O torcedor do Atlético pode esperar escalações distintas para os jogos da equipe nas próximas semanas. Com um calendário repleto de três compromissos na disputa de três competições, o Galo entra na rotação “quarta-domingo” e liga o acelerador para a temporada 2024. Técnico do time alvinegro, Gabriel Milito disse ver o rodízio de elenco como uma “obrigação” e explicou os motivos.

Na última quarta-feira (10/4), o Atlético bateu o Rosario Central-ARG, por 2 a 1, na Arena MRV, pela segunda rodada do Grupo G da Copa Libertadores. Foi o quarto jogo de Milito sob o comando do Galo, com a quarta escalação diferente.

O meio-campista Gustavo Scarpa, por exemplo, recebeu a primeira chance como titular com o treinador argentino. Com assistência de Hulk, o principal reforço do Atlético para o primeiro semestre de 2024 foi o responsável por abrir o placar diante do Rosario Central, ainda no primeiro tempo de partida na Arena MRV.

Milito explica necessidade de rodízio no Atlético

A intensidade a partir da posse de bola é filosofia essencial dos trabalhos de Gabriel Milito como treinador. O ex-zagueiro tenta fazer com que suas equipes sejam sempre protagonistas, sufocando adversários e criando muitas chances de gol em todas as partidas.

 rata-se de um processo. E esse processo, como qualquer outro no futebol, necessita de tempo para evolução. Na concepção de Milito, além do aspecto conceitual, também é fundamental que o elenco mantenha um bom nível físico.

“Nós contamos com um bom grupo de jogadores, de nível – sobretudo em algumas posições, mais que em outras. E isso me permite em cada jogo poder escolher. Poder escolher e rodar, porque há muitas partidas. Nós chegamos jogando quatro partidas, todas muito importantes e de maneira muito contínua. Nós gostamos de ter muita dinâmica na equipe. Mas, para ter isso, necessitamos estar muito bem física e conceitualmente – não somente fisicamente”, iniciou a explicação em entrevista após a vitória sobre o Rosario.

“Conceitualmente, vamos melhorando. Vamos correr um pouco melhor e teremos algo mais de energia. Mas é necessário rodar. E tenho a possibilidade de fazer isso sem que a equipe modifique o comportamento, porque não temos 11 jogadores, mas sim muito mais para poder fazer o rodízio. No primeiro jogo da Libertadores foi Alisson, hoje Gustavo na mesma posição”, acrescentou.

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Torcedores do Atlético comemoram gol de Gustavo Scarpa contra o Rosario Central na Libertadores

(foto: Pedro Souza/Atlético)

O Atlético agora “vira a chave” para a estreia na Série A do Campeonato Brasileiro. A partir das 16h do domingo (14/4), o Galo visitará o Corinthians na Neo Química Arena, em São Paulo – e muito provavelmente, com mais uma formação diferente no time de Milito.

“Temos que fazer isso. Temos que rodar, sempre com a ideia de ganhar o jogo e também administrar muito a energia dos jogadores – não somente por hoje. A temporada está começando e temos muitos jogos pela frente. É uma obrigação rodar. Rodar e que a equipe não sofra, não se altere. Isso é tempo, trabalho, conhecimento.”

 Gabriel Milito, técnico do Atlético

 

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