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A norma estabelecida pela sétima fase do Proconve (Programa de Controle de Emissões Veiculares) previa que os automóveis leves produzidos a partir de 1º de janeiro deveriam emitir menos poluentes que os modelos feitos em 2021. A lista de substâncias nocivas inclui monóxido de carbono, óxido de nitrogênio, hidrocarbonetos e fuligem.
Contudo, cerca de metade das montadoras instaladas no país tem carros incompletos em seus pátios devido à falta de peças. Se não houvesse alteração no prazo, esses modelos não poderiam ser concluídos neste ano, pois não atenderiam à nova norma.
No início de dezembro, a Anfavea alegou que a mudança não era algo simples. Segundo Luiz Carlos Moraes, presidente da entidade, há muitas mudanças nos sistemas de pós-tratamento dos gases, com novos componentes e até mudança na potência dos motores.
Com o novo prazo, as empresas terão até o dia 31 de março para concluir os carros inacabados. A revisão foi publicada no dia 30 de dezembro no Diário Oficial.
O texto do Ibama diz que a mudança considera "motivo de força maior decorrente da desestabilização das cadeias de fornecimento de componentes para o setor automotivo brasileiro, em razão da crise provocada pela pandemia de importância internacional pelo coronavírus".
Os automóveis zero-quilômetro não adequados ao Proconve 7 que ficarem prontos no primeiro trimestre poderão ser vendidos até o dia 30 de junho.
Segundo o Ibama, os veículos cuja montagem não fosse concluída a tempo ficariam com a LCVM (Licença para Uso da Configuração de Veículo ou Motor) vencida -por isso, deveriam ser destruídos. O instituto disse, por meio de nota, que isso geraria um problema de passivo ambiental, além dos impactos econômicos.
Contudo diversas marcas conseguiriam adequar seus carros seguindo o prazo original, o que pode ser visto no acúmulo de lançamentos na virada do ano. Há também uma quantidade considerável de modelos e versões que saem de linha.
A Fiat, por exemplo, lançou o SUV compacto Pulse e atualizou o furgão Fiorino, que agora está adequado à nova norma de emissões. Ao mesmo tempo, a montadora de origem italiana tirou de linha os modelos Uno, Dobló e Siena, além de encerrar a oferta do motor 1.8 flex.
A General Motors "aposentou" o Chevrolet Joy no mercado nacional. O modelo ainda usava o motor 1.0 flex de quatro cilindros, enquanto a nova geração do Onix é equipada com uma versão de três cilindros.
As japonesas Honda e Toyota também apresentam novas configurações de seus motores 1.5, enquanto a francesa Renault trabalha na renovação do Kwid, que ficará mais econômico.
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