La Batalla

Argentina e Espanha disputarão uma final inédita de Copa do Mundo no próximo domingo (19), às 16h, no MetLife Stadium. O confronto também marcará o reencontro de seleções que compartilham o mesmo idioma em uma decisão do Mundial após 96 anos. A última vez que isso aconteceu foi em 1930, quando Uruguai e Argentina, países de língua espanhola, fizeram a primeira final da história do torneio. Além disso, o duelo colocará frente a frente as duas melhores seleções do ranking da FIFA, com os argentinos na liderança e os espanhóis na segunda posição.

As duas equipes chegam à decisão com campanhas construídas por características diferentes. A Argentina tem o melhor ataque da Copa do Mundo, com 19 gols marcados em sete partidas. Lionel Messi lidera a artilharia da competição, com oito gols, e a seleção argentina marcou três gols em cinco dos sete jogos disputados. A vaga na final foi conquistada após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, de virada, nos acréscimos da semifinal.

A Espanha chega ao último jogo do Mundial com a defesa menos vazada da competição. A equipe sofreu apenas um gol em toda a campanha e confirmou a classificação ao vencer a França por 2 a 0 na semifinal. No setor ofensivo, Mikel Oyarzabal é o principal goleador espanhol na Copa, com quatro gols.

O confronto reúne o melhor ataque e a defesa que menos sofreu gols no torneio. A Argentina balançou as redes 19 vezes e foi vazada em seis oportunidades, enquanto a Espanha marcou 13 gols e sofreu apenas um em sete partidas.

As projeções matemáticas apontam vantagem para a Espanha na disputa pelo título. Os cálculos indicam 58,2% de probabilidade de conquista da taça para os espanhóis, contra 41,8% para os argentinos.

A classificação também colocou a Argentina em uma posição histórica no Mundial. Com a vaga garantida na final, a seleção chegou à sua sétima decisão de Copa do Mundo, ultrapassou o Brasil, que disputou seis finais, e passou a ocupar isoladamente a segunda posição no ranking de finais disputadas. A Alemanha lidera a lista, com oito participações em decisões.