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O papa Francisco manifestou sua dor pela morte do cardeal brasileiro Cláudio Hummes e elogiou sua defesa dos pobres e da Amazônia, em um telegrama divulgado nesta terça-feira (5) no Vaticano.
Na mensagem, enviada às autoridades religiosas do Brasil, o pontífice argentino expressou sua "profunda dor" pela morte de "meu querido irmão", que faleceu na segunda-feira em São Paulo aos 87 anos, após uma longa doença.
"Minhas orações são também de gratidão a Deus pelos longos anos de seu delicado e cuidadoso serviço, sempre guiado pelos valores evangélicos, à santa mãe Igreja em vários cargos pastorais que lhe foram confiados no Brasil e na Cúria Romana e por seu compromisso nos últimos anos com a Igreja que caminha na Amazônia", escreveu Francisco.
No telegrama, o papa argentino confessou que carrega "sempre viva em minha memória as palavras que Dom Cláudio me disse em 13 de março de 2013, pedindo-me para não esquecer os pobres", quando acabava de ser eleito pontífice.
Poucos dias depois de sua eleição, foi o próprio novo papa quem explicou em uma reunião com jornalistas que seu nome evocava Francisco de Assis e que ele queria "uma igreja pobre para os pobres".
"Quando os votos para mim chegaram a dois terços [dos necessários para consagrar um pontífice], os cardeais aplaudiram e ele [Hummes] me abraçou, me beijou e me disse: 'Não se esqueça dos pobres'", disse Francisco na ocasião.
Nascido em Salvador do Sul, uma pequena cidade no sul do Brasil, o cardeal Hummes foi ordenado sacerdote em 1958 e tornou-se bispo em 1975. Cardeal desde 2001, foi prefeito da Congregação para o Clero no Vaticano, com Bento XVI.
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Na mensagem, enviada às autoridades religiosas do Brasil, o pontífice argentino expressou sua "profunda dor" pela morte de "meu querido irmão", que faleceu na segunda-feira em São Paulo aos 87 anos, após uma longa doença.
"Minhas orações são também de gratidão a Deus pelos longos anos de seu delicado e cuidadoso serviço, sempre guiado pelos valores evangélicos, à santa mãe Igreja em vários cargos pastorais que lhe foram confiados no Brasil e na Cúria Romana e por seu compromisso nos últimos anos com a Igreja que caminha na Amazônia", escreveu Francisco.
No telegrama, o papa argentino confessou que carrega "sempre viva em minha memória as palavras que Dom Cláudio me disse em 13 de março de 2013, pedindo-me para não esquecer os pobres", quando acabava de ser eleito pontífice.
Poucos dias depois de sua eleição, foi o próprio novo papa quem explicou em uma reunião com jornalistas que seu nome evocava Francisco de Assis e que ele queria "uma igreja pobre para os pobres".
"Quando os votos para mim chegaram a dois terços [dos necessários para consagrar um pontífice], os cardeais aplaudiram e ele [Hummes] me abraçou, me beijou e me disse: 'Não se esqueça dos pobres'", disse Francisco na ocasião.
Nascido em Salvador do Sul, uma pequena cidade no sul do Brasil, o cardeal Hummes foi ordenado sacerdote em 1958 e tornou-se bispo em 1975. Cardeal desde 2001, foi prefeito da Congregação para o Clero no Vaticano, com Bento XVI.