Sputnik Brasil - Uma unidade nacionalista ucraniana atacou uma ambulância e matou quatro profissionais de saúde, em Sumy, na Ucrânia, informou o chefe do Centro Nacional de Gerenciamento de Defesa da Rússia, Mikhail Mizintsev, nesta quarta-feira (23).

"Em 22 de março de 2022, militantes de batalhões nacionalistas, em Sumy, dispararam um lançador de granadas antitanque sem motivo contra uma ambulância que prestaria assistência urgente a civis feridos. Como resultado da ação criminosa dos terroristas, trabalhadores de saúde morreram no local", disse Mizintsev.

Mizintsev também afirmou que Kiev mais uma vez se recusou a coordenar corredores humanitários com a Rússia.

Além disso, segundo o chefe do Centro Nacional de Gerenciamento de Defesa russa, em Sumy e também nas cidades de Chernigov e Zaporozhie, os comandantes dos batalhões nacionalistas estão saqueando prédios residenciais, organizações públicas e privadas. De acordo com Mizintsev, objetos de valor estão sendo levados às fronteiras ocidentais em ambulâncias capturadas.
 
Ele declarou ainda que há diversos relatos de testemunhas sobre o terror desencadeado por Kiev contra seus próprios cidadãos, citando que radicais ucranianos em Carcóvia mataram a tiros moradores que tentavam sair do porão de suas casas para procurar água e comida.


"O caso flagrante de extermínio em massa de civis cometidos por radicais ucranianos em Carcóvia é impressionante em sua crueldade. Levados à extrema exaustão por condições desumanas de existência, os cidadãos tentaram deixar o porão em busca de água e comida. Por essa suposta 'liberdade' eles foram fuzilados por fanáticos nacionalistas bem no pátio de suas casas", disse o general.

Segundo ele, nas últimas 24 horas, quase 18.000 pessoas foram evacuadas da Ucrânia e de Donbass para a Rússia, que também ajudou na retirada de 26 jordanianos e vietnamitas de Mariupol, como parte de sua missão humanitária.


Mizintsev acrescentou que, apesar da abertura diária de corredores humanitários, os neonazistas ucranianos continuam mantendo mais de 4,5 milhões de civis como reféns e "escudo humano" em Kiev, Carcóvia, Chernigov, Sumy e em diversos outros grandes assentamentos.