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O Greenpeace divulgou, na sexta-feira (11/3), um novo alerta sobre os dados do sistema Deter, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), que mostram o avanço da devastação na região da Amazônia Legal — integrada por Amazonas, Acre, Rondônia, Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso. Segundo a organização não-governamental, os números demonstram que fevereiro foi o pior da história do bioma e "reafirmam que o desmatamento segue fora de controle".
Entre os dias 1º e 28 do mês passado, os alertas apontaram um total de 199km² derrubados, conforme os dados do Deter. Isso representa um aumento de 62% em relação ao mesmo mês de 2021, uma área equivalente a 80% do tamanho do estado de São Paulo. "É a maior área com alertas para o mês desde 2016, quando foram iniciadas as medições do Deter-B. Os alertas de desmatamento se concentram principalmente nos estados de Mato Grosso, Pará e Amazonas", destacou o Greenpeace.
Segundo o relatório, "os dois primeiros meses deste ano tiveram áreas recordes da série histórica e, no acumulado, já são 629km² a mais do que o triplo do que foi observado no ano passado, 206km² desmatados. Isso tudo em um período no qual o desmatamento costuma ser mais baixo por conta do período chuvoso na região".
"Esse aumento demonstra os resultados da falta de uma política de combate ao desmatamento e dos crimes ambientais na Amazônia, impulsionados pelo atual governo. A destruição não para", criticou o porta-voz de Amazônia do Greenpeace Brasil, Rômulo Batista.
Sem recuperação
O Greenpeace destacou outro dado divulgado, nesta semana, pelo estudo da Universidade de Exeter, na Inglaterra: a floresta amazônica está perdendo a capacidade de manutenção, chegando em um "ponto de não retorno". De acordo com a pesquisa, três quartos da floresta estão resistindo cada vez menos contra secas e outros eventos climáticos adversos. Representa que estão com pouca capacidade de se recuperarem.
"A previsão é de que grandes áreas começarão a se transformar em um bioma mais parecido com uma área de floresta degradada e mais seca, gerando riscos para a biodiversidade e para o clima em escala global e intensificando a ocorrência de eventos climáticos extremos", acrescentou o Greenpeace, com base no estudo da universidade.
Batista lembra que "na mesma semana em que milhares de pessoas se reuniram, em Brasília, no Ato pela Terra, a aprovação de urgência do PL da mineração em terras indígenas e os recordes dos alertas de desmatamento nos levam a refletir sobre o destino da Amazônia e seus povos".
Segundo o ambientalista, quanto mais desmatamento, maior é a contribuição do Brasil na emissão de gases de efeito estufa, o que agrava a crise climática e acelera os eventos extremos — como chuvas torrenciais que devastaram Petrópolis, no Rio de Janeiro, e cidades na Bashia e em Minas Gerais. "Os dados de fevereiro apontam para mais um ano em que o Brasil caminha na contramão do combate à destruição ambiental", disse.
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O Greenpeace destacou outro dado divulgado, nesta semana, pelo estudo da Universidade de Exeter, na Inglaterra: a floresta amazônica está perdendo a capacidade de manutenção, chegando em um "ponto de não retorno". De acordo com a pesquisa, três quartos da floresta estão resistindo cada vez menos contra secas e outros eventos climáticos adversos. Representa que estão com pouca capacidade de se recuperarem.
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