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O que já se sabe sobre ataque ao jantar de Trump; policial ficou ferido

26/04/2026 21h00 - Atualizado em 26/04/2026 21h34 por AFP

Atirador que invadiu evento com Donald Trump avisou a família minutos antes do ataque


atiradortrumpi.jpegO suspeito do tiroteio está caído no chão após ser detido/crédito: @REALDONALDTRUMP / TRUTH SOCIAL / AFP

 

 
 
 
 

Um homem armado invadiu, na noite deste sábado (26), o hotel onde o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participava de um jantar com jornalistas e afirmou, antes do ataque, que acreditava ser seu “dever” matar o chefe de Estado e integrantes do governo. O suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi contido após trocar tiros com policiais dentro do local.

De acordo com informações divulgadas pela "NBC News", Allen enviou uma mensagem a familiares cerca de dez minutos antes da ação. No conteúdo, ele dizia estar motivado por uma convicção pessoal de que deveria assassinar o presidente norte-americano e autoridades federais.

Armado com uma espingarda, uma pistola e facas, o homem invadiu um posto de segurança e avançou em direção ao salão principal do Washington Hilton Hotel, onde ocorria o tradicional jantar de gala com jornalistas que cobrem a Casa Branca. O evento era realizado no Salão Internacional, localizado no mezanino, dois andares abaixo da entrada principal do edifício.

Durante a investida, houve troca de tiros com agentes de segurança. O suspeito foi neutralizado ainda dentro do hotel. Com o barulho dos disparos, Trump foi rapidamente retirado do local por agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos, responsável pela segurança do presidente.

 

Neste domingo (27), Trump comentou o episódio em entrevista à Fox News e afirmou que o atirador teria deixado um manifesto com teor anticristão. “Esse cara é um doente. Quando você lê o manifesto dele, vê que ele odeia os cristãos”, declarou.

O presidente também afirmou que familiares do suspeito já haviam demonstrado preocupação com o comportamento dele. “A irmã ou o irmão dele estava reclamando disso. Eles chegaram até a reclamar com as autoridades policiais. Ele era um sujeito muito perturbado”, disse.

As autoridades ainda investigam as circunstâncias do ataque, incluindo possíveis falhas de segurança e a veracidade das motivações descritas pelo suspeito. O estado de saúde de Allen não foi detalhado até o momento, e não há informações sobre outros feridos no incidente. (COM AFP)

Trump indicou que um agente foi atingido à queima-roupa, mas aparentemente não sofreu ferimentos graves.

Acrescentou que o local "não é uma instalação particularmente segura", enquanto surgiam questionamentos sobre a segurança do presidente após falhas repetidas nos protocolos.

Trump afirmou que, no início, pensou que o barulho fosse uma bandeja caindo antes de perceber que se tratava de disparos.

Disse que planejava remarcar a festa de mídia dentro de um mês, apesar do susto de segurança.

A Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA) é a organizadora desse grande encontro político-midiático.

Ao contrário de todos os seus predecessores desde a década de 1920, Trump sempre havia desprezado o evento na condição de presidente.

"Várias armas" 

Pouco antes dessa coletiva de imprensa, Trump divulgou em sua rede Truth Social imagens de câmeras de segurança que mostram uma pessoa avançando através do arco detector de metais na entrada da sala onde a gala era realizada, e vários agentes das forças de segurança sacando suas armas.

"Foi, de certa forma, muito bonito, realmente algo muito bonito ver um homem se lançar contra um posto de controle de segurança armado com numerosas armas, e que fosse neutralizado por alguns membros muito corajosos do Serviço Secreto, que agiram com muita rapidez", declarou o mandatário, em referência ao serviço encarregado de sua segurança.

O hotel Hilton de Washington, onde ocorreria o jantar interrompido, não é "um edifício particularmente seguro", criticou Donald Trump.

No entanto, reconheceu que o dispositivo de proteção "era muito seguro", indicando que o agressor foi detido antes de entrar no grande salão de recepção onde ele se encontrava.

Foi em frente a esse hotel que o presidente Ronald Reagan foi ferido a bala em 1981 durante uma tentativa de assassinato.

"Ao chão!" 

O jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca havia começado há pouco, segundo jornalistas da AFP presentes, quando se ouviu grande agitação nas portas do salão.

Foram ouvidos gritos de "Ao chão! Ao chão!".

Os convidados se deitaram ou se ajoelharam imediatamente, muitos levantando seus celulares para filmar, enquanto o presidente e a primeira-dama, sentados na mesa de honra sobre um palco elevado diante dos convidados, eram evacuados.

Agentes do Serviço Secreto, responsáveis pela proteção do presidente e de membros do governo, entraram no salão fortemente armados.

As forças de segurança ordenaram então que os convidados deixassem o imenso salão localizado no primeiro subsolo do hotel.

Em um vídeo da AFP, é possível ver Trump sentado na mesa de honra junto a vários de seus colaboradores enquanto se ouvem estrondos que, num primeiro momento, não provocam nenhuma reação.

Somente depois de alguns segundos os convidados parecem perceber que um incidente havia ocorrido.