Clima hostil

Representantes do Irã e dos Estados Unidos estão em Islamabad, no Paquistão, neste sábado (25), para uma nova tentativa de negociação mediada pelo governo local. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, entregou formalmente aos mediadores os documentos que contêm as exigências de Teerã para um acordo de paz no Oriente Médio, além de ressalvas às propostas apresentadas por Washington.

Confome agências internacionais de notícias, apesar de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter sinalizado otimismo na sexta-feira (24) ao afirmar que a proposta iraniana poderia atender às expectativas dos EUA, o clima na capital paquistanesa é considerado hostil. Diferente da primeira rodada, ocorrida há três semanas, Araghchi rejeitou o encontro direto com os enviados especiais dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, optando por tratar exclusivamente com os interlocutores paquistaneses.

Impasse no Estreito de Ormuz

A paralisia no Estreito de Ormuz continua a pressionar a economia global. O bloqueio mútuo estabelecido por Irã e Estados Unidos interrompeu a passagem de aproximadamente 20% do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) consumido no mundo. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou a reabertura da rota como "vital", enquanto o mercado de petróleo reagiu com alta, refletindo a incerteza sobre o desfecho das conversas.

Enquanto mantém a pressão diplomática, Trump reforçou a presença militar na região com a operação do porta-aviões USS George H.W. Bush. O governo americano afirma ter "todo o tempo do mundo" para negociar, embora o cenário regional apresente fragilidades.

Trégua instável no Líbano

Paralelamente às negociações em Islamabad, o cessar-fogo no Líbano enfrenta desafios. Embora Trump tenha anunciado a prorrogação da trégua por mais três semanas, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o Hezbollah de tentar sabotar o processo de paz. Por outro lado, o grupo extremista, que conta com apoio iraniano, declarou que a extensão da trégua carece de sentido diante das hostilidades israelenses e pressionou o governo libanês a abandonar as conversas diretas com Israel.