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string(5315) "O número de mulheres que optaram pela maternidade após os 40 anos cresceu 65,7% em 12 anos, segundo o IBGE. Em publicação nas redes sociais, Sabrina Sato, de 45 anos, anunciou que entrou para essa parcela de mulheres e confirmou que está grávida do ator Nicolas Prattes por meio de um vídeo emocionante.
Sabrina e Nicolas se casaram em janeiro de 2025, após cerca de um ano de namoro. Em novembro de 2024, a apresentadora sofreu um aborto espontâneo na 11ª semana de gestação. Ela vive uma gravidez considerada pela medicina como “idosa” ou “tardia” – classificação técnica utilizada para gestações a partir dos 35 anos.
De acordo com o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), a fertilidade feminina cai gradualmente a partir dos 30 anos, fica mais evidente após os 35 e acelera por volta dos 37 anos, com redução na quantidade e qualidade dos óvulos. As chances de gravidez por ciclo, que são de cerca de 25% em mulheres jovens, caem para aproximadamente 10% aos 40 anos.
Segundo Adriana Moreira, médica ginecologista e obstetra, gravidezes após os 35 anos são classificadas como de alto risco. Entre os riscos, Adriana enumera maior chance de aborto espontâneo, ruptura prematura de bolsa, descolamento de placenta (situação grave que pode levar a morte materna e fetal), pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e ganho excessivo de peso. Para o bebê, aumenta o risco de alterações cromossômicas, como trissomia 21 (síndrome de Down). “(Esses riscos) São ligados à idade dos óvulos, independentemente da saúde da mãe”, afirma a ginecologista.
A ginecologista e obstetra no ambulatório de gestação de alto risco do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Ana Carolina Ramiro, explica que ainda assim, com acompanhamento médico e cuidados adequados, muitas mulheres têm gestações saudáveis após os 40 anos. “Observamos na prática diária no pré-natal de alto risco que essas pacientes apresentam mais comprometimento com o acompanhamento da gestação, o que pode incluir exames mais frequentes e acompanhamento multidisciplinar”, relata.
Ana Carolina ressalta que nem toda gravidez tardia é considerada de alto risco, mas, como as chances aumentam acima dos 40 anos, é indispensável ter avaliação médica constante e acompanhamento rigoroso, preferencialmente com obstetras especializados. “Observamos na prática diária no pré-natal de alto risco que essas pacientes apresentam mais comprometimento com o acompanhamento da gestação, o que pode incluir exames mais frequentes e acompanhamento multidisciplinar”, afirma a ginecologista e obstetra no ambulatório de gestação de alto risco do HRSM, Ana Carolina Ramiro.
REPRODUÇÃO HUMANA
Especialista em reprodução humana, Maria do Carmo Borges de Souza diz que, em relação às mulheres que em idade mais avançada, quanto antes forem tomadas as decisões sobre uma futura gestação, maiores as chances de sucesso. Principalmente em procedimentos de fertilização, como o congelamento de óvulos ou o uso de embriões. “O óvulo tem a idade da mulher e à medida que o tempo passa, esse óvulo que estava guardado e se apresenta para funcionar, terá a idade da mulher”.
A especialista em reprodução humana pondera que a escolha do método para engravidar também passa por uma questão ética. “O óvulo a mulher pode definir a qualquer momento quando quer usar, já o embrião diz respeito a duas pessoas, então as duas precisam autorizar”.
Para o congelamento de óvulos, não é necessário fazer cirurgia para realizar a coleta dos óvulos, que são recolhidos via transvaginal com sedação. Já a inseminação artificial é realizada no período fértil da mulher e consiste em injetar o sêmen preparado e melhorado em laboratório diretamente no útero da paciente. A fertilização in vitro e a injeção intracitoplasmática de espermatozoides estão entre as técnicas mais avançadas. Em ambos os casos, a fecundação é feita no laboratório.
(Com Renata Abritta, Agência Brasil e Agência Brasília)
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Sabrina e Nicolas se casaram em janeiro de 2025, após cerca de um ano de namoro. Em novembro de 2024, a apresentadora sofreu um aborto espontâneo na 11ª semana de gestação. Ela vive uma gravidez considerada pela medicina como “idosa” ou “tardia” – classificação técnica utilizada para gestações a partir dos 35 anos.
De acordo com o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), a fertilidade feminina cai gradualmente a partir dos 30 anos, fica mais evidente após os 35 e acelera por volta dos 37 anos, com redução na quantidade e qualidade dos óvulos. As chances de gravidez por ciclo, que são de cerca de 25% em mulheres jovens, caem para aproximadamente 10% aos 40 anos.
Segundo Adriana Moreira, médica ginecologista e obstetra, gravidezes após os 35 anos são classificadas como de alto risco. Entre os riscos, Adriana enumera maior chance de aborto espontâneo, ruptura prematura de bolsa, descolamento de placenta (situação grave que pode levar a morte materna e fetal), pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e ganho excessivo de peso. Para o bebê, aumenta o risco de alterações cromossômicas, como trissomia 21 (síndrome de Down). “(Esses riscos) São ligados à idade dos óvulos, independentemente da saúde da mãe”, afirma a ginecologista.
A ginecologista e obstetra no ambulatório de gestação de alto risco do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Ana Carolina Ramiro, explica que ainda assim, com acompanhamento médico e cuidados adequados, muitas mulheres têm gestações saudáveis após os 40 anos. “Observamos na prática diária no pré-natal de alto risco que essas pacientes apresentam mais comprometimento com o acompanhamento da gestação, o que pode incluir exames mais frequentes e acompanhamento multidisciplinar”, relata.
Ana Carolina ressalta que nem toda gravidez tardia é considerada de alto risco, mas, como as chances aumentam acima dos 40 anos, é indispensável ter avaliação médica constante e acompanhamento rigoroso, preferencialmente com obstetras especializados. “Observamos na prática diária no pré-natal de alto risco que essas pacientes apresentam mais comprometimento com o acompanhamento da gestação, o que pode incluir exames mais frequentes e acompanhamento multidisciplinar”, afirma a ginecologista e obstetra no ambulatório de gestação de alto risco do HRSM, Ana Carolina Ramiro.
REPRODUÇÃO HUMANA
Especialista em reprodução humana, Maria do Carmo Borges de Souza diz que, em relação às mulheres que em idade mais avançada, quanto antes forem tomadas as decisões sobre uma futura gestação, maiores as chances de sucesso. Principalmente em procedimentos de fertilização, como o congelamento de óvulos ou o uso de embriões. “O óvulo tem a idade da mulher e à medida que o tempo passa, esse óvulo que estava guardado e se apresenta para funcionar, terá a idade da mulher”.
A especialista em reprodução humana pondera que a escolha do método para engravidar também passa por uma questão ética. “O óvulo a mulher pode definir a qualquer momento quando quer usar, já o embrião diz respeito a duas pessoas, então as duas precisam autorizar”.
Para o congelamento de óvulos, não é necessário fazer cirurgia para realizar a coleta dos óvulos, que são recolhidos via transvaginal com sedação. Já a inseminação artificial é realizada no período fértil da mulher e consiste em injetar o sêmen preparado e melhorado em laboratório diretamente no útero da paciente. A fertilização in vitro e a injeção intracitoplasmática de espermatozoides estão entre as técnicas mais avançadas. Em ambos os casos, a fecundação é feita no laboratório.
(Com Renata Abritta, Agência Brasil e Agência Brasília)