array(31) {
["id"]=>
int(183646)
["title"]=>
string(69) "Casa Branca ajudou Flávio a fugir, mas Trump já perdeu a paciência"
["content"]=>
string(6522) "DEIXOU O PAÍS
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno da eleição presidencial, fugiu do Brasil com ajuda de integrantes do governo dos Estados Unidos, segundo reportagem do jornal “The New York Times”. De acordo com o jornal, o jato particular usado na fuga foi providenciado por Jason Miller, assessor de comunicação do presidente Donald Trump. Flávio é investigado em dois inquéritos sobre suspeitas de crimes financeiros e estava proibido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de sair do país.
O avião esperava o senador no Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú, na Argentina. De lá, seguiu para o Equador, onde foi reabastecido, e depois para os Estados Unidos.
Fuga começou após ordem de entregar passaportes
De acordo com uma fonte ouvida pelo jornal americano, plano foi colocado em prática na segunda-feira (26/10), depois que Flávio recebeu a ordem de entregar os passaportes. Ainda segundo o NYT, o irmão dele, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, procurou Miller assim que o senador foi intimado. Eduardo vive nos Estados Unidos e foi condenado no Brasil por coação no curso do processo da trama golpista.
No mesmo dia, o jornal “Correio Braziliense” informou que a Polícia Federal suspeitava da participação de integrantes do governo americano na fuga. A PF ainda investiga como Flávio foi de Brasília até a fronteira com a Argentina. A avaliação dos investigadores é que não haveria tempo para fazer o trajeto de carro. Uma das hipóteses apuradas é o uso de um avião do advogado Willer Tomaz, que deixou a capital federal rumo à divisa no mesmo período.
Green card acelerado
Segundo uma fonte do governo americano ouvida pelo NYT, Flávio deve pedir o green card, documento que autoriza estrangeiros a morar e trabalhar permanentemente nos EUA. O pedido teria tramitação acelerada, como ocorreu com Eduardo, que já obteve a residência permanente.
Carta golpista e recuo
Horas depois de chegar à Flórida, Flávio divulgou uma carta de teor golpista em que se autodeclarou "presidente eleito do Brasil" e acusou, sem provas, os responsáveis pela eleição de terem "roubado" o resultado. No texto, ele também agradeceu a Trump pelo acolhimento e citou o presidente argentino, Javier Milei.
A declaração irritou integrantes do governo americano, especialmente pessoas próximas a Trump, que cobraram uma retratação. A informação foi antecipada pela jornalista Marina Sanches, do UOL, e confirmada pelo Correio com um porta-voz do Departamento de Estado. Pressionado, o senador recuou e passou a se apresentar como "líder do Brasil".
Trump quer discrição
A chegada de Flávio aos Estados Unidos virou um incômodo para Trump. Segundo o Correio, o presidente americano não esperava a forte reação de opositores nem a repercussão na imprensa do país. Às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA, Trump passou a ser acusado, principalmente nas redes sociais, de contrariar a própria política anti-imigração, principal bandeira de sua campanha.
De acordo com interlocutores de Flávio, a orientação da Casa Branca é que ele evite exposição. O senador tinha marcado uma entrevista coletiva para falar sobre a liderança da oposição, mas foi orientado a adiá-la para depois do resultado das eleições americanas.
Trump volta a criticar eleição, mas diz que vai falar com Lula
Apesar do incômodo com Flávio, Trump não mudou o discurso sobre a eleição brasileira. Na quinta-feira (29/10), questionado se vai telefonar para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para parabenizá-lo pela reeleição, respondeu: "Vou conversar com ele, mas acho que a eleição foi uma vergonha no Brasil".
Foi a quinta vez que o republicano comentou o resultado do segundo turno. Na segunda-feira, ele já havia levantado suspeitas de fraude, sem apresentar provas, e criticado a prorrogação do horário de votação. Questionado sobre quem considera o vencedor da disputa, Trump não respondeu diretamente nem disse reconhecer Flávio como presidente eleito.
"
["author"]=>
string(15) "Estado de Minas"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(641526)
["filename"]=>
string(16) "flaviotrumpi.jpg"
["size"]=>
string(6) "311925"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(0) ""
}
["image_caption"]=>
string(179) " Flávio Bolsonaro e Donald Trump: a fuga do senador para os EUA teria contado com apoio de aliados do ex-presidente americano /crédito: Mauro Pimentel/AFP e Kent NISHIMURA / AFP"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(218) "Senador deixou o país mesmo proibido pelo STF; nos EUA, foi pressionado pela Casa Branca a recuar da carta golpista em que se declarou "presidente eleito" e a adiar entrevista
"
["author_slug"]=>
string(15) "estado-de-minas"
["views"]=>
int(115)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(true)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(65) "casa-branca-ajudou-flavio-a-fugir-mas-trump-ja-perdeu-a-paciencia"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(428)
["name"]=>
string(13) "Internacional"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(13) "internacional"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(428)
["name"]=>
string(13) "Internacional"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(13) "internacional"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-10-30 09:39:02.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-10-30 18:18:54.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2026-10-30T09:40:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(17) "/flaviotrumpi.jpg"
}
DEIXOU O PAÍS
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno da eleição presidencial, fugiu do Brasil com ajuda de integrantes do governo dos Estados Unidos, segundo reportagem do jornal “The New York Times”. De acordo com o jornal, o jato particular usado na fuga foi providenciado por Jason Miller, assessor de comunicação do presidente Donald Trump. Flávio é investigado em dois inquéritos sobre suspeitas de crimes financeiros e estava proibido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de sair do país.
O avião esperava o senador no Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú, na Argentina. De lá, seguiu para o Equador, onde foi reabastecido, e depois para os Estados Unidos.
Fuga começou após ordem de entregar passaportes
De acordo com uma fonte ouvida pelo jornal americano, plano foi colocado em prática na segunda-feira (26/10), depois que Flávio recebeu a ordem de entregar os passaportes. Ainda segundo o NYT, o irmão dele, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, procurou Miller assim que o senador foi intimado. Eduardo vive nos Estados Unidos e foi condenado no Brasil por coação no curso do processo da trama golpista.
No mesmo dia, o jornal “Correio Braziliense” informou que a Polícia Federal suspeitava da participação de integrantes do governo americano na fuga. A PF ainda investiga como Flávio foi de Brasília até a fronteira com a Argentina. A avaliação dos investigadores é que não haveria tempo para fazer o trajeto de carro. Uma das hipóteses apuradas é o uso de um avião do advogado Willer Tomaz, que deixou a capital federal rumo à divisa no mesmo período.
Green card acelerado
Segundo uma fonte do governo americano ouvida pelo NYT, Flávio deve pedir o green card, documento que autoriza estrangeiros a morar e trabalhar permanentemente nos EUA. O pedido teria tramitação acelerada, como ocorreu com Eduardo, que já obteve a residência permanente.
Carta golpista e recuo
Horas depois de chegar à Flórida, Flávio divulgou uma carta de teor golpista em que se autodeclarou "presidente eleito do Brasil" e acusou, sem provas, os responsáveis pela eleição de terem "roubado" o resultado. No texto, ele também agradeceu a Trump pelo acolhimento e citou o presidente argentino, Javier Milei.
A declaração irritou integrantes do governo americano, especialmente pessoas próximas a Trump, que cobraram uma retratação. A informação foi antecipada pela jornalista Marina Sanches, do UOL, e confirmada pelo Correio com um porta-voz do Departamento de Estado. Pressionado, o senador recuou e passou a se apresentar como "líder do Brasil".
Trump quer discrição
A chegada de Flávio aos Estados Unidos virou um incômodo para Trump. Segundo o Correio, o presidente americano não esperava a forte reação de opositores nem a repercussão na imprensa do país. Às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA, Trump passou a ser acusado, principalmente nas redes sociais, de contrariar a própria política anti-imigração, principal bandeira de sua campanha.
De acordo com interlocutores de Flávio, a orientação da Casa Branca é que ele evite exposição. O senador tinha marcado uma entrevista coletiva para falar sobre a liderança da oposição, mas foi orientado a adiá-la para depois do resultado das eleições americanas.
Trump volta a criticar eleição, mas diz que vai falar com Lula
Apesar do incômodo com Flávio, Trump não mudou o discurso sobre a eleição brasileira. Na quinta-feira (29/10), questionado se vai telefonar para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para parabenizá-lo pela reeleição, respondeu: "Vou conversar com ele, mas acho que a eleição foi uma vergonha no Brasil".
Foi a quinta vez que o republicano comentou o resultado do segundo turno. Na segunda-feira, ele já havia levantado suspeitas de fraude, sem apresentar provas, e criticado a prorrogação do horário de votação. Questionado sobre quem considera o vencedor da disputa, Trump não respondeu diretamente nem disse reconhecer Flávio como presidente eleito.