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string(4802) "O esquerdista Gabriel Boric, presidente do Chile, indicou nesta quarta-feira, em sua primeira prestação de contas ao Congresso, que dará prioridade à luta contra a violência no país, sem abandonar suas promessas de melhorar os direitos sociais.
"O Chile merece viver em paz. Precisamos recuperar os espaços públicos, com atividades comunitárias e culturais que convoquem todos", disse o presidente no Parlamento, localizado na cidade de Valparaíso.
Desde que assumiu o cargo, em 11 de março, Boric, 36, dirige um país em que a violência nas ruas e a violência armada no sul têm sido a nota dominante. "A violência que vimos se desenvolver nos últimos anos não pode nem deve ser normalizada."
Os protestos no centro de Santiago não puderam ser contidos, e são liderados agora por estudantes do ensino fundamental, enquanto o governo reconhece que o Chile "atravessa o pior momento para a segurança" desde o retorno à democracia (1990), após uma onda de crimes violentos.
Sete pessoas morreram nas regiões de La Araucanía e Biobío neste ano, em uma explosão de atentados que tem como pano de fundo as reivindicações de terras que os mapuches consideram suas por direitos ancestrais e que estão nas mãos de empresas florestais e agricultores. "A violência armada não será tolerada em nosso país", destacou Boric.
- Mais segurança -
Entre as medidas anunciadas, Boric destacou a proposta para aprovar uma lei que "permita avançar para a proibição total da posse de armas", já que no Chile é legal comprar uma arma e registrá-la no nome do proprietário, que deve ser maior de 18 anos, passar por um curso especializado para o seu manuseio, e não pode ter sido condenado por algum crime ou contravenção.
O presidente também quer reformar a polícia militarizada de Carabineiros para "aumentar a segurança no país" e investir 2,1 milhões de dólares para "aumentar a capacidade pericial da Polícia de Investigações (PDI)".
Boric afirmou que "a presença do crime organizado, narcotráfico, tráfico de migrantes e pessoas, roubo de madeira e lavagem de dinheiro é evidente" no Chile, e que o governo planeja investir 3,6 milhões de dólares para prevenir esses problemas.
- Voltar a crescer -
"Proponho a vocês o seguinte desafio: conseguir que a produtividade volte a crescer ao ritmo de 1,5% ao ano", disse Boric aos congressitas.
Após um crescimento de 11,7% em 2021, apoiado pela abertura econômica gradual após a pandemia e pelo aumento da demanda resultante da ajuda econômica estatal, antecipa-se para este ano uma desaceleração forte, com um crescimento de 1,5%. Por outro lado, a inflação anual no Chile alcançou 10,5% em abril.
O plano do governo para atingir o objetivo do desafio é aumentar o "investimento em pesquisa, desenvolvimento, inovação e capacitação. Adequação das jornadas de trabalho no quadro das 40 horas, desenvolvimento da economia digital, aproveitar as vantagens comparativas da produção limpa, diminuir o custo das empresas com segurança, melhorar o cumprimento regulatório e das obrigações tributárias", disse o presidente.
- Queda na aprovação -
A popularidade do presidente caiu dos 50% com os quais ele assumiu o cargo para uma faixa entre 25% e 36%, segundo pesquisas.
Entre os pontos altos destas semanas estão a adesão ao tratado ambiental de Escazú e o acordo para aumentar o salário mínimo em mais de 14%, crucial para o plano de enfrentar a inflação, que atingiu o nível mais alto em 30 anos no Chile.
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"O Chile merece viver em paz. Precisamos recuperar os espaços públicos, com atividades comunitárias e culturais que convoquem todos", disse o presidente no Parlamento, localizado na cidade de Valparaíso.
Desde que assumiu o cargo, em 11 de março, Boric, 36, dirige um país em que a violência nas ruas e a violência armada no sul têm sido a nota dominante. "A violência que vimos se desenvolver nos últimos anos não pode nem deve ser normalizada."
Os protestos no centro de Santiago não puderam ser contidos, e são liderados agora por estudantes do ensino fundamental, enquanto o governo reconhece que o Chile "atravessa o pior momento para a segurança" desde o retorno à democracia (1990), após uma onda de crimes violentos.
Sete pessoas morreram nas regiões de La Araucanía e Biobío neste ano, em uma explosão de atentados que tem como pano de fundo as reivindicações de terras que os mapuches consideram suas por direitos ancestrais e que estão nas mãos de empresas florestais e agricultores. "A violência armada não será tolerada em nosso país", destacou Boric.
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Entre as medidas anunciadas, Boric destacou a proposta para aprovar uma lei que "permita avançar para a proibição total da posse de armas", já que no Chile é legal comprar uma arma e registrá-la no nome do proprietário, que deve ser maior de 18 anos, passar por um curso especializado para o seu manuseio, e não pode ter sido condenado por algum crime ou contravenção.
O presidente também quer reformar a polícia militarizada de Carabineiros para "aumentar a segurança no país" e investir 2,1 milhões de dólares para "aumentar a capacidade pericial da Polícia de Investigações (PDI)".
Boric afirmou que "a presença do crime organizado, narcotráfico, tráfico de migrantes e pessoas, roubo de madeira e lavagem de dinheiro é evidente" no Chile, e que o governo planeja investir 3,6 milhões de dólares para prevenir esses problemas.
- Voltar a crescer -
"Proponho a vocês o seguinte desafio: conseguir que a produtividade volte a crescer ao ritmo de 1,5% ao ano", disse Boric aos congressitas.
Após um crescimento de 11,7% em 2021, apoiado pela abertura econômica gradual após a pandemia e pelo aumento da demanda resultante da ajuda econômica estatal, antecipa-se para este ano uma desaceleração forte, com um crescimento de 1,5%. Por outro lado, a inflação anual no Chile alcançou 10,5% em abril.
O plano do governo para atingir o objetivo do desafio é aumentar o "investimento em pesquisa, desenvolvimento, inovação e capacitação. Adequação das jornadas de trabalho no quadro das 40 horas, desenvolvimento da economia digital, aproveitar as vantagens comparativas da produção limpa, diminuir o custo das empresas com segurança, melhorar o cumprimento regulatório e das obrigações tributárias", disse o presidente.
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A popularidade do presidente caiu dos 50% com os quais ele assumiu o cargo para uma faixa entre 25% e 36%, segundo pesquisas.
Entre os pontos altos destas semanas estão a adesão ao tratado ambiental de Escazú e o acordo para aumentar o salário mínimo em mais de 14%, crucial para o plano de enfrentar a inflação, que atingiu o nível mais alto em 30 anos no Chile.