A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, ameaça abrir "novas frentes" e manter o Estreito de Ormuz fechado em resposta à ofensiva de Israel no Líbano, informou a mídia estatal nesta segunda-feira (1º).

"O Irã considera que cruzar as linhas vermelhas no Líbano e em Gaza significa uma guerra direta", afirmou o unidade de inteligência da Guarda, citado pela televisão estatal.

A força "está determinada a conduzir operações defensivas, tomando medidas significativas e abrindo novas frentes, além de manter a equação no Estreito de Ormuz", acrescentou.

Também nesta segunda-feira, Teerã suspendeu as negociações com os Estados Unidos para acabar com a Guerra do Irã, segundo a agência de notícias iraniana Tasnim.

A decisão, segundo a Tasnim, foi tomada devido aos "crimes" que Israel "continua cometendo" no Líbano e às violações "em todas as frentes" do cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos alcançado em 8 de abril.

O Exército israelense seguia avançando no sul do Líbano, onde efetuou novos bombardeios nesta segunda-feira (1/6), enquanto o Hezbollah prosseguiu com os ataques contra o norte de Israel, apesar de uma trégua em vigor desde 17 de abril, que não é respeitada.

O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou nesta segunda-feira, no X, que seu país enfrenta uma "agressão feroz e condenável" por parte de Israel. Os ataques levaram a ONU a dizer estar "muito preocupa da" com o Líbano e a pedir respeito ao cessar-fogo.