array(31) {
["id"]=>
int(141826)
["title"]=>
string(74) "Metade dos republicanos rejeita Trump como candidato em 2024, diz pesquisa"
["content"]=>
string(5168) "SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pesquisa divulgada pelo jornal The New York Times nesta terça-feira (12) indica que o ex-presidente Donald Trump não é propriamente uma unanimidade entre os republicanos -64% dos eleitores do partido com menos de 35 anos e 65% dos que têm diploma universitário afirmaram que votariam contra ele nas primárias para definir o candidato presidencial da legenda em 2024.
Ainda assim, Trump mantém certa primazia. Em uma concorrência hipotética contra cinco rivais, 49% dos entrevistados o apoiariam para a disputa, segundo a pesquisa feita em parceria com o Siena College. Mas, sob o ângulo do copo vazio, os números indicam a perda do apoio de metade dos eleitores do partido.
A perda de prestígio parece ter sido causada pela postura de Trump de rejeitar o resultado das eleições de 2020 sob a alegação de fraudes nunca comprovadas e pela invasão de seus apoiadores ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. Enquanto 75% dos eleitores afirmaram que o ex-presidente estava "apenas exercendo seu direito de contestar a eleição", quase um em cada cinco disse que ele "foi tão longe a ponto de ameaçar a democracia americana".
A maior ameaça a Trump no partido é o governador da Flórida, Ron DeSantis, indicado por 25% dos eleitores. Ele é o preferido dos republicanos mais jovens, entre os que têm diploma universitário e aqueles que disseram ter votado no democrata Joe Biden em 2020.
Em terceiro lugar, bem atrás de DeSantis, estão o senador pelo Texas Ted Cruz, com apenas 7% das intenções de voto nas primárias, e Mike Pence, ex-vice de Trump, com 6%.
Entre aqueles que votaram em Trump em 2020, 44% disseram ter uma opinião muito favorável a DeSantis -46% afirmaram o mesmo sobre o ex-presidente.
Trump não necessariamente entraria nas primárias com uma vantagem insuperável, indica a pesquisa. A porcentagem do eleitorado republicano que o apoia é menor do que a de Hillary Clinton entre democratas no início da corrida de 2016, quando ela era vista como a favorita incontornável, mas mesmo assim enfrentou uma competição longa nas primárias contra o senador Bernie Sanders.
A pesquisa sugere ainda que os temores republicanos sobre uma candidatura de Trump podem ter fundamento: ele ficou atrás do presidente Joe Biden (44% a 41%) na pergunta sobre uma hipotética revanche da disputa de 2020 -apesar da queda do apoio ao atual presidente.
Foram entrevistados por telefone 849 eleitores americanos em todo o país, entre 5 e 7 de julho. A margem de erro é de 4,1 pontos.
No dia anterior, a mesma pesquisa mostrou os baixos níveis de aprovação de Biden. Entre eleitores do Partido Democrata, só 26% dizem desejar ver o presidente concorrendo à reeleição em 2024, enquanto outros 64% afirmam esperar que a legenda tenha outro nome na disputa. Biden, 79, já disse que pretende buscar um segundo mandato.
A crise de imagem se reflete em uma sensação de pessimismo, com só 13% das pessoas dizendo ver o país no rumo certo. O número é o mais baixo na série do NYT desde 2008, época do auge da crise financeira global, no final da gestão de George W. Bush. E o sentimento é generalizado, quando se analisam os recortes por região do país, idade, cor da pele e preferência partidária.
A taxa de aprovação de seu mandato chegou a apenas 33% -a média dos levantamentos nacionais na semana passada era de 38,9%, a menor desde o início da gestão.
Trump tem passado por uma fritura durante as audiências públicas que trazem à tona o resultado de investigações sobre a invasão do Capitólio. O resultado de quase um ano de apuração vem sendo exposto em sessões conduzidas por uma comissão bipartidária da Câmara. Até agora, foram seis encontros, sendo o mais explosivo o que teve o depoimento de Cassidy Hutchinson, no final de junho.
De acordo com a ex-assessora da Casa Branca, Trump sabia que seus apoiadores estavam armados e poderiam se tornar violentos no dia da invasão, mas mesmo assim quis retirar medidas de segurança, como os detectores de metal que impediriam a entrada no prédio com armas.
"
["author"]=>
string(6) "Minas1"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(593850)
["filename"]=>
string(19) "trumpirejeitado.jpg"
["size"]=>
string(5) "28089"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(19) "site/internasfotos/"
}
["image_caption"]=>
string(18) " © Getty Images "
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(77) "Donald Trump não é uma unanimidade entre os republicanos
"
["author_slug"]=>
string(6) "minas1"
["views"]=>
int(129)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(73) "metade-dos-republicanos-rejeita-trump-como-candidato-em-2024-diz-pesquisa"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(428)
["name"]=>
string(13) "Internacional"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(13) "internacional"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(428)
["name"]=>
string(13) "Internacional"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(13) "internacional"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-07-13 17:21:19.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-07-13 17:21:19.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2022-07-13T17:20:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(38) "site/internasfotos/trumpirejeitado.jpg"
}
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pesquisa divulgada pelo jornal The New York Times nesta terça-feira (12) indica que o ex-presidente Donald Trump não é propriamente uma unanimidade entre os republicanos -64% dos eleitores do partido com menos de 35 anos e 65% dos que têm diploma universitário afirmaram que votariam contra ele nas primárias para definir o candidato presidencial da legenda em 2024.
Ainda assim, Trump mantém certa primazia. Em uma concorrência hipotética contra cinco rivais, 49% dos entrevistados o apoiariam para a disputa, segundo a pesquisa feita em parceria com o Siena College. Mas, sob o ângulo do copo vazio, os números indicam a perda do apoio de metade dos eleitores do partido.
A perda de prestígio parece ter sido causada pela postura de Trump de rejeitar o resultado das eleições de 2020 sob a alegação de fraudes nunca comprovadas e pela invasão de seus apoiadores ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. Enquanto 75% dos eleitores afirmaram que o ex-presidente estava "apenas exercendo seu direito de contestar a eleição", quase um em cada cinco disse que ele "foi tão longe a ponto de ameaçar a democracia americana".
A maior ameaça a Trump no partido é o governador da Flórida, Ron DeSantis, indicado por 25% dos eleitores. Ele é o preferido dos republicanos mais jovens, entre os que têm diploma universitário e aqueles que disseram ter votado no democrata Joe Biden em 2020.
Em terceiro lugar, bem atrás de DeSantis, estão o senador pelo Texas Ted Cruz, com apenas 7% das intenções de voto nas primárias, e Mike Pence, ex-vice de Trump, com 6%.
Entre aqueles que votaram em Trump em 2020, 44% disseram ter uma opinião muito favorável a DeSantis -46% afirmaram o mesmo sobre o ex-presidente.
Trump não necessariamente entraria nas primárias com uma vantagem insuperável, indica a pesquisa. A porcentagem do eleitorado republicano que o apoia é menor do que a de Hillary Clinton entre democratas no início da corrida de 2016, quando ela era vista como a favorita incontornável, mas mesmo assim enfrentou uma competição longa nas primárias contra o senador Bernie Sanders.
A pesquisa sugere ainda que os temores republicanos sobre uma candidatura de Trump podem ter fundamento: ele ficou atrás do presidente Joe Biden (44% a 41%) na pergunta sobre uma hipotética revanche da disputa de 2020 -apesar da queda do apoio ao atual presidente.
Foram entrevistados por telefone 849 eleitores americanos em todo o país, entre 5 e 7 de julho. A margem de erro é de 4,1 pontos.
No dia anterior, a mesma pesquisa mostrou os baixos níveis de aprovação de Biden. Entre eleitores do Partido Democrata, só 26% dizem desejar ver o presidente concorrendo à reeleição em 2024, enquanto outros 64% afirmam esperar que a legenda tenha outro nome na disputa. Biden, 79, já disse que pretende buscar um segundo mandato.
A crise de imagem se reflete em uma sensação de pessimismo, com só 13% das pessoas dizendo ver o país no rumo certo. O número é o mais baixo na série do NYT desde 2008, época do auge da crise financeira global, no final da gestão de George W. Bush. E o sentimento é generalizado, quando se analisam os recortes por região do país, idade, cor da pele e preferência partidária.
A taxa de aprovação de seu mandato chegou a apenas 33% -a média dos levantamentos nacionais na semana passada era de 38,9%, a menor desde o início da gestão.
Trump tem passado por uma fritura durante as audiências públicas que trazem à tona o resultado de investigações sobre a invasão do Capitólio. O resultado de quase um ano de apuração vem sendo exposto em sessões conduzidas por uma comissão bipartidária da Câmara. Até agora, foram seis encontros, sendo o mais explosivo o que teve o depoimento de Cassidy Hutchinson, no final de junho.
De acordo com a ex-assessora da Casa Branca, Trump sabia que seus apoiadores estavam armados e poderiam se tornar violentos no dia da invasão, mas mesmo assim quis retirar medidas de segurança, como os detectores de metal que impediriam a entrada no prédio com armas.