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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou nesta sexta-feira (27) frustração com a postura do Irã nas negociações nucleares, mas disse que ainda não decidiu se cumprirá sua ameaça de atacar o país.
"Não estou feliz com o fato de que eles não querem nos dar o que precisamos. Então, não estou entusiasmado", declarou Trump, após o governo americano recomendar que os funcionários não essenciais de sua embaixada deixem Israel.
Os anúncios foram feitos no dia seguinte à terceira rodada de negociações entre Irã e Estados Unidos, mediada por Omã e considerada a última tentativa de evitar uma guerra e uma explosão de violência regional. "Ainda não tomamos uma decisão definitiva", disse Trump, ao ser questionado sobre o uso da força.
Washington quer impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, um temor das potências ocidentais, negado repetidamente por Teerã. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, viajará na segunda-feira a Israel para conversar com autoridades sobre as "prioridades regionais", incluindo o Irã.
Washington realizou a maior mobilização militar em décadas na região, que inclui dois porta-aviões. Um deles é o USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, que partiu de Creta na quinta-feira e deve chegar à costa israelense.
- Alarmado -
A embaixada americana em Jerusalém pediu aos funcionários governamentais "não essenciais" em Israel que deixem o país devido a "riscos de segurança", e recomendou que o façam "enquanto há voos comerciais disponíveis".
A China pediu hoje a seus cidadãos que deixem o Irã "o quanto antes", e o Ministério das Relações Exteriores britânico anunciou a retirada de seu corpo diplomático daquele país.
Londres também anunciou a transferência de parte de seus funcionários diplomáticos em Tel Aviv para "outro local dentro de Israel". Já o Ministério das Relações Exteriores alemão desaconselhou "em caráter de extrema urgência" que seus cidadãos viajem a Israel.
A companhia aérea Turkish Airlines cancelou seus voos desta noite de Istambul para Teerã.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, disse nesta sexta-feira que está "alarmado" com o risco de uma "escalada militar regional e suas consequências para a população civil".
Excesso de exigências
Em conversa telefônica com o colega egípcio na manhã de hoje, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, pediu a Washington que abandone as "exigências excessivas" para alcançar um acordo. Araghchi ressaltou que "o sucesso neste caminho exige seriedade e realismo da outra parte, além de evitar qualquer erro de cálculo e exigências excessivas".
"A paz está ao alcance das mãos", publicou hoje no X o chefe diplomático de Omã, Badr Albusaidi, que disse ter se reunido em Washington com o vice-presidente J.D. Vance.
Os Estados Unidos estabeleceram como uma "linha vermelha" a proibição total do enriquecimento de urânio no Irã, que o considera um direito em sua ambição de desenvolver um programa de energia nuclear para uso civil.
O governo Trump quer incluir no acordo a questão dos mísseis balísticos do Irã, vistos como uma ameaça existencial por seu aliado Israel, mas Teerã se nega a discutir este tema, o que Rubio considerou "um grande problema".
Em 19 de fevereiro, Trump disse que esperaria "de 10 a 15 dias" para decidir se era possível chegar a um acordo ou se recorreria à força.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pediu hoje que o Irã coopere "construtivamente", e "com a máxima urgência", em seu pedido de verificação de instalações nucleares, segundo um relatório confidencial ao qual a AFP teve acesso. A Agência confirmou que terá conversas técnicas com o Irã na próxima segunda-feira.
No mês passado, um novo foco de tensão surgiu entre Washington e Teerã, quando autoridades iranianas reprimiram com violência protestos que desafiaram o poder dos aiatolás na República Islâmica. Trump ameaçou intervir no país para "ajudar" o povo iraniano.
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"Não estou feliz com o fato de que eles não querem nos dar o que precisamos. Então, não estou entusiasmado", declarou Trump, após o governo americano recomendar que os funcionários não essenciais de sua embaixada deixem Israel.
Os anúncios foram feitos no dia seguinte à terceira rodada de negociações entre Irã e Estados Unidos, mediada por Omã e considerada a última tentativa de evitar uma guerra e uma explosão de violência regional. "Ainda não tomamos uma decisão definitiva", disse Trump, ao ser questionado sobre o uso da força.
Washington quer impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, um temor das potências ocidentais, negado repetidamente por Teerã. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, viajará na segunda-feira a Israel para conversar com autoridades sobre as "prioridades regionais", incluindo o Irã.
Washington realizou a maior mobilização militar em décadas na região, que inclui dois porta-aviões. Um deles é o USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, que partiu de Creta na quinta-feira e deve chegar à costa israelense.
- Alarmado -
A embaixada americana em Jerusalém pediu aos funcionários governamentais "não essenciais" em Israel que deixem o país devido a "riscos de segurança", e recomendou que o façam "enquanto há voos comerciais disponíveis".
A China pediu hoje a seus cidadãos que deixem o Irã "o quanto antes", e o Ministério das Relações Exteriores britânico anunciou a retirada de seu corpo diplomático daquele país.
Londres também anunciou a transferência de parte de seus funcionários diplomáticos em Tel Aviv para "outro local dentro de Israel". Já o Ministério das Relações Exteriores alemão desaconselhou "em caráter de extrema urgência" que seus cidadãos viajem a Israel.
A companhia aérea Turkish Airlines cancelou seus voos desta noite de Istambul para Teerã.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, disse nesta sexta-feira que está "alarmado" com o risco de uma "escalada militar regional e suas consequências para a população civil".
Excesso de exigências
Em conversa telefônica com o colega egípcio na manhã de hoje, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, pediu a Washington que abandone as "exigências excessivas" para alcançar um acordo. Araghchi ressaltou que "o sucesso neste caminho exige seriedade e realismo da outra parte, além de evitar qualquer erro de cálculo e exigências excessivas".
"A paz está ao alcance das mãos", publicou hoje no X o chefe diplomático de Omã, Badr Albusaidi, que disse ter se reunido em Washington com o vice-presidente J.D. Vance.
Os Estados Unidos estabeleceram como uma "linha vermelha" a proibição total do enriquecimento de urânio no Irã, que o considera um direito em sua ambição de desenvolver um programa de energia nuclear para uso civil.
O governo Trump quer incluir no acordo a questão dos mísseis balísticos do Irã, vistos como uma ameaça existencial por seu aliado Israel, mas Teerã se nega a discutir este tema, o que Rubio considerou "um grande problema".
Em 19 de fevereiro, Trump disse que esperaria "de 10 a 15 dias" para decidir se era possível chegar a um acordo ou se recorreria à força.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pediu hoje que o Irã coopere "construtivamente", e "com a máxima urgência", em seu pedido de verificação de instalações nucleares, segundo um relatório confidencial ao qual a AFP teve acesso. A Agência confirmou que terá conversas técnicas com o Irã na próxima segunda-feira.
No mês passado, um novo foco de tensão surgiu entre Washington e Teerã, quando autoridades iranianas reprimiram com violência protestos que desafiaram o poder dos aiatolás na República Islâmica. Trump ameaçou intervir no país para "ajudar" o povo iraniano.