Um grupo de ultranacionalistas judeu entrou no complexo da mesquita de Al Aqsa, antes de uma marcha que pode levar a confrontações entre palestinos e israelenses, informa a Al Jazeera. 

A correspondente da Al Jazeera, Najwan Simri, disse que as forças israelenses ocuparam o telhado da sala de oração al-Qibli na manhã deste domingo, 29, e sitiaram os fiéis para permitir a passagem de colonos sem impedimentos.

Ela acrescentou que os israelenses impediram que jornalistas e fotógrafos palestinos entrassem em Al-Aqsa e os ameaçaram de prisão.

As forças de ocupação atiraram balas de borracha contra fiéis palestinos, em um esforço para dispersá-los. Um porta-voz da polícia israelense disse que um pequeno grupo de pessoas havia se barricado dentro da mesquita e estava jogando grandes pedras contra os policiais do lado de fora. Não houve relatos de feridos.

Diante da confusão, os ultranacionalistas aproveitaram para rezar em Al Aqsa, o que não é permitido pela lei israelense. 


O Hamas condenou vídeos postados online mostrando as orações dos judeus no local. "O governo de Israel é totalmente responsável por todas essas políticas irresponsáveis ​​e pelas seguintes consequências", disse à Reuters um alto funcionário do grupo, Bassem Naim.

A marcha anual celebra a captura da Cidade Velha por Israel na guerra de 1967 e atrai milhares de participantes. Facções palestinas alertaram que o desfile de bandeiras pelo bairro muçulmano de Jerusalém pode reacender conflitos. As tensões vêm aumentando na cidade há semanas.


Marchas anteriores incluíram cantos israelenses de “Morte aos Árabes” e ataques a casas e lojas palestinas na Cidade Velha.