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string(4418) "É possível acabar com a fase aguda da pandemia de coronavírus este ano, afirmou nesta segunda-feira (24) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), embora atualmente a covid-19 provoque uma morte a cada 12 segundos no mundo.
"Podemos acabar com a fase aguda da pandemia este ano, podemos acabar com a covid-19 como emergência sanitária mundial", o nível de alerta mais alto da OMS, declarou seu diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus.
No entanto, o responsável alertou que é "perigoso supor que a ômicron (variante muito transmissível) será a última", porque as condições são "ideais" no mundo para que outras variantes surjam, inclusive outras mais transmissíveis e virulentas.
Para acabar com a fase aguda da pandemia, os países não devem ficar de braços cruzados e são obrigados a lutar contra a desigualdade na vacinação, vigiar o vírus e suas variantes e aplicar restrições adaptadas, explicou o especialista, na abertura do comitê executivo da OMS, que se reúne toda semana em Genebra.
Na África 85% da população recebeu só uma dose da vacina, destacou.
Tedros Adhanom Ghebreyesus pede há semanas insistentemente aos Estados-membros que acelerem a distribuição de vacinas nos países pobres, com o objetivo de conseguir vacinar 70% da população de todos os países do mundo em meados de 2022.
Metade dos 194 Estados-membros da OMS não alcançaram o objetivo de chegar a 40% da população vacinada no final de 2021, segundo a instituição.
Enquanto isso, o coronavírus continua fazendo vítimas. Na semana passada, uma pessoa morreu a cada 12 segundos no mundo devido à doença e a cada três segundos foram registrados 100 novos casos, segundo o diretor da OMS.
O surgimento da variante ômicron em novembro disparou os casos. Desde então, foram contabilizados 80 milhões de novos contágios.
Mas "até agora, a explosão de casos não foi acompanhada por um aumento das mortes, embora as mortes tenham aumentado em todas as regiões, sobretudo na África, a região com menos acesso às vacinas", segundo o responsável.
"É verdade que viveremos com a covid (...), mas aprender a viver com ela não deve significar que temos que deixar o caminho livre. Não deve significar que temos que aceitar que 50.000 pessoas morram toda semana devido a uma doença que podemos prevenir e nos recuperar", disse.
No domingo, o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, considerou que poderia haver uma saída da pandemia de covid-19 na região.
Em um comunicado publicado nesta segunda-feira, Kluge destacou que "a ômicron está ultrapassando a delta a uma velocidade sem precedentes na Europa. Menos de dois meses depois de ser encontrada na África do Sul, essa variante já representa 31,8% dos casos na região europeia, contra 15% na semana passada", acrescentou.
Na França, que representa a maior taxa de incidência do continente, o passaporte de vacinação entrou em vigor nesta segunda-feira e é visto como um endurecimento das normas para as pessoas que não se vacinaram contra a covid, o que gerou forte polêmica no país.
Na China, o confinamento generalizado da cidade de Xi'an (norte) foi levantado nesta segunda-feira, informaram as autoridades, que disseram também que detectaram 72 casos de covid-19 entre os participantes dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim (de 4 a 20 de fevereiro).
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"Podemos acabar com a fase aguda da pandemia este ano, podemos acabar com a covid-19 como emergência sanitária mundial", o nível de alerta mais alto da OMS, declarou seu diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus.
No entanto, o responsável alertou que é "perigoso supor que a ômicron (variante muito transmissível) será a última", porque as condições são "ideais" no mundo para que outras variantes surjam, inclusive outras mais transmissíveis e virulentas.
Para acabar com a fase aguda da pandemia, os países não devem ficar de braços cruzados e são obrigados a lutar contra a desigualdade na vacinação, vigiar o vírus e suas variantes e aplicar restrições adaptadas, explicou o especialista, na abertura do comitê executivo da OMS, que se reúne toda semana em Genebra.
Na África 85% da população recebeu só uma dose da vacina, destacou.
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Metade dos 194 Estados-membros da OMS não alcançaram o objetivo de chegar a 40% da população vacinada no final de 2021, segundo a instituição.
Enquanto isso, o coronavírus continua fazendo vítimas. Na semana passada, uma pessoa morreu a cada 12 segundos no mundo devido à doença e a cada três segundos foram registrados 100 novos casos, segundo o diretor da OMS.
O surgimento da variante ômicron em novembro disparou os casos. Desde então, foram contabilizados 80 milhões de novos contágios.
Mas "até agora, a explosão de casos não foi acompanhada por um aumento das mortes, embora as mortes tenham aumentado em todas as regiões, sobretudo na África, a região com menos acesso às vacinas", segundo o responsável.
"É verdade que viveremos com a covid (...), mas aprender a viver com ela não deve significar que temos que deixar o caminho livre. Não deve significar que temos que aceitar que 50.000 pessoas morram toda semana devido a uma doença que podemos prevenir e nos recuperar", disse.
No domingo, o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, considerou que poderia haver uma saída da pandemia de covid-19 na região.
Em um comunicado publicado nesta segunda-feira, Kluge destacou que "a ômicron está ultrapassando a delta a uma velocidade sem precedentes na Europa. Menos de dois meses depois de ser encontrada na África do Sul, essa variante já representa 31,8% dos casos na região europeia, contra 15% na semana passada", acrescentou.
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