“Nos pegou de surpresa”. Técnico do Atlético, o argentino Eduardo Domínguez admitiu que não esperava a saída do atacante Hulk do vestiário pouco antes da goleada por 4 a 0 sofrida para o Flamengo, na Arena MRV, neste domingo (26/4), pela 13ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

Logo após divulgar a escalação, o Galo informou que liberou o jogador para “avaliar a possibilidade” de deixar o clube após receber “sondagem de outro clube do futebol brasileiro”.

 Caso atuasse no duelo, o camisa 7 completaria o 13º jogo pelo Brasileiro e não poderia mais atuar na competição por outra equipe.

“Recentemente Paulo explicou a situação. Claro que nos pegou de surpresa, a todos. Aconteceu isso, mas temos que resolver como grupo. Estamos falando que as situações não se resolvem individualmente, se resolvem como grupo. E é isso que temos que gerar, isso que temos que…começar a blindar um pouco mais forte o nosso grupo, o que queremos como essência, e mostrar para o torcedor que não é isso.”

Eduardo Domínguez, técnico do Atlético

 
A declaração completa do ‘Barba’

“Sabíamos, os jogadores também (da importância do clássico contra o Flamengo). Me deu a sensação de que não ganharam de nós pela criação de jogo, sigo insistindo com isso, ganharam nas finalizações, que defendemos mal na área. No terceiro gol, éramos quatro defensores contra dois atacantes deles. Cabecearam os dois atacantes. E nós tivemos (uma chance) muito similar e não pudemos converter. Eles definiram melhor que nós, porque na criação de jogo e nas entradas à área, tivemos muitas mais.

Descontando o último gol, que lamentavelmente não podemos descontar, porque foi muito fácil, mas com muitos chutes perto da marca de pênalti, dentro da grande área, com facilidade para chutar bem. Diferentemente do rival, não tivemos essa comodidade que oferecemos a eles.

 Eu super agradeço a paciência que o torcedor está tendo comigo, o apoio com o qual que me brindam, e quero pagar com melhores situações. Mas também sabemos que, bom, Recentemente Paulo explicou a situação. Claro que nos pegou de surpresa, a todos. Aconteceu isso, mas temos que resolver como grupo. Estamos falando que as situações não se resolvem individualmente, se resolvem como grupo. E é isso que temos que gerar, isso que temos que…começar a blindar um pouco mais forte o nosso grupo, o que queremos como essência, e mostrar para o torcedor que não é isso.

 Ás vezes acontecem as coisas e passam, e o que fazer com isso? Ficar parado aí ou levantar a cabeça e continuar? Tem que levantar a cabeça e continuar. Sabemos que nesses momentos sensíveis vão falar, vão dizer coisas, pequenas situações, não digo que são normais e que está tudo bem, porque não está tudo bem, se não não estaríamos com os pontos que temos neste momento no Brasileiro. Mas é saber que, nesses momentos, o que detectamos que podemos melhorar e podemos fazer mais forte já está detectado.

E vão falar, inventar, porque não se sabe o que acontece realmente dentro do vestiário, o que acontece no CT, como disseram que eu queria sair, e eu estou tão motivado de estar aqui e com tanta vontade de reverter essa situação com os jogadores que em nenhum momento me passou pela cabeça outra coisa. Instalam que eu já disse que queria sair, vão instalar um montão de outras situações que fazem o torcedor duvidar, fazem o nosso torcedor duvidar a todo o tempo. Estou com uma sensação firme que vamos conseguir e vamos reverter. Estou convencido disso. Lamentavelmente o tempo segue passando, temos que levantar mais fortes, olhar nos olhos, não temos que nos esconder. Se nos escondemos, aí sim vamos ter dificuldades. Vamos dar a cara por e para o clube, por e para a torcida, que é o mais importante que o clube tem.”

Eduardo Domínguez, técnico do Atlético