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O artista francês Saype realizou uma obra de arte inédita, em dimensões gigantescas, no campo de futebol do Córrego do Feijão, em homenagem às vítimas e atingidos pelo rompimento da barragem, que completa 3 anos e meio nesta segunda-feira (25). A obra foi revelada em um abraço coletivo com a comunidade, neste domingo (24). Antes de Brumadinho, ele passou pelo Rio de Janeiro e deixou uma megapintura de 1.500 metros nas areias da praia da Copacabana.
A homenagem é a 16ª etapa do projeto do artista, “Beyond Walls”, que se traduz como “além dos muros”. A intenção é ressignificar o local que os bombeiros usaram para aterrissar helicópteros com corpos de vítimas do rompimento da barragem da Vale, em 2019. Um lugar onde, antes do ocorrido, as crianças brincavam e depois virou sinônimo de trauma para os moradores. Agora é palco de uma obra de arte, que evoca o dar as mãos por um mundo mais justo.
Com essa pintura, em Minas Gerais, Saype também busca gerar repercussão nacional e internacional acerca dos impactos e tragédias da mineração. “Precisamos das minas e suas matérias-primas, e meu objetivo é dar visibilidade aos aspectos socioambientais do setor, e enfatizar que é necessário que a indústria garanta condições de trabalho seguras e que respeite a vida e o meio ambiente", afirma o artista.
Famílias de vítimas agradecem
A presidente da Avabrum (Associação de Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego Feijão Brumadinho), Alexandra Andrade, destaca as formas com que o trabalho do artista se relaciona com a causa da cidade. “O Saype desenvolve uma pintura que impacta de várias formas: seu tamanho gigantesco, o uso de um material que não agride o meio ambiente e também porque ela é efêmera, desaparece, mas deixa um símbolo na cabeça da gente de união, de solidariedade, de luta”, comenta.
“Não queremos que essa tragédia caia no esquecimento. 272 pessoas foram engolidas vivas pela lama, e isso não pode ser em vão, não pode ser esquecido. Governos e empresas têm de tomar providências para que isso nunca mais se repita. E o Saype, ao trazer para Brumadinho o seu Projeto Beyond Walls ajuda a levar a nossa causa para o mundo todo”, acrescenta Alexandra.
Quem é Saype
Brumadinho entrou para o rol das 30 cidades ao redor do mundo escolhidas pelo artista para deixar sua marca com o Projeto Beyond Walls, que foi iniciado em 2019 e deve ser concluido em 2023. Saype é o nome artístico de Guillaume Legros, um dos pioneiros da nova geração de “land art” (arte com e na natureza), cujo trabalho está sempre relacionado com questões sócio-ambientais.
“Acredito que somente juntos poderemos enfrentar os diferentes desafios que a humanidade tem atualmente. Estou em Brumadinho para mais uma etapa de um projeto que vai criar simbolicamente a maior corrente humana do mundo. Imagino que seja difícil para as pessoas que vivenciaram o rompimento da barragem do Córrego do Feijão criarem um futuro promissor, e sendo um artista, posso ampliar a voz e apoiar essas pessoas em sua luta”, declara Saype.
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A homenagem é a 16ª etapa do projeto do artista, “Beyond Walls”, que se traduz como “além dos muros”. A intenção é ressignificar o local que os bombeiros usaram para aterrissar helicópteros com corpos de vítimas do rompimento da barragem da Vale, em 2019. Um lugar onde, antes do ocorrido, as crianças brincavam e depois virou sinônimo de trauma para os moradores. Agora é palco de uma obra de arte, que evoca o dar as mãos por um mundo mais justo.
Com essa pintura, em Minas Gerais, Saype também busca gerar repercussão nacional e internacional acerca dos impactos e tragédias da mineração. “Precisamos das minas e suas matérias-primas, e meu objetivo é dar visibilidade aos aspectos socioambientais do setor, e enfatizar que é necessário que a indústria garanta condições de trabalho seguras e que respeite a vida e o meio ambiente", afirma o artista.
Famílias de vítimas agradecem
A presidente da Avabrum (Associação de Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego Feijão Brumadinho), Alexandra Andrade, destaca as formas com que o trabalho do artista se relaciona com a causa da cidade. “O Saype desenvolve uma pintura que impacta de várias formas: seu tamanho gigantesco, o uso de um material que não agride o meio ambiente e também porque ela é efêmera, desaparece, mas deixa um símbolo na cabeça da gente de união, de solidariedade, de luta”, comenta.
“Não queremos que essa tragédia caia no esquecimento. 272 pessoas foram engolidas vivas pela lama, e isso não pode ser em vão, não pode ser esquecido. Governos e empresas têm de tomar providências para que isso nunca mais se repita. E o Saype, ao trazer para Brumadinho o seu Projeto Beyond Walls ajuda a levar a nossa causa para o mundo todo”, acrescenta Alexandra.
Quem é Saype
Brumadinho entrou para o rol das 30 cidades ao redor do mundo escolhidas pelo artista para deixar sua marca com o Projeto Beyond Walls, que foi iniciado em 2019 e deve ser concluido em 2023. Saype é o nome artístico de Guillaume Legros, um dos pioneiros da nova geração de “land art” (arte com e na natureza), cujo trabalho está sempre relacionado com questões sócio-ambientais.
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