RISCO DESCARTADO

Não há motivo para alarde após a primeira morte por hantavírus ser confirmada em Minas, neste domingo (10). A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) afirma que o caso é "isolado". Ou seja, não tem relação com surto em passageiros de um navio que passou pela América do Sul. Além disso, o Ministério da Saúde reforça que o risco global de disseminação da doenal permanece baixo, segundo avaliação da própria Organização Mundial da Saúde (OMS).

O paciente que morreu em Minas é um homem, de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba. Ele apresentava histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura. A infecção foi confirmada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).

"As infecções por hantavírus ocorrem principalmente em áreas rurais, geralmente associadas a atividades ocupacionais ligadas à agricultura e ao contato com ambientes infestados por roedores silvestres", informou a SES-MG.

Já o Ministério da Saúde informou não há registro da circulação do genótipo Andes no Brasil - variante relacionada ao episódio raro de transmissão interpessoal registrados na Argentina e no Chile, e que está em circulação no navio. Os casos humanos no Brasil não apresentam transmissão entre pessoas. Até o momento, o país identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, e nenhuma transmissão entre pessoas.

No ano passado, o Brasil registrou 35 casos da doença. Em 2026, até o momento, sete casos foram confirmados.

"O Ministério da Saúde mantém vigilância contínua em todo o território nacional, com ações de controle ambiental, orientação à população e monitoramento epidemiológico", diz a pasta federal.

Veja medidas de prevenção, especialmente em áreas rurais

Manter alimentos armazenados em recipientes fechados e protegidos de roedores;
Dar destino adequado ao lixo e entulhos;
Manter terrenos limpos e roçados ao redor das residências;
Não deixar ração animal exposta;
Retirar diariamente restos de alimentos de animais domésticos;
Enterrar o lixo orgânico a pelo menos 30 metros das construções;
Evitar plantações muito próximas das residências, mantendo distância mínima de 40 metros;
Ventilar o ambiente antes de entrar em locais fechados, como paióis, galpões, armazéns e depósitos;
Umedecer o chão com água e sabão antes da limpeza desses ambientes, evitando varrer a seco.