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"Nós respeitamos a escolha independente do povo brasileiro", afirmou Guo Jiakun, porta-voz da chancelaria chinesa, ao responder a uma pergunta sobre as declarações de Trump em entrevista coletiva nesta quarta-feira (28).
A frase reforça o que Guo já havia dito na segunda (26), quando foi questionado sobre o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL) para anular o resultado. Na ocasião, o porta-voz afirmou que "a China respeita a escolha do povo brasileiro".
Trump só se manifestou sobre o resultado na segunda-feira (26), um dia depois do segundo turno. Disse que não tinha escolhido lado na disputa, mas que a eleição lhe passou uma impressão ruim.
"Achei que foi uma situação muito ruim. Não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada. Foi uma imagem péssima para o mundo", afirmou. "As eleições precisam ser incontestáveis, e aquilo me pareceu muito ruim. Pareceu tão, tão corrupta, tão terrível."
O republicano também mirou a decisão do ministro Cristiano Zanin, indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal) por Lula, de estender o horário de votação. "Gosto de Lula, me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha", disse.
Perguntado se pretendia tomar alguma medida em relação ao pleito, respondeu que preside os Estados Unidos, não o Brasil.
O tom, porém, é diferente do adotado no primeiro turno. Em 4 de outubro, quando Flávio saiu à frente de Lula, Trump exaltou a velocidade da apuração brasileira e a usou como argumento contra o modelo eleitoral dos Estados Unidos.
Na postagem, trocou o Brasil pela Índia e depois se corrigiu. Um dia mais tarde, celebrou o desempenho de Flávio como uma "grande vitória".
Depois do segundo turno, o governo americano segurou a publicação de um comunicado em que parabenizaria os brasileiros pela eleição, conforme mostrado pela Folha de S.Paulo. A decisão veio quando Flávio se recusou a reconhecer a vitória de Lula e pediu a anulação do pleito.
Próximo da família Bolsonaro, o governo Trump estava ciente da fuga do senador para os Estados Unidos e, segundo um aliado da família ouvido pela Folha de S.Paulo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, participou ativamente da operação para retirá-lo do Brasil.
Uma autoridade da Casa Branca confirmou ainda que o governo americano concederia vistos a Flávio e a seus familiares. Na quarta (28), Trump afirmou que aprovaria a entrada do senador no país e disse ter ouvido que ele estava na Argentina, mas que não sabia ao certo seu paradeiro.
Flávio deixou o Brasil dois dias depois da derrota. Antes disso, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia determinado o cancelamento de seus passaportes brasileiros e ordenado que ele entregasse os documentos de viagem estrangeiros. O senador não cumpriu a ordem.
Antes da fuga, ele havia afirmado publicamente que a cumpriria e que nunca tinha pensado em deixar o país.
Flávio e a família entraram na Argentina na noite de terça (27), por uma fronteira terrestre na província de Misiones. O senador usou um passaporte italiano, e a mulher e as duas filhas apresentaram documentos brasileiros.
Da Argentina, a família embarcou num jato particular rumo a Guayaquil, no Equador. Em seguida, o avião seguiu para Miami, onde pousou na manhã de quarta (28), por uma rota que evitou o espaço aéreo brasileiro.
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A frase reforça o que Guo já havia dito na segunda (26), quando foi questionado sobre o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL) para anular o resultado. Na ocasião, o porta-voz afirmou que "a China respeita a escolha do povo brasileiro".
Trump só se manifestou sobre o resultado na segunda-feira (26), um dia depois do segundo turno. Disse que não tinha escolhido lado na disputa, mas que a eleição lhe passou uma impressão ruim.
"Achei que foi uma situação muito ruim. Não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada. Foi uma imagem péssima para o mundo", afirmou. "As eleições precisam ser incontestáveis, e aquilo me pareceu muito ruim. Pareceu tão, tão corrupta, tão terrível."
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Perguntado se pretendia tomar alguma medida em relação ao pleito, respondeu que preside os Estados Unidos, não o Brasil.
O tom, porém, é diferente do adotado no primeiro turno. Em 4 de outubro, quando Flávio saiu à frente de Lula, Trump exaltou a velocidade da apuração brasileira e a usou como argumento contra o modelo eleitoral dos Estados Unidos.
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