ESTADOS UNIDOS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ao Pentágono que preparasse vários planos para a sua ideia de retomar o controle do Canal do Panamá, segundo o canal NBC, que citou fontes do Comando Sul com o conhecimento dos planos.

Entre os planos que serão abordados estão o envio de tropas norte-americanas em coordenação com as autoridades panamenhas ou ainda o uso da força, que dependerá da cooperação e concordância que os militares do Panamá terão com a Casa Branca.

Trump já repetiu em várias ocasiões o seu interesse em recuperar o controle do Canal do Panamá, que diz ter caído em mãos chinesas, o que o governo panamenho nega. Em seu discurso no Congresso na semana passada, o presidente norte-americano afirmou que os EUA ‘vão recuperar’ essa infraestrutura e que esse processo já foi iniciado.

Por outro lado, o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, acusa Trump de mentir novamente ao dizer que o Canal está em processo de recuperação pelos EUA.
 
"Mais uma vez, o presidente Trump está mentindo. O Canal do Panamá não está em processo de recuperação, e certamente não é a tarefa que foi discutida sequer nas nossas conversas com o secretário de Estado, Marco Rubio ou qualquer outra pessoa. Rejeito, em nome do Panamá e de todos os panamenhos esta nova afronta à verdade e à nossa dignidade como país", garantiu Mulino.

No começo de fevereiro, apos uma reunião com Rubio, Mulino anunciou que a soberania do Panamá não estava em causa e que não há qualquer dúvida nem negociação sobre o Canal do Panamá, que continuará a ser operado pelo país.

Já Rubio disse que Washington considera que o tratado de transferência de controle do Canal foi violado. “O status quo do canal é inaceitável e que, na ausência de mudanças imediatas, os EUA devem tomar as medidas necessárias para proteger os seus direitos nos termos do tratado", declarou Tammy Bruce, porta-voz do secretário de Estado.

O Canal do Panamá foi construído pelos EUA que o administraram até a sua transferência para o Estado panamenho no final de 1999, conforme estabelecido nos Tratados Torrijos-Carter, assinados em 1977.