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"Quem marca um tratamento de canal no Dia da Mulher? Explica? Um dia festivo, e lá vou eu sofrer", brinca a cantora, uma das pioneiras no universo sertanejo pós-Inezita Barroso e Irmãs Galvão, e dona de um fã-clube majoritariamente feminino, que vai à loucura em suas apresentações.
A artista paraibana traz em sua certidão o nome Maria ("Roberta é bem mais forte, né?") e está escrevendo uma biografia "recheada de verdades" e histórias que, segundo ela, só foram contadas nas sessões de terapia. São 26 anos de análise, essenciais para a ajudar a se entender e a se sentir melhor diante das dificuldades pelas quais diz ter passado desde a adolescência. "Estou me livrando das muitas amarras que a vida me colocou".
Entre as barras que enfrentou, lembra de uma fase especificamente dura, em ambiente hostil, e que terá destaque no livro. "Quando saí de casa para correr atrás dos meus sonhos, cheguei a dormir em construções. Imagina uma menina de 14 anos, pura, tendo que lidar com homens bêbados à noite?. Precisei dar muitas porradas para me defender. Daí, você tira as suas conclusões", conta, sem entrar em maiores detalhes.
Com 37 anos de uma carreira que começou no samba e sem o apoio da família, ela diz que foi muito "humilhada e pisada" no início de sua trajetória. Este é o principal motivo que a leva pensar duas vezes antes de aceitar convites de parcerias com artistas de sucesso. Se Susana Vieira já disse que não tem paciência com quem está começando, Roberta é o contrário. "Prefiro trabalhar com uma pessoa que tem um sonho do que com quem já alcançou o seu. A minha luta ficou na cabeça", comenta.
A cantora assume certa mágoa com os sertanejos e se considera mais prestigiada entre os artistas de outros gêneros musicais, como a MPB. "Eles têm muito mais respeito por mim e pela minha trajetória. Me aplaudem mais, me elogiam, e isso é um fato". O motivo de certo desdém de parte dos colegas está na ponta da língua. "Sinceramente? Acho que rola uma insegurança, um machismo de merda. E eu não estou nem aí".
Ela sente saudades do tempo em que os artistas da música se falavam e se encontravam, sem a necessidade de intermediários. "Não existe uma proximidade maior por conta dos compromissos profissionais e pessoais. Entendo. Só que eu não falo com produtor ou com agente. Artista fala com artista. Se uma colega pede para eu falar com um produtor, agradeço e digo não. A linguagem do artista é entendida por outro artista", diz, logo emendando em uma história que envolve Marília Mendonça.
"Quando conheci a Marília, a identificação foi imediata. Ela chorou, eu chorei, e prometemos fazer algo juntas. Só que não aconteceu porque nunca mais falei com ela. Não consegui mais chegar até ela porque blindaram a Marília. Uma pena".
Política é um assunto que a interessa, e ela não descarta a possibilidade de um dia candidatar-se a um cargo eletivo. Convites não faltam. "Quatro presidentes de partidos políticos já me chamaram, queriam que eu me filiasse. Perguntei para fãs e amigos e fui desaconselhada. Deixei para lá. Mas, no íntimo, essa ideia de contribuir mais na sociedade mexe comigo. Estou pensando e penso alto", anuncia.
Caso isso aconteça, uma de suas bandeiras será a defesa dos direitos das mulheres. Por enquanto, vai usando a força de suas redes (quase seis milhões de seguidores só no Instagram) para denunciar crimes de feminicídio e violência sexual. "Minha forma de protesto é ir lá e meter o pau no canalha. Também não deixo de me posicionar a favor de leis mais rígidas como a castração química, por exemplo".
Recentemente, a cantora revelou ter namorado um travesti na adolescência e disse que se considera 'trissexual'. À Folha de S.Paulo, não esconde seu apetite sexual. "Eu como de tudo e não passo vontade", afirma, em tom meio sério, meio de brincadeira. Ter transado com quem quis e quando teve vontade não significa que Roberta exponha sua vida amorosa, pelo contrário. "Casei duas vezes e ninguém soube. Namorei muito e também ninguém soube o nome da pessoa. Sou bem discreta".
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A artista paraibana traz em sua certidão o nome Maria ("Roberta é bem mais forte, né?") e está escrevendo uma biografia "recheada de verdades" e histórias que, segundo ela, só foram contadas nas sessões de terapia. São 26 anos de análise, essenciais para a ajudar a se entender e a se sentir melhor diante das dificuldades pelas quais diz ter passado desde a adolescência. "Estou me livrando das muitas amarras que a vida me colocou".
Entre as barras que enfrentou, lembra de uma fase especificamente dura, em ambiente hostil, e que terá destaque no livro. "Quando saí de casa para correr atrás dos meus sonhos, cheguei a dormir em construções. Imagina uma menina de 14 anos, pura, tendo que lidar com homens bêbados à noite?. Precisei dar muitas porradas para me defender. Daí, você tira as suas conclusões", conta, sem entrar em maiores detalhes.
Com 37 anos de uma carreira que começou no samba e sem o apoio da família, ela diz que foi muito "humilhada e pisada" no início de sua trajetória. Este é o principal motivo que a leva pensar duas vezes antes de aceitar convites de parcerias com artistas de sucesso. Se Susana Vieira já disse que não tem paciência com quem está começando, Roberta é o contrário. "Prefiro trabalhar com uma pessoa que tem um sonho do que com quem já alcançou o seu. A minha luta ficou na cabeça", comenta.
A cantora assume certa mágoa com os sertanejos e se considera mais prestigiada entre os artistas de outros gêneros musicais, como a MPB. "Eles têm muito mais respeito por mim e pela minha trajetória. Me aplaudem mais, me elogiam, e isso é um fato". O motivo de certo desdém de parte dos colegas está na ponta da língua. "Sinceramente? Acho que rola uma insegurança, um machismo de merda. E eu não estou nem aí".
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Caso isso aconteça, uma de suas bandeiras será a defesa dos direitos das mulheres. Por enquanto, vai usando a força de suas redes (quase seis milhões de seguidores só no Instagram) para denunciar crimes de feminicídio e violência sexual. "Minha forma de protesto é ir lá e meter o pau no canalha. Também não deixo de me posicionar a favor de leis mais rígidas como a castração química, por exemplo".
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