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A decisão do governo australiano de cancelar o visto do sérvio Novak Djokovic é um grande golpe no negacionismo. Líder do ranking mundial de tênis, corre o risco de ser deportado do país, já que não comprovou ter sido imunizado contra a covid-19. A não ser que ocorra uma reviravolta, ainda mais que o tenista entrou com recurso contra a decisão, estará fora do primeiro grand slam da temporada.
Djoko é um dos maiores ídolos da história do esporte. Dentro das quadras é uma lenda. Tornou-se o primeiro jogador de tênis a romper a marca de US$ 100 milhões em faturamento com premiação por performance. Dividiu o estrelato na última década com o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal. Mas, fora dela, tem um comportamento em relação à vacinação contra o novo coronavírus que não está de acordo com o papel de formador de opinião que é. Virou um espécie de bad boy do tênis. Organizou um torneio em pleno auge da pandemia com aglomeração na arquibancada e registrou a infecção de quatro atletas, inclusive ele próprio. Ganhou apelidos nas redes sociais. Passou a ser chamado de Djocovid e Novaxxx.
Desde o início da pandemia, o tenista dá declarações na contramão da ciência. Posicionou-se contra a vacinação obrigátória e a exigência de um passaporte sanitário para viajantes. Em outubro, ao ser questionado se tinha tomado a vacina, negou-se a responder. "Eu não vou revelar minha situação, se eu fui vacinado ou não. É um assunto particular e uma pergunta inapropriada." Discordo. Djoko é um exemplo para a garotada. Assim como líderes políticos, precisa se pronunciar. E explicar, com base em argumentos sólidos, porque é contra a vacina, e não simplesmente fazer campanha contra.
Em meio à nova onda de infecções por covid-19, provocada pela variante ômicron, cientistas e epidemiologistas destacam que a vacina tem tido um papel fundamental. Não evita pegar a doença, mas contribui acentuadamente para a redução de internações e casos fatais. Reduz a sobrecarga do sistema de saúde, o que é fundamental para não ser necessária a adoção de medidas restritivas, que tanto convivemos nos dois últimos anos.
Presenciamos, pelo Brasil afora, grandes aglomerações durante as festas de fim de ano. O uso de máscaras é cada vez menor. Ninguém quer voltar a viver como em 2020 e o primeiro semestre de 2021. Por isso, a vacinação é importante, assim como a dose de reforço. Pense nisso. Convença um antivacina a ir ao posto de saúde mais próximo. A sociedade agradece.
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VACINA
A decisão do governo australiano de cancelar o visto do sérvio Novak Djokovic é um grande golpe no negacionismo. Líder do ranking mundial de tênis, corre o risco de ser deportado do país, já que não comprovou ter sido imunizado contra a covid-19. A não ser que ocorra uma reviravolta, ainda mais que o tenista entrou com recurso contra a decisão, estará fora do primeiro grand slam da temporada.
Djoko é um dos maiores ídolos da história do esporte. Dentro das quadras é uma lenda. Tornou-se o primeiro jogador de tênis a romper a marca de US$ 100 milhões em faturamento com premiação por performance. Dividiu o estrelato na última década com o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal. Mas, fora dela, tem um comportamento em relação à vacinação contra o novo coronavírus que não está de acordo com o papel de formador de opinião que é. Virou um espécie de bad boy do tênis. Organizou um torneio em pleno auge da pandemia com aglomeração na arquibancada e registrou a infecção de quatro atletas, inclusive ele próprio. Ganhou apelidos nas redes sociais. Passou a ser chamado de Djocovid e Novaxxx.
Desde o início da pandemia, o tenista dá declarações na contramão da ciência. Posicionou-se contra a vacinação obrigátória e a exigência de um passaporte sanitário para viajantes. Em outubro, ao ser questionado se tinha tomado a vacina, negou-se a responder. "Eu não vou revelar minha situação, se eu fui vacinado ou não. É um assunto particular e uma pergunta inapropriada." Discordo. Djoko é um exemplo para a garotada. Assim como líderes políticos, precisa se pronunciar. E explicar, com base em argumentos sólidos, porque é contra a vacina, e não simplesmente fazer campanha contra.
Em meio à nova onda de infecções por covid-19, provocada pela variante ômicron, cientistas e epidemiologistas destacam que a vacina tem tido um papel fundamental. Não evita pegar a doença, mas contribui acentuadamente para a redução de internações e casos fatais. Reduz a sobrecarga do sistema de saúde, o que é fundamental para não ser necessária a adoção de medidas restritivas, que tanto convivemos nos dois últimos anos.
Presenciamos, pelo Brasil afora, grandes aglomerações durante as festas de fim de ano. O uso de máscaras é cada vez menor. Ninguém quer voltar a viver como em 2020 e o primeiro semestre de 2021. Por isso, a vacinação é importante, assim como a dose de reforço. Pense nisso. Convença um antivacina a ir ao posto de saúde mais próximo. A sociedade agradece.