O América completa nesta quinta-feira (30) 114 anos de história em busca de reabilitação em campo e fora dele para voltar à elite nacional e figurar novamente em uma competição continental, como aconteceu pela primeira vez em 2022, com a Libertadores, e no ano seguinte, na Sul-Americana.

Atual lanterna da série B, o Coelho aposta no técnico Roger Silva para tentar “pegar o elevador” até o G6 na tabela - posto que o levará à disputa dos playoffs do acesso. Para isso, o comandante poderá precisar de reforços na janela do meio do ano, o que pode ser um entrave, já que o América reconheceu, em janeiro, que passa por dificuldades financeiras e não fará loucuras para aumentar o orçamento da temporada. 

“Vamos viver dentro do nosso orçamento para evitar transtornos e desgaste financeiro com os atletas. O América nunca deixou de honrar seus compromissos. Vamos imaginar que eu tenha três milhões para montar um time. Eu não vou montar um time de seis. Vamos montar um time de três milhões, competente, lutador, bravo, com desejo de ganhar, mas dentro do limite do América”, disse à época Márcio Vidal, presidente do Conselho de Administração do América.

Do Deca à Libertadores
Decacampeão mineiro em sequência (1916-1925), bi da Série B do Brasileiro (1997 e 2017), vencedor da Terceira Divisão do Nacional em 2009 e no topo da Copa Sul-Minas de 2000, o Coelho não conquista um título desde 2016, quando faturou o Estadual sobre o Atlético. Mas, mesmo sem taças, as últimas temporadas reservaram momentos marcantes ao clube.

Em 2020, o Alviverde emplacou sua melhor campanha na Copa do Brasil, ao chegar às semifinais, após eliminar gigantes como Corinthians e Internacional. No ano seguinte, se manteve na elite nacional e, graças ao oitavo lugar alcançado, obteve, pela primeira vez em sua história, uma vaga em uma competição internacional, a Libertadores.

Neste ano, conseguiu classificações épicas em cima de Guaraní, do Paraguai, e Barcelona de Guayaquil, do Equador, na segunda e na terceira fases do torneio sul-americano, respectivamente, garantindo um lugar no Grupo D, ao lado de Atlético, Del Valle e Tolima, onde terminou na última colocação. Ao todo, o time disputou dez partidas na competição, com uma vitória em 10 partidas disputadas.

 Em 2023, o alviverde voltou ao cenário continental disputando a Sul-Americana, integrando o Grupo F.  Como terminou na segunda colocação, o América precisou lutar por uma vaga às oitavas nos playoffs contra o tradicional Colo Colo. Sem tomar conhecimento do adversário, o Coelho atropelou com um placar de 6 a 3 na soma dos jogos de ida e volta e seguiu vivo na competição até às quartas, caindo para o Fortaleza. 

No mesmo ano, o América não conseguiu repetir o bom desempenho no Brasileirão e acabou rebaixado à série B após terminar na lanterna do torneio. Desde então, o clube tenta voltar à elite para reviver "a América".