array(31) {
["id"]=>
int(179080)
["title"]=>
string(68) "Novo premiê húngaro acusa governo de Orbán de destruir documentos"
["content"]=>
string(5925) "HUNGRIA
Nesta segunda-feira (13), o recém-eleito primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, disse que recebeu notificações de que o ministro das Relações Exteriores húngaro, Péter Szijjártó, recentemente acusado de ter transmitido informações confidenciais à Rússia, esta destruindo documentos relacionados com as sanções contra Moscou.
“Eles estão destruindo documentos, e isso não vai ajudá-los, mas isso é apenas para dar um contexto sobre a situação na Hungria”, afirmou, comparando ainda tais tentativas de extinguir registros públicos à antiga era comunista.
Magyar explicou que há diversos documentos legais que a população húngara, ou mesmo ele próprio, desconhecem, incluindo alguns referentes a obrigações internacionais e empréstimos. "Teremos de obter todos os documentos que não foram destruídos para descobrir os detalhes”, acrescentou, garantindo que o seu governo buscará torná-los públicos sempre que possível e sem violar as cláusulas de confidencialidade, a fim de esclarecer as ações da administração anterior.
Sobre a União Europeia, Magyar prometeu manter uma mensagem pró-Europa. “Os húngaros se orgulham da sua identidade europeia e constataram que, independentemente das mentiras da propaganda, a União Europeia é um projeto de paz”, afirmou.
A União Europeia comemorou e saudou a ampla vitória de Magyar, do partido Tisza, nas eleições legislativas da Hungria, realizadas no domingo, que encerrou um ciclo de 16 anos do primeiro-ministro ultranacionalista Viktor Orbán. As autoridades do bloco consideram que a mudança do governo irá reaproximar o país da UE, após anos de embates políticos e diplomáticos.
Magyar também assegurou continuar as negociações com a UE para desbloquear os fundos congelados por Bruxelas no valor de cerca de 20 bilhões de euros, que são as verbas destinadas à Hungria no orçamento do bloco que foram suspensas devido a preocupações graves sobre o retrocesso democrático, corrupção sistemática e violações do Estado de direito no país. O primeiro-ministro eleito indicou que vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para garantir uma nova era para o seu país. "Porque o povo húngaro não votou por uma simples mudança de Governo, mas por uma mudança completa de regime", completou.
O novo primeiro-ministro, além disso, prometeu respeitar o Estado de Direito para restaurar legalidade e defendeu ainda alterar a Constituição para limitar os mandatos do primeiro-ministro e garantiu que Orbán nunca mais se poderá candidatar ao cargo. Uma das medidas que quer implementar é introduzir na Constituição um limite de dois mandatos para o primeiro-ministro. "Não estou aqui para ficar rico nem quero governar para sempre. Queremos um país democrático, com Estado de Direito, onde todos os húngaros possam contar com o país, com a proteção de crianças, respeito pelos idosos, respeito pelo uso de fundos público e a integridade da propriedade privada", destacou.
Magyar apontou que os nomeados do partido Fidesz, de Orbán para lideranças de instituições, como o Supremo Tribunal e o Tribunal Constitucional são fantoches e terem sido nomeados por 12 anos deixa o próximo governo de 'mãos atadas', sendo contra o Estado de Direito. Entretanto, salientou que com a super maioria no parlamento, conquistada pelo seu partido Tisza, terá o poder para transformar o sistema criado por Orbán, cujo governo é acusado de corrupção e violações do Estado de Direito, que levaram a UE a reter os fundos.
A mudança de governo na Hungria é considerada pelos analistas uma "derrota moral" para o regime do líder russo Vladimir Putin, que tinha em Orbán um forte parceiro e defensor da Rússia. A derrota de Viktor Orbán nas eleições de 2026 também é avaliada como um revés político para o presidente dos EUA, Donald Trump, e a extrema-direita norte-americana, uma vez que era seu principal aliado estratégico na Europa e que se alinhava politicamente contra a União Europeia. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, chegou a visitar Budapeste na semana passada manifestando seu apoio e apelando por votos a Orbán.
"
["author"]=>
string(37) "Isabel Alvarez - Diario de Pernambuco"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(636523)
["filename"]=>
string(22) "petermagyarhungria.jpg"
["size"]=>
string(6) "140207"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(0) ""
}
["image_caption"]=>
string(39) "Péter Magyar (ATTILA KISBENEDEK / AFP)"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(226) "A mudança de governo na Hungria é considerada pelos analistas uma "derrota moral" para o regime do líder russo Vladimir Putin, que tinha em Orbán um forte parceiro e defensor da Rússia
"
["author_slug"]=>
string(35) "isabel-alvarez-diario-de-pernambuco"
["views"]=>
int(77)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(65) "novo-premie-hungaro-acusa-governo-de-orban-de-destruir-documentos"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(428)
["name"]=>
string(13) "Internacional"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(13) "internacional"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(428)
["name"]=>
string(13) "Internacional"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(13) "internacional"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-04-13 20:48:17.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-04-13 20:48:17.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2026-04-13T20:50:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(23) "/petermagyarhungria.jpg"
}
HUNGRIA
Nesta segunda-feira (13), o recém-eleito primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, disse que recebeu notificações de que o ministro das Relações Exteriores húngaro, Péter Szijjártó, recentemente acusado de ter transmitido informações confidenciais à Rússia, esta destruindo documentos relacionados com as sanções contra Moscou.
“Eles estão destruindo documentos, e isso não vai ajudá-los, mas isso é apenas para dar um contexto sobre a situação na Hungria”, afirmou, comparando ainda tais tentativas de extinguir registros públicos à antiga era comunista.
Magyar explicou que há diversos documentos legais que a população húngara, ou mesmo ele próprio, desconhecem, incluindo alguns referentes a obrigações internacionais e empréstimos. "Teremos de obter todos os documentos que não foram destruídos para descobrir os detalhes”, acrescentou, garantindo que o seu governo buscará torná-los públicos sempre que possível e sem violar as cláusulas de confidencialidade, a fim de esclarecer as ações da administração anterior.
Sobre a União Europeia, Magyar prometeu manter uma mensagem pró-Europa. “Os húngaros se orgulham da sua identidade europeia e constataram que, independentemente das mentiras da propaganda, a União Europeia é um projeto de paz”, afirmou.
A União Europeia comemorou e saudou a ampla vitória de Magyar, do partido Tisza, nas eleições legislativas da Hungria, realizadas no domingo, que encerrou um ciclo de 16 anos do primeiro-ministro ultranacionalista Viktor Orbán. As autoridades do bloco consideram que a mudança do governo irá reaproximar o país da UE, após anos de embates políticos e diplomáticos.
Magyar também assegurou continuar as negociações com a UE para desbloquear os fundos congelados por Bruxelas no valor de cerca de 20 bilhões de euros, que são as verbas destinadas à Hungria no orçamento do bloco que foram suspensas devido a preocupações graves sobre o retrocesso democrático, corrupção sistemática e violações do Estado de direito no país. O primeiro-ministro eleito indicou que vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para garantir uma nova era para o seu país. "Porque o povo húngaro não votou por uma simples mudança de Governo, mas por uma mudança completa de regime", completou.
O novo primeiro-ministro, além disso, prometeu respeitar o Estado de Direito para restaurar legalidade e defendeu ainda alterar a Constituição para limitar os mandatos do primeiro-ministro e garantiu que Orbán nunca mais se poderá candidatar ao cargo. Uma das medidas que quer implementar é introduzir na Constituição um limite de dois mandatos para o primeiro-ministro. "Não estou aqui para ficar rico nem quero governar para sempre. Queremos um país democrático, com Estado de Direito, onde todos os húngaros possam contar com o país, com a proteção de crianças, respeito pelos idosos, respeito pelo uso de fundos público e a integridade da propriedade privada", destacou.
Magyar apontou que os nomeados do partido Fidesz, de Orbán para lideranças de instituições, como o Supremo Tribunal e o Tribunal Constitucional são fantoches e terem sido nomeados por 12 anos deixa o próximo governo de 'mãos atadas', sendo contra o Estado de Direito. Entretanto, salientou que com a super maioria no parlamento, conquistada pelo seu partido Tisza, terá o poder para transformar o sistema criado por Orbán, cujo governo é acusado de corrupção e violações do Estado de Direito, que levaram a UE a reter os fundos.
A mudança de governo na Hungria é considerada pelos analistas uma "derrota moral" para o regime do líder russo Vladimir Putin, que tinha em Orbán um forte parceiro e defensor da Rússia. A derrota de Viktor Orbán nas eleições de 2026 também é avaliada como um revés político para o presidente dos EUA, Donald Trump, e a extrema-direita norte-americana, uma vez que era seu principal aliado estratégico na Europa e que se alinhava politicamente contra a União Europeia. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, chegou a visitar Budapeste na semana passada manifestando seu apoio e apelando por votos a Orbán.