O Cruzeiro segue dando dor de cabeça à sua torcida: em outra péssima atuação sob comando de Tite, foi batido, de virada, pelo Coritiba, no Mineirão, na noite desta quinta-feira (5/2), em duelo que encerrou a segunda rodada do Brasileirão e segue zerado na competição. Ainda antes do apito final, a Nação Azul perdeu a paciência e protestou, pedindo a saída do treinador. 

Para armar a equipe, Tite sacou Lucas Silva, mantendo Gerson e Christian no meio. À frente, apostou em Matheus Pereira, Kaio Jorge e Arroyo. E o início até parecia promissor...

No primeiro minuto, após boa jogada entre Gerson e Kaiki, o lateral cruzou para Kaio Jorge, mas o atacante cabeceou para fora.

Enquanto a Raposa investia pela esquerda, o Coritiba tentava explorar o lado direito celeste, às costas do lateral William. 

Mesmo com dificuldades pelas extremas, o Cruzeiro abriu o placar aos 18 minutos: após lançamento de Romero na área, Matheus Pereira deixou o defensor caído, para bater cruzado para as redes.

O time celeste ainda teve chances de ampliar, mas foi castigado pela incompetência. Após desperdiçar oportunidade clara, levou o gol 'clássico' de contra-ataque: após jogada às costas de William, a bola foi cruzada na área e Lavega só tocou para o fundo do gol.

E AINDA PIOROU
O Cruzeiro voltou para o segundo tempo com Wanderson no lugar de Arroyo, mas em campo não houve alteração. E o que já estava ruim, acabou piorando.

Aos 7 minutos, após mais um erro de marcação pelo lado direito, o Coritiba encaixou mais um contra-ataque rápido: Lucas Ronier lançou Breno Lopes, que teve tranquilidade para superar Cássio com um belo toque.

Após o gol, a torcida celeste não 'perdoou' William, vaiando e xingando o lateral. Pouco depois, Tite optou por substituí-lo por Fagner. Matheus Henrique também entrou no lugar de Lucas Romero, mas o Cruzeiro seguia desorganizado em campo.

Tanto que o Coritiba teve mais duas grandes chances de ampliar o placar. E só não o fez porque seus atacantes desperdiçaram oportunidades incríveis. 

Foi a vez de a torcida celeste perder a paciência com o próprio comandante celeste: "Adeus, Tite, adeus, Tite', entoaram nas arquibancadas. Ao apito final, sonora vaia no Mineirão.