mil câmeras, além de informações sobre o nível dos córregos, quedas de árvores, alagamentos e outras ocorrências.
Orientação à população
Para Elcione, a atuação da Defesa Civil depende também da participação dos moradores. Ele reforçou que, em caso de chuva intensa, a população deve evitar atravessar ruas alagadas ou com enxurradas. “Não existe Defesa Civil sem a ação da população. A sociedade precisa se envolver. Em caso de chuva, alagamento ou enxurrada, não atravesse ruas com correnteza e não passe por vias sujeitas a alagamento”, orientou.
Segundo ele, como alguns eventos são de curta duração, a recomendação é aguardar em um local seguro antes de retomar o deslocamento. “Se você precisa transitar e não tem como esperar, use um aplicativo e escolha uma rota segura, evitando locais sujeitos a alagamentos. Quando a Defesa Civil bloqueia uma via por causa de alagamento, esse bloqueio também é informado no Waze”, afirmou.
Em caso de ventos fortes, a orientação é evitar ficar próximo a árvores e procurar abrigo em estruturas de alvenaria, como lojas e outros estabelecimentos. Dentro de casa, a recomendação é fechar portas e janelas e permanecer em pontos mais centrais do imóvel, longe de portas e janelas de vidro.
Limpeza urbana
A Prefeitura também reforçou a necessidade de colaboração dos moradores para evitar que o lixo descartado de forma irregular agrave os impactos das chuvas. Segundo o superintendente da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), Breno Sêroa, a destinação correta dos resíduos é uma responsabilidade compartilhada. “A mobilização social e a participação da população são muito importantes nesse período. Acondicionar o lixo da forma correta e colocá-lo para a coleta no horário correto são atitudes fundamentais”, afirmou.
Segundo Breno, a SLU também ampliou a fiscalização contra o descarte clandestino de resíduos. Ele citou ações realizadas ao longo do ano para a retirada de materiais descartados irregularmente em córregos. “Além do serviço recorrente da prefeitura, que se prepara ao longo do ano inteiro para enfrentar esse período chuvoso, é importante que a população também colabore, porque é uma responsabilidade compartilhada”, disse.
O superintendente explicou que o lixo deixado nas ruas pode ser levado pela chuva para bueiros e para o sistema de drenagem, dificultando o escoamento da água e contribuindo para alagamentos. “Aquele lixo que está disposto na rua, no momento da chuva, é carreado para os bueiros e para o leito dos córregos. Ele sempre contribui para o problema. O lixo depositado na rua impede o escoamento rápido da água e pode causar transtornos na cidade”, afirmou.
A SLU também realiza nesta segunda-feira um trabalho de limpeza nos locais de votação após o primeiro turno das eleições. Segundo Breno, as equipes fazem um “pente-fino” para retirar resíduos e santinhos deixados nas proximidades das escolas e demais pontos que receberam eleitores. “A gente já começou os recolhimentos antes mesmo da eleição e agora estamos fazendo um pente-fino nos locais de votação. Esperamos que, nas próximas horas, o território esteja organizado novamente, inclusive porque a maioria desses locais funciona como escola e precisa voltar à sua normalidade”, explicou.