Brasil247 - O governo federal ampliou os subsídios ao diesel como estratégia para conter a alta dos preços e reduzir os impactos do cenário internacional sobre o combustível no Brasil. As novas medidas, anunciadas nesta segunda-feira (6) incluem incentivos mais robustos à produção e à importação, além de benefícios fiscais, ao mesmo tempo em que aumentam a pressão sobre distribuidoras que ainda não aderiram ao programa.

De acordo com o jornal O Globo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a adesão das empresas do setor às políticas anunciadas e demonstrou expectativa de que a resistência diminua com a ampliação dos incentivos.

“Sobre as distribuidoras, eu acho importante [a adesão]. A gente teve uma primeira conversa com com as distribuidoras e houve também por parte das distribuidoras uma preocupação com um abastecimento, uma implantação. Eu custo a crer que, depois de um esforço dessa monta governo federal, um governo articulado pelos estados uma subvenção robusta, substantiva que tem sido feita, que não haja adesão das distribuidoras”, afirmou o ministro.

Ampliação dos subsídios ao diesel

A política de subsídios teve início em março, quando o governo passou a conceder R$ 0,32 por litro de diesel a produtores e importadores, condicionando o benefício à venda dentro de um preço definido. Com a adesão considerada limitada, a União decidiu ampliar o pacote.

As novas medidas incluem uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel rodoviário e de R$ 0,80 por litro para o combustível produzido no país. Esse valor adicional se soma ao incentivo já existente. Também foi anunciada a isenção de impostos federais sobre o biodiesel.

Resistência das grandes distribuidoras

Apesar do reforço nas políticas, grandes distribuidoras como Vibra, Ipiranga e Raízen ainda não aderiram ao programa. Essas empresas têm peso relevante no mercado, pois, além de comprarem diesel das refinarias nacionais, respondem por cerca de metade das importações do combustível no país. 

A expectativa do governo é que a ampliação dos subsídios altere esse cenário, incentivando maior participação do setor privado.

Adesão parcial e impacto no mercado

Enquanto parte das distribuidoras resiste, outras empresas já aderiram às medidas. Entre elas estão a Petrobras, a Refinaria de Mataripe — operada pela Acelen —, além de Sea Trading Comercial, Midas Distribuidora e Sul Plata Trading, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O parque de refino da Petrobras, junto com a unidade da Acelen, responde por cerca de 70% da demanda nacional de diesel, enquanto os 30% restantes são supridos por importações. Esse equilíbrio torna a participação das distribuidoras fundamental para o funcionamento do mercado.