O Cruzeiro viveu noite “maluca” no Mineirão neste sábado (15/3). A Raposa abriu o placar, tomou “virada-relâmpago” e, com um a mais, conseguiu buscar nos acréscimos empate por 3 a 3 com o Vasco, pela sexta rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

A Raposa teve início fulminante e abriu o placar logo aos sete minutos, com o meio-campista Christian, que concluiu bela jogada coletiva. O time celeste foi superior ao longo da maior parte do primeiro tempo, mas logo após o intervalo tomou virada relâmpago – o ex-volante do América Cauan Barros marcou de cabeça aos 6 e aos 8 minutos da etapa complementar.

Cauan, contudo, foi rapidamente do céu ao inferno – minutos depois, foi expulso por pisão em Matheus Pereira e deixou o Vasco com um a menos. Desesperado pelo resultado, o Cruzeiro aumentou a ofensividade e conseguiu empatar aos 24, com Villareal, mas tomou balde de água fria aos 40 minutos do segundo tempo, quando o atacante Brenner acertou chutaço de fora da área para fazer 3 a 2 para o Vasco.

A equipe de Tite, entretanto, não desistiu, seguiu com a blitz ofensiva e viu o banco de reservas brilhar com gol de empate construído por dois reservas – o lateral-direito Kauã Moraes acertou cruzamento primoroso para o volante Japa, que deixou tudo igual já nos acréscimos.

Próximos jogos de Cruzeiro e Vasco

O Cruzeiro volta a campo nesta quarta-feira (18/3), a partir das 19h30, quando enfrenta o Athletico-PR na Arena da Baixada, em Curitiba, capital do Paraná.

Já o Vasco tem clássico pela frente – na mesma data, mas a partir das 21h30, enfrenta o Fluminense em São Januário. Ambas as partidas serão pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

O jogo

O Cruzeiro teve início de jogo fulminante e abriu o placar logo na primeira chance clara que teve. O meia-atacante Matheus Pereira recebeu bola na faixa direita do meio-campo, imediatamente girou o corpo e acertou lançamento primoroso para o lateral-esquerdo Kaiki, que infiltrou a área a todo o vapor. Livre de marcação, o defensor deu passe de cabeça para o meio da área e encintrou o volante Christian, que completou para o gol na altura da segunda trava, já na pequena área, também de cabeça: 1 a 0.

 A Raposa seguiu dominando após abrir o placar. O time de Tite era muito mais presente no ataque e tinha bem mais posse de bola, enquanto o Vasco, recuado, sequer conseguia construir jogadas, seja de forma propositiva ou por meio de contra-ataques. A equipe celeste aglomerava jogadores de meio-campo por dentro, pesava a última linha de ataque e liberava os laterais nos corredores, aproveitando da deficiência de marcação dos pontas vascaínos – isso possibilitava maior agressividade dos mineiros, como no lance do gol, em que Kaiki avançou livre.

 O Cruzeiro, contudo, pecava no último passe e na qualidade das finalizações. Apesar de ter tido bem mais a bola no campo ofensivo, só chutou no gol em uma oportunidade – justamente no momento em que Christian balançou as vezes. Depois disso, a Raposa só levou perigo efetivo à meta de Leo Jardim uma única vez, com o volante Matheus Henrique, que recebeu de Matheus Pereira na entrada da área aos 19 minutos e chutou de chapa – a bola saiu um pouco acima do travessão, na direção do ângulo esquerdo de Jardim.

 A primeira chegada efetiva do Vasco foi aos 20 minutos, quando o atacante colombiano Andréz Gomez recebeu do volante Tchê Tchê na área e, ao tentar cruzar, quase fez um golaço – a bola necobriu Matheus Cunha e acertou a travessão.

 Apesar da boa chance, o cruzmaltino só conseguiu melhorar de fato em campo por volta dos 35 minutos da etapa inicial. O Cruzeiro cansou, não tinha a mesma agressividade do início e deu mais espaços para o Vasco, que promoveu chegadas com maior perigo e quase empatou aos 44 – o lateral-direito Paulo Henrique infiltrou livre na área, tocou para o meio e a bola sobrou para o volante Tchê Tchê, que chutou com força, mas viu a bola ser salva em cima da linha pelo lateral-direito William.

Segundo tempo

O Vasco levou o cenário de melhora da reta final do primeiro tempo para os minutos iniciais da etapa complementar. Logo aos cinco minutos, Paulo Henrique arriscou chute de fora da área para defesa do goleiro Matheus Cunha. No escanteio subsquente, o cruzmaltino conseguiu empatar – Cuiabano recebeu passe após escanteio curto, cruzou e encontrou o volante Cauan Barros livre na altura da marca da cal. O ex-América cabeceou para o gol e baalançou as redes: 1 a 1.

Dois minutos depois, a estrela de Cauan voltou a brilhar. Paulo Henrique avançou pela direita, cruzou para cabeceio de Cuiabano e, após defesa de Matheus Cunha, Barros aproveitou o rebote e, também de cabeça, virou o jogo: 2 a 1.

A situação do ex-volante do América, contudo, foi do céu ao inferno em poucos minutos. Aos 12, ele acertou pisão no calcanhar de Matheus Pereira e, após revisão do VAR, foi expulso diretamente e saiu de campo atônito por deixar a equipe com um jogador a menos.

Com um a mais e precisando da virada, Tite ousou e tirou dois meio-campistas – Lucas Silva e Christian – para a entrada de dois atacantes – Villareal e Arroyo. O time imediatamente ficou mais incisivo e voltou a dominar as ações ofensivas, enquanto o Vasco optou por se recuar para compensar a desigualdade numérica.

Aos 23 minutos, Gerson acertou pancada de fora da área para boa defesa de Leo Jardim. No escanteio originado pelo lance, Matheus Pereira tocou curto para WIlliam, que acertou cruzamento na cabeça de Chico da Costa. O centroavante finalizou com firmeza e contou com a sorte do desvio do colombiano Villareal – que recebeu a autoria do gol da arbitragem – para dar o empate ao Cruzeiro: 2 a 2.

O Cruzeiro ampliou a blitz ofensiva, mas tornou-se mais vulnerável na defesa e, em contra-ataque aos 40 minutos, o atacante Brenner – que havia entrado havia pouco tempo – recebeu do lateral uruguaio Pumita Rodríguez – que entrou junto do centroavante – e acertou belo chute de fora da área para fazer 3 a 2 para o Vasco.

CRUZEIRO X VASCO

Cruzeiro: Matheus Cunha; William, Fabrício Bruno, Villalba e Kaiki; Lucas Silva (Villareal, aos 14′ do 2ºT), Matheus Henrique e Matheus Pereira; Christian (Arroyo, aos 14′ do 2ºT), Gerson e Chico da Costa.

 Técnico: Tite

Vasco: Léo Jardim; Paulo Henrique, Saldivia, Robert Renan e Cuiabano; Hugo Moura, Barros e Tchê Tchê; Nuno Moreira (Brenner, aos 16′ do 2ºT), Andrés Gómez (Pumita, aos 15′ do 2ºT) e David (Lucas Piton, aos 15′ do 2ºT).

Técnico: Renato Gaúcho

Motivo: 6ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Mineirão, em Belo Horizonte

Gols: Christian, aos 7′ do 1ºT (CRU); Cauan Barros, aos 6′ e aos 8′ do 2ºT (VAS); Villareal, aos 24′ do 2ºT (CRU)

Árbitro: Lucas Paulo Torezin (PR)
Assistentes: Leila Naiara Moreira da Cruz (DF) e LHenrique Neu Ribeiro (SC)
VAR: Adriano de Assis Miranda (SP)

Cartões amarelos: Matheus Pereira (CRU), aos 11′ do 2ºT
Cartão vermelho: Cauan Barros (VAS) aos 13′ do 2º T

Público: 22.352 torcedores
Renda: R$ 855.327,00