A eliminação do Osasco para o Minas na semifinal da Superliga Feminina de Vôlei teve desdobramentos lamentáveis fora de quadra.

A central Valquíria Dullius revelou ter sido alvo de ataques de ódio nas redes sociais após a derrota por 3 sets a 2 e decidiu tomar medidas legais, bem como incentivar e orientar outras possíveis vítimas a seguir o mesmo caminho.

A atleta compartilhou mensagens ofensivas recebidas, com termos como “nojenta”, “lixo humano”, “nunca vai ser boa” e “mediana”, evidenciando o nível das agressões direcionadas a ela.

Ataques após eliminação do Osasco

Os ataques ocorreram logo após a queda do Osasco diante do Minas, em um duelo equilibrado e decidido no tie-break. Após o revés, parte da torcida direcionou críticas agressivas à jogadora, mediante o perfil dela em uma rede social.

 Valquíria destacou que esse tipo de comportamento é recorrente no esporte e que muitos atletas acabam sendo impactados emocionalmente por esse tipo de exposição.

“Isso é tão comum, né? Isso acontece o tempo todo, seja o resultado a favor da gente ou contra”, afirmou.

A central também ressaltou que, embora parta de uma minoria, esse tipo de ataque pode ferir profundamente os atletas.

“A gente sabe que tem pessoas e atletas que ficam muito machucados com isso”, completou.

Jogadora registra boletim de ocorrência

Diante da situação, a central optou por não se limitar à denúncia pública e registrou um boletim de ocorrência por meio da delegacia digital.

Segundo a atleta, a medida pode servir como caminho para combater esse tipo de violência virtual, que classificou como uma espécie de “linchamento” nas redes sociais.

“Que a gente possa tentar conter isso, só que usando a lei”, destacou.

Ela explicou que reuniu provas, como prints e perfis dos autores das mensagens, e reforçou que mesmo em casos de contas falsas é possível buscar responsabilização.

“Eu já registrei a ocorrência… tenho os prints, as informações. Às vezes com contas fakes fica mais difícil, mas é possível”, explicou.

Orientação para atletas e torcedores

Valquíria também aproveitou o episódio para alertar outros atletas sobre a importância de não normalizar esse tipo de comportamento e buscar meios legais para reagir.

 A jogadora destacou a existência de delegacias especializadas em crimes cibernéticos e defendeu que a resposta a ataques deve ser feita com inteligência, não com mais agressões.

“A gente não tem que repetir o comportamento dessa gente…a gente tem que ser inteligente”, disse.

Ela ainda reforçou a necessidade de mudança de postura por parte do público.

“Existe a delegacia digital, delegacia de crimes cibernéticos… a gente precisa usar isso, não a disseminação de ódio”, concluiu.