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A última vez em que a moeda americana havia fechado nesse patamar foi no fim de janeiro de 2024. Apenas nesta terça, a queda do dólar frente ao real foi de 1,12%.
O movimento reflete uma combinação de fatores externos e internos que favorecem a economia brasileira neste momento. Entre eles, estão o forte fluxo de dólares vindo das exportações de petróleo, o ambiente de maior apetite global por ativos de risco e o elevado diferencial de juros do Brasil em relação aos Estados Unidos, que segue atraindo capital estrangeiro.
No fechamento dos mercados, o índice DXY — que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes — operava praticamente estável, com leve alta de 0,02%, indicando que a valorização do real foi mais intensa do que a observada em outras economias emergentes.
Petróleo fortalece o real
O avanço das exportações brasileiras de petróleo tem sido um dos principais motores da valorização cambial, segundo aponta reportagem do jornal O Globo. A disparada do barril no mercado internacional desde a escalada das tensões no Oriente Médio ampliou a entrada de dólares no país e fortaleceu os termos de troca da economia brasileira.
O Brent, referência global do petróleo, apesar de ter recuado 3,7% nesta terça-feira, encerrou cotado a US$ 110,10 o barril, permanecendo em níveis historicamente elevados.
Para Filipe Sichel, economista-chefe da Porto Asset, o perfil exportador do Brasil favorece diretamente o comportamento da moeda brasileira.
— À medida que o preço do petróleo sobe, sustenta os nossos termos de troca, o que ajuda a apreciar a moeda — afirmou.
Segundo Sichel, outro elemento importante é a percepção de que os juros brasileiros permanecerão elevados por mais tempo. A ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça, reforçou essa expectativa no mercado financeiro.
Juros elevados atraem capital estrangeiro
Mesmo após o início do ciclo de flexibilização monetária no Brasil, a Taxa Selic continua em patamar considerado extremamente atrativo para investidores globais. Atualmente em 14,5% ao ano, os juros brasileiros permanecem muito acima das taxas praticadas nos Estados Unidos, hoje entre 3,5% e 3,75%.
Esse diferencial alimenta operações conhecidas como carry trade, nas quais investidores captam recursos em países de juros baixos e aplicam em economias de juros elevados, como o Brasil.
— Ao mesmo tempo, a reprecificação da política monetária no Brasil mantém o carrego da moeda mais atraente — explicou Sichel.
O fluxo de recursos estrangeiros para a renda fixa brasileira e também para a Bolsa contribui diretamente para a valorização do real frente ao dólar.
Bolsa sobe com melhora do humor global
Na Bolsa de São Paulo, a B3, o Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,69%, recuperando parte das perdas recentes. Analistas apontam que o recuo do petróleo ajudou a aliviar preocupações inflacionárias globais, favorecendo ativos de risco em mercados emergentes.
A entrada de capital estrangeiro na Bolsa brasileira também reforçou o movimento de fortalecimento da moeda nacional.
A temporada de balanços corporativos seguiu movimentando o mercado. As ações da Ambev estiveram entre os destaques positivos do dia, avançando mais de 15%.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destacou que o cenário internacional também colaborou para a valorização do real.
— O ambiente mais favorável a emergentes e o dólar global mais comportado também contribuíram, mesmo com o cenário geopolítico ainda incerto — afirmou.
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Petróleo fortalece o real
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O Brent, referência global do petróleo, apesar de ter recuado 3,7% nesta terça-feira, encerrou cotado a US$ 110,10 o barril, permanecendo em níveis historicamente elevados.
Para Filipe Sichel, economista-chefe da Porto Asset, o perfil exportador do Brasil favorece diretamente o comportamento da moeda brasileira.
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Segundo Sichel, outro elemento importante é a percepção de que os juros brasileiros permanecerão elevados por mais tempo. A ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça, reforçou essa expectativa no mercado financeiro.
Juros elevados atraem capital estrangeiro
Mesmo após o início do ciclo de flexibilização monetária no Brasil, a Taxa Selic continua em patamar considerado extremamente atrativo para investidores globais. Atualmente em 14,5% ao ano, os juros brasileiros permanecem muito acima das taxas praticadas nos Estados Unidos, hoje entre 3,5% e 3,75%.
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— Ao mesmo tempo, a reprecificação da política monetária no Brasil mantém o carrego da moeda mais atraente — explicou Sichel.
O fluxo de recursos estrangeiros para a renda fixa brasileira e também para a Bolsa contribui diretamente para a valorização do real frente ao dólar.
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Na Bolsa de São Paulo, a B3, o Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,69%, recuperando parte das perdas recentes. Analistas apontam que o recuo do petróleo ajudou a aliviar preocupações inflacionárias globais, favorecendo ativos de risco em mercados emergentes.
A entrada de capital estrangeiro na Bolsa brasileira também reforçou o movimento de fortalecimento da moeda nacional.
A temporada de balanços corporativos seguiu movimentando o mercado. As ações da Ambev estiveram entre os destaques positivos do dia, avançando mais de 15%.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destacou que o cenário internacional também colaborou para a valorização do real.
— O ambiente mais favorável a emergentes e o dólar global mais comportado também contribuíram, mesmo com o cenário geopolítico ainda incerto — afirmou.