Um detalhe marcou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou a prisão domiciliar temporária de Jair Bolsonaro, antes até da alta hospitalar prevista para esta quarta-feira, 25. A nova escolta do ex-presidente, desde a internação no hospital DF Star, em Brasília, até ser removido para a residência familiar localizada no Jardim Botânico, bairro nobre de Brasília, será de responsabilidade da PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal). 

De acordo com a decisão do relator da ação que condenou o líder da direita a 27 anos e 3 meses de reclusão, a corporação militar terá a missão de garantir a tranquilidade da operação planejada para cumprir a determinação do Supremo. Além disso, a força de segurança também terá a responsabilidade de monitorar a movimentação da casa.

Segundo o ministro, apenas a esposa Michelle, a filha Laura e a enteada Letícia foram dispensadas da restrição para frequentar a residência, uma vez que dividem o mesmo teto. Por outro lado, os outros filhos terão apenas dois dias (quartas e sábados) como opção para visitar o pai.

Desde de que foi transferido para a Papudinha, para cumprir parte da condenação judicial de tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente esteve sob responsabilidade da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF), conforme antecipou o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, à reportagem do PlatôBR. Após o novo entendimento de Moraes, divulgado na terça-feira, 24, a pasta responsável pelos prisioneiros do DF retificou a informação: “Todo o esquema de escolta do referido custodiado ficará a cargo da Polícia Militar do Distrito Federal”, informou o secretário à coluna. 

Bolsonaro foi internado no dia 13 de março para tratar uma broncopneumonia bacteriana. Com a saúde debilitada, o ex-presidente contou com a articulação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas reforçada pela atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), primogênito e pré-candidato ao Palácio do Planalto, com o reforço do governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de congressistas signatários do requerimento que reivindicava a prisão domiciliar do ex-presidente.

Com as visitas suspensas a partir da custódia domiciliar, Bolsonaro estará impedido de receber aliados, mesmo modelo adotado na Papudinha. Exceção só com autorização explícita de Alexandre de Moraes, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica e o monitoramento quase em tempo real até que Bolsonaro receba alta do DF Star e passe a cumprir a condenação na residência familiar.