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Antes mesmo de ser finalizada — o resultado final virá do segundo turno, no próximo domingo —, a eleição para renovar o Senado na França já é considerada uma derrota para o presidente Emmanuel Macron. Na primeira fase da disputa, a coalizão do centrista empatou em número de votos com a aliança esquerda — cada uma recebeu cerca de 26% dos votos, segundo dados oficiais —, configurando um cenário que pode levar o governo a perder a maioria absoluta na Assembleia Nacional.
O resultado era esperado, assim com a abstenção recorde, de 52%. Para analistas, porém, é um sinal de alerta para o presidente reeleito em abril. “São sete pontos a menos que em 2017 e a maioria absoluta não é uma certeza", disse, em entrevista à rede France 2, o cientista político Brice Teinturier, que acredita que os franceses buscaram "reequilibrar" a eleição presidencial.
São 577 vagas em disputa, e, para conseguir maioria absoluta, é preciso conquistar 289 cadeiras. Sem o controle do Legislativo, Macron será obrigado a negociar com uma maioria relativa ou terá que governar em "coabitação", segundo Dominique Rousseau, professor de direito constitucional na Universidade Panthéon-Sorbonne. “Ele não estabeleceria mais a política da nação, e sim a maioria na Assembleia e o primeiro-ministro que sair dessa", explica.
As pesquisas indicam que a coalizão centrista sairá vitoriosa no segundo turno, mas com um número de cadeiras que pode não ser suficiente. A campanha por um resultado diferente começou ontem mesmo. “Somos a única força política capaz de obter maioria na Assembleia Nacional (...) Apenas nós temos um projeto coerente e responsável. Apelo a todas as forças republicanas a se unirem em torno desse projeto”, afirmou a primeira-ministra Elisabeth Borne, que pediu uma maioria "forte e clara" aos governistas.
Líder da Nova União Popular Ecológica e Social (Nupes), Jean-Luc Mélenchon também conclamou por esforços para que a esquerda saia vitoriosa na etapa final das eleições. “A verdade é que o partido presidencial, neste primeiro turno, está derrotado (...) Eu apelo aos nossos eleitores, em vista desse resultado e da oportunidade extraordinária que ele representa para nossas vidas e o destino da pátria comum, a comparecerem às urnas no próximo domingo”, disse.
Para a esquerda, Macron foi reeleito em abril não pelo programa de governo, mas porque os franceses tentaram impedir que sua rival de extrema-direita, Marine Le Pen, chegasse ao poder. As pesquisas de intenção de votos indicam que a sigla de Le Pen, a Reunião Nacional (RN), que recebeu 18% dos votos no primeiro turno das legislativas, pode conquistar de 10 a 45 cadeiras na Assembleia.
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Antes mesmo de ser finalizada — o resultado final virá do segundo turno, no próximo domingo —, a eleição para renovar o Senado na França já é considerada uma derrota para o presidente Emmanuel Macron. Na primeira fase da disputa, a coalizão do centrista empatou em número de votos com a aliança esquerda — cada uma recebeu cerca de 26% dos votos, segundo dados oficiais —, configurando um cenário que pode levar o governo a perder a maioria absoluta na Assembleia Nacional.
O resultado era esperado, assim com a abstenção recorde, de 52%. Para analistas, porém, é um sinal de alerta para o presidente reeleito em abril. “São sete pontos a menos que em 2017 e a maioria absoluta não é uma certeza", disse, em entrevista à rede France 2, o cientista político Brice Teinturier, que acredita que os franceses buscaram "reequilibrar" a eleição presidencial.
São 577 vagas em disputa, e, para conseguir maioria absoluta, é preciso conquistar 289 cadeiras. Sem o controle do Legislativo, Macron será obrigado a negociar com uma maioria relativa ou terá que governar em "coabitação", segundo Dominique Rousseau, professor de direito constitucional na Universidade Panthéon-Sorbonne. “Ele não estabeleceria mais a política da nação, e sim a maioria na Assembleia e o primeiro-ministro que sair dessa", explica.
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Líder da Nova União Popular Ecológica e Social (Nupes), Jean-Luc Mélenchon também conclamou por esforços para que a esquerda saia vitoriosa na etapa final das eleições. “A verdade é que o partido presidencial, neste primeiro turno, está derrotado (...) Eu apelo aos nossos eleitores, em vista desse resultado e da oportunidade extraordinária que ele representa para nossas vidas e o destino da pátria comum, a comparecerem às urnas no próximo domingo”, disse.
Para a esquerda, Macron foi reeleito em abril não pelo programa de governo, mas porque os franceses tentaram impedir que sua rival de extrema-direita, Marine Le Pen, chegasse ao poder. As pesquisas de intenção de votos indicam que a sigla de Le Pen, a Reunião Nacional (RN), que recebeu 18% dos votos no primeiro turno das legislativas, pode conquistar de 10 a 45 cadeiras na Assembleia.