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string(76) "China avisa EUA para não usar países como pretexto para tomar Gronelândia"
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string(4486) "A China alertou, nesta segunda-feira, os Estados Unidos para que não usem outros países como pretexto para avançar interesses próprios na Groenlândia e afirmou que suas atividades no Ártico seguem as normas do direito internacional.
Em entrevista coletiva, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, declarou que “os direitos e as liberdades de todos os países para conduzir atividades no Ártico, de acordo com a lei, devem ser plenamente respeitados”. Segundo ela, a atuação da China na região tem como objetivo promover a paz, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável, em conformidade com o direito internacional.
Mao Ning acrescentou que os Estados Unidos não devem perseguir interesses próprios utilizando outros países como justificativa, ressaltando que o Ártico envolve interesses mais amplos da comunidade internacional.
As declarações ocorrem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterar na sexta-feira, na Casa Branca, que não permitirá que a Rússia ou a China “ocupem a Groenlândia”. Trump afirmou ainda que decidiu “fazer alguma coisa” em relação ao território semiautônomo da Dinamarca, que ele diz querer controlar “a bem ou a mal”.
O presidente norte-americano voltou a defender a possibilidade de um acordo para adquirir a Gronelândia, com o argumento de impedir uma eventual expansão de influência russa ou chinesa na região ártica. As declarações aumentaram a tensão entre Washington, a Dinamarca e o governo local da ilha, em meio a informações de que a Casa Branca avalia diferentes cenários, inclusive o uso de força militar, para ampliar sua presença no território.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reagiu afirmando que uma tomada de controle norte-americana sobre a Groenlândia significaria, na prática, o fim da OTAN. Já o primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, e líderes dos demais partidos do parlamento local divulgaram uma nota conjunta reforçando que o futuro da Groenlândia deve ser decidido exclusivamente por seu povo.
No contexto europeu, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, tem reunião marcada em Washington com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para discutir uma estratégia conjunta de segurança da OTAN para o Ártico. Antes da viagem, Wadephul afirmou que pretende tratar da responsabilidade compartilhada da aliança diante das rivalidades antigas e recentes na região, envolvendo Rússia e China.
Dados oficiais indicam que a presença chinesa na Groenlândia é mais limitada do que sugerem autoridades dos EUA e está concentrada sobretudo em interesses comerciais, como projetos de mineração e iniciativas industriais que, em grande parte, não avançaram nos últimos anos. Ainda assim, em 2018, a China passou a se definir como um “Estado quase ártico” e anunciou planos para desenvolver uma “Rota da Seda Polar”, integrada à iniciativa global “Uma Faixa, Uma Rota”, lançada em 2013 com o objetivo de ampliar a conexão entre Ásia, Europa e África por meio de grandes projetos de infraestrutura e investimento.
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Mao Ning acrescentou que os Estados Unidos não devem perseguir interesses próprios utilizando outros países como justificativa, ressaltando que o Ártico envolve interesses mais amplos da comunidade internacional.
As declarações ocorrem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterar na sexta-feira, na Casa Branca, que não permitirá que a Rússia ou a China “ocupem a Groenlândia”. Trump afirmou ainda que decidiu “fazer alguma coisa” em relação ao território semiautônomo da Dinamarca, que ele diz querer controlar “a bem ou a mal”.
O presidente norte-americano voltou a defender a possibilidade de um acordo para adquirir a Gronelândia, com o argumento de impedir uma eventual expansão de influência russa ou chinesa na região ártica. As declarações aumentaram a tensão entre Washington, a Dinamarca e o governo local da ilha, em meio a informações de que a Casa Branca avalia diferentes cenários, inclusive o uso de força militar, para ampliar sua presença no território.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reagiu afirmando que uma tomada de controle norte-americana sobre a Groenlândia significaria, na prática, o fim da OTAN. Já o primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, e líderes dos demais partidos do parlamento local divulgaram uma nota conjunta reforçando que o futuro da Groenlândia deve ser decidido exclusivamente por seu povo.
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