Vice-presidente de futebol

A maior torcida organizada do Atlético, a Galoucura, passou a direcionar cobranças ao vice-presidente de futebol Paulo Bracks e pediu a saída do dirigente. Em nota divulgada nas redes sociais, a organizada declarou que “a paciência acabou” e atribuiu a cobrança a decisões tomadas na condução do futebol do clube.

Segundo o posicionamento, a crítica não se refere a um resultado isolado, mas a “um conjunto de decisões equivocadas que vêm prejudicando o Atlético dentro e fora de campo”. A publicação foi acompanhada por uma imagem editada do dirigente, com intervenções gráficas no rosto.

A maior organizada do clube listou nove pontos considerados falhas, divididos em três grupos: planejamento, gestão e leitura do clube. Entre os itens citados estão a montagem de elenco com desequilíbrios, carência em posições consideradas estratégicas, além de excesso de atletas em determinados setores e ausência de reposição em outros.

No campo da gestão, a Galoucura mencionou mudanças no comando técnico sem continuidade de projeto, ausência de identidade de jogo mesmo com investimento e falta de resposta após derrotas e desempenhos abaixo.

Já na avaliação sobre leitura do clube, foram citadas declarações públicas consideradas desconectadas da percepção do torcedor, minimização de resultados negativos e ausência de posicionamento em momentos considerados decisivos. A nota ainda afirma que o clube “exige planejamento, competência e entrega”.

Paulo Bracks foi contratado pelo Atlético em janeiro de 2025 para o cargo de CSO (chefe de esportes) da SAF.

Entre as atribuições do executivo estão a gestão do futebol masculino, feminino e das categorias de base.
Até o fim de 2024, o dirigente contou com o apoio de Victor Bagy, ex-diretor de futebol e ex-goleiro do clube, na condução do time profissional masculino. Após a saída do ex-atleta do quadro de funcionários, Bracks passou a acumular as funções na área.

A nota da Galoucura, principal organizada do Atlético